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CRÍTICA | Elite, uma mistura de Gossip Girl com How to Get Away With a Murderer

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Imagem: NETFLIX
Elite é a mais nova série espanhola de sucesso Netflix. A série foi produzida pela Zeta Producciones para a Netflix e foi criada por Carlos Montero e Darío Madrona. A primeira temporada consiste em 08 episódios, e ao que tudo aparenta, ganhou o coração do público.  A série segue a vida de três jovens que receberam uma bolsa para estudar em Las Encinas, um instituto de prestígio na Espanha após o colapso sofrido por seu instituto anterior. A chegada de Samuel, Nadia e Christian não será fácil, porque os estudantes que estão nesse instituto não tornarão suas vidas simples. Mas entre a humilhação e o bullying ocorre o assassinato de um dos adolescentes, e só restará descobrir quem foi o assassino.
Da esquerda para direita: Jaime Loreto / Maria Pedraza / Miguel Herran | Imagem: NETFLIX
É claro que a série tem tudo para alavancar na plataforma com milhares de fãs, e nós podemos citar dois ótimos motivos, sendo eles: 1. A série é bem parecida com o seriado americano Gossip Girl, não somente por se passar em um colégio, mas também pela imensa cadeia de intrigas que se forma quando três novatos ingressam em um colégio privado intitulado ‘elite’, e como sabemos, Gossip Girl ficou por anos em terceiro lugar na plataforma como uma das séries mais assistidas de todos os tempos, perdendo apenas para Supernatural e Grey’s Anatomy. 2. A série também possui três incríveis atores da série La Casa de Papel, que também fez o maior sucesso na plataforma, nela podemos contar com a atuação de Miguel Herran (Como Christian), Maria Pedraza (como Marina Ramírez) e Jaime Loreto (como ‘nano’).
Esta série parece uma mistura de tudo o que já vimos, só que de um jeito novo. Podemos observar sob a perspectiva de que ela possui um pouco de Gossip Girl, por conter um cenário totalmente escolar, mas também se parece bastante com diversas séries policias que narram um assassinato, onde a história sempre corre “por trás dos panos”, e claro, também se parece — e muito — com ‘How to Get Away With a Murderer’, também conhecida como “como defender um assassino” ou “como fugir de um assassinato”.

Imagem: NETFLIX

E       para você quer saber um pouco mais sobre nossos protagonistas, ai vai um gostinho:
Imagem: NETFLIX
SAMUEL — Trabalha como garçom em período integral para bancar a casa desde que seu irmão Nuno foi preso. Samuel é uma das peças chaves da série. Samuel também se envolve amorosamente com uma personagem de extrema importância do enredo, Marina, ao qual  pertence à uma família que está sempre metida em problemas de corrupção.
Imagem: NETFLIX

NADIA — Nadia é muçulmana e vem de uma família rigorosa e tradicional. Ela, Christian e Samuel foram os contemplados com uma bolsa de estudos na Las Encinas, após o desabamento do antigo colégio. Nesta nova fase sua vida, ela enfrentará uma situação pior do que a outra. Ela e seu irmão, Omar, serão responsáveis por grande parte do clímax da primeira temporada desta série. 
Imagem: NETFLIX
CHRISTIAN — Christian é muito próximo de Samuel e seu irmão, Nuno, porém suas ideologias são basicamente as mesmas. Christian acaba se envolvendo amorosamente em um circulo amoroso após envolver-se com uma aluna chamada Carla e seu namorado Polo. Ele é um dos personagens mais cativantes e interessantes da série, ah, e claro, também protagoniza todas as cenas picantes da série.

O roteiro desta série é realmente interessantíssimo. A série se inicia apresentando os três protagonistas principais — Christian, Samuel e Nádia —, suas vidas, conflitos e a forma com a qual acabaram ingressando em um colégio privado. A vida de cada um destes integrantes possuem particularidades a serem analisadas, porém, todos eles possuem um atributo em comum: a origem humilde. Enquanto os protagonistas nos são apresentados, uma história corre em segundo plano, a vida dos personagens secundários, cada qual com seus problemas. A maior problemática dentro deste roteiro é a desigualdade financeira e o bullying com o qual os estudantes são submetidos.

A série percorre uma linha tênue como em um documentário, onde tudo flui perfeitamente para ilustrar um segundo ato que não está explícito – a morte de um aluno —  onde cada um dos envolvidos estão constantemente narrando sua versão do ocorrido, fazendo com que as cenas ganhem em vidas, claro, tudo muito bem dosado e sem exageros. Aqui, poderemos observar quatro personagens que com certeza darão um gás na próxima temporada: Guzman, Carla, Marina e Christian. Ok, citei apenas um dos três protagonistas, mas creio que estes personagens são os que realmente trazem vida ao roteiro, são os que trazem aquela carga emotiva-reflexiva acerca da vida e das banalidades que ela carrega. De um lado temos Guzman, branco, loiro, olhos azuis, alto, rico, irmão de Marina e completamente explosivo, depois temos Carla, namorada de Polo, a responsável pelas cenas mais quentes da série ao lado de seu namorado Polo e do novato Christian, ao qual “brincam” sempre podem. Depois Marina, irmã de Guzman, uma das alunas mais inteligentes de todo o colégio, ela se envolve em uma encruzilhada amorosa com Samuel e Nuno, também é uma das alunas mais problemáticas do colégio, sem contar os inúmeros problemas que ela atrai para si tentando acertar, e para finalizar, Christian, de origem extremamente humilde, está sempre de bem com a vida, sorrindo, mas é um safado de primeira, e isso faz com que a atração pelo personagem só aumente, pois ele tem tudo o que gostamos de ver em uma cena: safadeza, sorriso maroto e duas caras, tudo o que aumenta o clímax de um enredo.  

Elenco de "Elite" | Foto: NETFLIX

Ainda não viu? 10 excelentes motivos para se ver Atypical

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Sam é um garoto autista de 18 anos, que encorajado por sua psicóloga, decide procurar uma namorada. Além de buscar mais independência e autoconhecimento, também começa a se ver envolvido na sua primeira história de amor, enquanto vários problemas ocorrem em torno do dia a dia da família.
Na primeira temporada, Sam está em busca de uma namorada, por motivação de sua psicóloga Júlia, quem o aconselha. Cursando o ensino médio, ele não tem muitas amizades, além de Zahid, seu amigo de trabalho — um galanteador muito divertido — e sua irmã, corredora e um tanto protetora.
Na segunda temporada, os pais de Sam — Elsa e Doug — encaram os desdobramentos de uma crise no casamento. Caisey tenta se adaptar à nova escola e fazer novos amigos. Sam se prepara para a fase pós-formatura.
É infinito o número de motivos pelos quais você deve assistir Atypical, e pensando nisso, separamos aqui dez excelentes motivos pelos quais a série deve ser levada a sério.

1)   SÍNDROME DE ASPERGER
Imagem: NetFlix

Você sabe a diferença entre a síndrome de asperger e autismo? O autismo e a síndrome de asperger possuem similitudes, porém, na síndrome de asperger (ou T.A) os jovens possuem uma capacidade cognitiva maior com relação aos diagnosticados com autismo, que chegam a possuir uma base cognitiva a ser trabalhada com paciência e aos poucos, e há um atraso no retorno comunicacional na linguagem. Saber diferenciar um do outro é o primeiro passo para se compreender o universo do outro com relação ao diagnóstico, é muito fácil julgar o próximo quando se ele é diferente, porém, isso se torna ainda mais fácil quando procuramos nos habituar e pesquisar sobre o assunto. Não é? O primeiro motivo é este: conhecimento acerca da vida de um garoto dentro do espectro e suas limitações. Conhecimento é tudo.

2)  ALTERIDADE 
Imagem: NetFlix
Alteridade é o termo que define o sentimento de um ser pelo outro, colocando-se sempre a mercê de suas necessidades, ou seja, alteridade é ser humano, colocando-se na posição do outro sem julgamentos precipitados. Nesta série, o protagonista, Sam, está passando por uma fase importante em sua vida, e isso, claro, evoca suas limitações, uma vez que ele precisará vencer uma infinidade de barreiras que uma pessoa fora do espectro não possui. Sam terá que trabalhar sua sociabilidade mais do que nunca, uma vez que sua vida está apenas voltada para família, psicóloga e escola. Aqui, iremos notar que o espaço do outro deve ser reconhecido e valorizado SEMPRE, afinal, nunca se sabe de fato pelo o que o outro está passando.

3)  ADÉLIA, ANTÁRTICO, IMPERADOR, GENTOO 
Imagem: NetFlix
Não são nomes comuns em nosso dia a dia, mas fazem todo sentido para Sam. Adélia, Antártico, imperador e Gentoo são as quatro maiores raças de pinguins do antártico. Elsa, mãe de Sam, o ensinou desde cedo pronuncia-las para quando estivesse em situação de estresse, e aparentemente, funciona. O motivo da escolha das palavras não foi aleatório, Sam é apaixonado por pinguins, gelo, ártico e tudo o que envolve o frio. Se você também é fã, está ai um excelente motivo para assistir, né non?


4)  REALIDADE PARALELA 
Imagem: NetFlix
Chamamos de paralelo tudo aquilo o que está diagonalmente oposto ao que vivemos em nosso cotidiano. E com toda certeza esta série está paralelamente oposta a tudo o que estamos habituados, aliás, para quase todos nós. Enxergar a vida alheia além do normativismo imposto pela sociedade é o primeiro passo para se compreender a existência da diferença na sociedade. Pessoas com diagnosticadas dentro do espectro possuem um comportamento diferenciado, e este comportamento, rendem muitos olhares feios e pré-conceitos acerca dos indivíduos. Compreender os sintomas, o modo de agir e a existência da pluralidade é o primeiro passo para se estabelecer a ponte da igualdade.

5)  DURAÇÃO E INTENSIDADE
Imagem: NetFlix
Os episódios desta série não chegam a durar 35 minutos, o que a faz perfeita para quem deseja acompanhar uma série curta e intensa. Atualmente a série conta com duas temporadas e todos os episódios focam na vida de Sam e em como isso afeta sua família. Uma série intensa, repleta de aprendizados. Vale o Play.

6)  ATÍPICO
Imagem: NetFlix
Você já se perguntou o que o nome da série significa ou ainda não tinha pensado nisso? Atípico é o termo utilizado dentro da psicologia, neurologia e psiquiatria para designar pessoas dentro do espectro do autismo. Aqueles que não estão englobados dentro deste termo, ou seja, os que não estão dentro do espectro, são chamados de neurotípicos. O significado traz uma carga especial para a série agora, né non?

7)  ZAHID 
Imagem: NetFlix

Está ai um excelentíssimo motivo. Zahid é o melhor amigo de Sam e trabalha com ele na Techtrópoles. Quando Sam não está ouvindo os conselhos de sua psicóloga Júlia, Sam está ouvindo os sábios conselhos de Zahid, um amigo empenhado em ajudar sempre que necessário. O que mais cativa neste personagem é sua facilidade em tratar todos totalmente iguais, ele não faz acepção de pessoa para pessoa, ele é humano com todas, inclusive com Sam. Ele o entende e o protege sempre que necessário. Realmente, um exemplo de ser humano.

8) PAIGE 
Imagem: NetFlix
Paige é a segunda pessoa de toda a série a enxergar Sam além do autismo. Ela é simplesmente uma das alunas mais inteligentes da série, e claro, apaixonada por Sam. Durante a série iremos avaliar o comportamento de Paige com relação à condição de Sam, uma vez que ela está o conhecendo agora e não está habituada a sua sinceridade desenfreada e ao seu estilo diferenciado. Ah, e claro, não podemos esquecer de dizer que ela NUNCA abandona o Sam, nunquinha. Um amor genuíno.

9)    SINCERIDADE DESENFREADA
Imagem: NetFlix
Sam não mente, nunca, jamais, em hipótese alguma, ele é simplesmente autêntico e anti-mentira. Sam não é o tipo de pessoa que pensa no que vai dizer ou na forma como irá dizer, ele simplesmente diz. Isso é uma característica que rende boas risadas, uma vez que nem sempre ele tende a escolher os momentos apropriados para fazê-los.

10)           SAM É UM MOLDE A SER SEGUIDO
Imagem: NetFlix

Durante a série notamos que uma pequena porcentagem de alunos e pessoas que conhecem o Sam tende a buscar informações e conhecimento acerca de sua condição para uma melhor aceitação, mas estamos sempre presenciando Sam buscando conhecimento acerca de como funciona o mundo dos neurotípicos para se enquadrar na sociedade. Realmente, um modelo a ser seguido.

E ai, tá bom ou quer mais motivos para descer para o play?

[RESENHA #277] Revolucionário e gay: A extraordinária vida de Herbert Daniel

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GREEN, James N. Revolucionário e gay: A extraordinária vida de Herbert Daniel – Pioneiro na luta pela democracia, diversidade e inclusão. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. 378 p. v. 1.

SINOPSE

Herbert Daniel foi um importante personagem na luta pela democracia. Na juventude, em meados de 1960, integrou grupos políticos de esquerda, como o Polop, Colina, VAR-P e a VPR, da qual foi um dos líderes, ao lado do comandante Carlos Lamarca. Mas a atuação revolucionária no campo político contrastava com a repressão de sua homossexualidade, que sentia como um “exílio interno”, como descreveu depois. Apenas em seu segundo exílio, na Europa, na década de 1970, foi capaz de assumir o relacionamento com o homem que se tornaria seu companheiro e o amor de sua vida, Cláudio Mesquita. 
Um dos últimos brasileiros a serem anistiados, ao retornar ao Brasil em 1981, engajou-se na política eleitoral e no ativismo em defesa do meio ambiente e dos direitos das mulheres, dos homossexuais e da população negra e indígena. Foi ele também um dos responsáveis por articular em todo o país o movimento pela garantia dos direitos de pessoas que vivem com HIV/aids – ação que lhe deu reconhecimento internacional. Faleceu em decorrência de complicações causadas pela aids, em 1992. 
Herbert Daniel aparece como uma ponte vital que liga antigos revolucionários e novos ativistas de movimentos sociais. Neste livro, o historiador James N. Green apresenta a vida dessa extraordinária e incansável figura, que se dedicou a tornar o mundo melhor e mais digno para todos. Ao mesmo tempo, o autor oferece detalhes sobre como os grupos revolucionários contra o regime militar se articulavam, como era a vida durante a ditadura – no Brasil e no exterior – e como se deu e o que estava em jogo nos processos de anistia e abertura democrática. 

RESENHA

Herbert Daniel foi uma figura significativa e complexa na política revolucionária esquerdista e ativismo social de meados da década de 1960 até sua morte em 1992. Herbert revolucionou a luta pelos direitos democráticos e sociais ao defender mulheres, indígenas, negros, gays e por ser desfavorável à discriminação de pessoas com HIV/aids. Durante sua trajetória de vida, Herbert passou por dois exílios, o primeiro deles foi o exilio de ter que esconder sua identidade sexual de seus companheiros enquanto servia uma organização guerrilheira, este fato, Daniel chamou de “exílio interno”, o segundo exílio deu-se após uma repressão governamental, o obrigando a viver grande parte da década de 1970 na Europa, retornando ao Brasil em 1981 com ideais políticos fortes e uma militância que o fez conhecido ao redor do globo. Green utiliza a vida de Herbert como referencial para os novos movimentos sociais da atualidade que possuem uma mesma finalidade na busca pelo direito das minorias. Herbert é visto como o retrato completo e dinâmico do compromisso com a democracia e igualdade.
Green é conhecido por desenvolver diversos livros que abarcam a temática das problemáticas sociais, o livro sobre Herbert Daniel não foi à primeira obra do autor a retratar a imagem do homem gay do Brasil, o autor também escreveu um livro intitulado “Beyond Carnival: Male Homosexuality in Twentieth-Century Brazil” [tradução: Além do carnaval: a homossexualidade masculina no século XX no Brasil], onde o autor evoca o sentimento de compaixão por parte do leitor, os levando a identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos homossexuais brasileiros, desfazendo de todo aquele mito que se tem acerca da identidade libidinosa aflorada no carnaval brasileiro, onde tudo o que se vê é sol, areia, pão de açúcar e homens se pegando. Green é uma voz ativa na luta pela democracia e pela liberdade de direitos cívicos, seus livros trazem a tona um grito de socorro em nome da comunidade +LGBTQI do Brasil, seus manuscritos são sempre voltados para a valorização da figura masculina e desmistificação das identidades criadas falsamente por idealistas moralistas. Se levarmos este segundo manuscrito em consideração, poderemos estabelecer o paralelo da escrita de Green, onde o autor traz à tona a vida de Herbet Daniel como forma de expor a situação brasileira com relação à identidade sexual. Sim, muito já se foi conquistado, mas muito não é o suficiente. É necessário militar em busca de mudanças e vozes ativas, e estes livros trazem a tona toda coragem que necessitamos para irmos às ruas. O livro sobre Herbert Daniel é o primeiro passo para se desmistificar a fantasia que o estrangeiro tem acerca do homem homossexual brasileiro desinibido e libidinoso, onde se vive uma vida plena em uma sociedade que aceita uma identidade sexual fluida. É necessário trazer a tona os obstáculos sociais que confrontam os homossexuais. Desde o final do século dezenove até a ascensão de um movimento politizado esquerdista em favor de gays e lésbicas, a subcultura homossexual vem sofrendo drasticamente com estas mudanças no social. Todo este cenário estudado por Green sobre a perspectiva de vida de Herbert Daniel tem se mostrado prolífica, pois a escrita torna-se palpável do início ao fim e é possível compreender o preconceito arraigado no Brasil, e convenhamos, a vida de Herbet Daniel é realmente um marco a se comemorar e se recordar, ele foi um homem que esteve a frente de seu tempo e lutou em favor de uma classe que era (e ainda é) extremamente desvalorizada.
Esta biografia acerca da vida do ativista Herbert Daniel é de fato um emaranhado de questões a se pensar. A escrita cativa da capa à contracapa. A escrita de Green acerca de Herbert e da comunidade +LGBTQI é sublime e nota-se um cuidado minucioso ao abordar temas tão complexos e difíceis de desenvolver. O livro é realmente um guia de autoajuda para aqueles que desejam obter forças para se manterem firmes em favor de movimentos sociais — ou se engajar em algum —.

[RESENHA #276] O poder do ator: A Técnica Chubbuck em 12 etapas - Do roteiro à interpretação viva, real e dinâmica

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CHUBBUCK, Ivana. O poder do ator: A Técnica Chubbuck em 12 etapas - Do roteiro à interpretação viva, real e dinâmica. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. 448 p. v. 1.

SINOPSE

Best-seller do Los Angeles Times, O poder do ator foi publicado em mais de dez países e revela como a Técnica Chubbuck foi capaz de lançar e aperfeiçoar a carreira de grandes artistas. Brad Pitt, Jim Carrey, Charlize Theron, Eva Mendes, Catherine Keener, Halle Berry, Jared Leto, Jessica Alba, Gal Gadot, Jon Voight, Meg Ryan, Terrence Howard e Travis Fimmel são alguns que receberam prêmios após terem sido preparados por Ivana Chubbuck.
Ivana fundamentou sua técnica nas tradições de ensino de atuação — que remontam a Constantin Stanislavski, Sanford Meisner e Uta Hagen — e em exemplos de textos clássicos e contemporâneos. Recorreu a relatos inspiradores sobre como atores notáveis dominaram seu ofício e alcançaram sucesso. Sua eficácia está em trabalhar diretamente o comportamento humano, em sua essência. Não se trata apenas de aprender a atuar, mas de recorrer a teorias contemporâneas da ciência comportamental e da psicologia para transformar dores e traumas em vitória. É sobre como reverter o fracasso em sucesso. É sobre empoderamento.
A Técnica Chubbuck tem sido usada também para ajudar na capacitação de executivos, incluindo muitos que compõem a lista norte-americana da Fortune 500. Ao trabalhar a acessibilidade emocional, o profissional se fortalece para correr riscos, tomar decisões mais ousadas, lidar com desafios e é encorajado a perseguir conquistas.

RESENHA

A autobiografia de Ivana Chubbuck. Ivana Chubbuck fundou a “Ivana Chubbuk Stúdios” há mais de vinte anos, tornando-se uma das treinadoras mais procuradas em Hollywood. Ela também trabalha como consultora de roteiros e é atualmente uma figura reconhecida no mundo inteiro.
Atuar não é para qualquer um, e Ivana sabe disso mais do que ninguém e foi por este motivo que ela escreveu “O poder do ator”, um livro complexo acerca do mundo da atuação, das filmagens, sets e das produções de um ator. O livro possui uma estruturação muito bem desenvolvida, onde a autora apresenta os pontos mais claros e compreensíveis por trás da atuação, utilizando argumentação e exemplos muito bem elaborados. O livro também possui uma carga psicológica forte, onde Chubbuk desenvolve técnicas especiais para quem tem medo de palco ou para aqueles que pretendem desenvolver ainda mais sua habilidade diante de uma plateia ou câmera. O interessante na escrita de Ivana é que ela não desenvolve discursos de que você precisa apenas fazer, mas ela ensina métodos de como alcançar aquilo que se é necessário fazer, ou seja, este não é um livro de achismos mecânicos, ele é um manual prático.
Ivanna Chubbuck definitivamente sabe do que fala quando escreve. Este livro/manual é riquíssimo em informações para atores e diretores. Sua escrita é objetiva naquilo o que se propõe, não é atoa que se tornou um best-seller. Incrível. Indicado para atores e diretores.

[RESENHA #275] Por que a guerra? Das batalhas gregas à ciberguerra: uma história da violência entre os homens

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SILVA, Francisco Carlos Texeira da; LEÃO, Karl Schurster Sousa (Org.). Por que a guerra?: Das batalhas gregas à ciberguerra – Uma história da violência entre os homens. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. 448 p. v. 1.










SINOPSE

O livro Por que a guerra?, organizado pelos professores Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schurster Sousa Leão, revela como a preocupação com o tema tem origens longínquas, remetendo a reflexões desenvolvidas de forma ininterrupta pela humanidade desde a Antiguidade, tanto no Mundo Ocidental quanto Oriental.

Os 17 capítulos da obra examinam de forma multifacetada a evolução dessas reflexões e desses estudos até os dias de hoje, incluindo visões da guerra do futuro alimentadas por projeções acadêmicas e artísticas neste início de novo milênio. Em tempos de crescente turbulência e incerteza no sistema internacional, trata-se de obra indispensável para orientar e iluminar nossa inquietação com a “marcha da insensatez” em curso no mundo.
Este livro reúne ensaios de Aline Tedeschi da Cunha, Ángel Pablo Tello, Antônio Elíbio, Armando Bittencourt, Dilton Maynard, Francisco Carlos Teixeira da Silva, Francisco Eduardo Alves de Almeida, Gracilda Alves, Guilherme Moerbeck, José Maria Gomes de Souza Neto, Kalina Vanderlei, Karl Schurster de Sousa Leão, Marcelo Bastos de Souza, Norma Musco Mendes, Paulo Possamai, Rafael Pinheiro de Araújo e Ricardo Pereira Cabral.

RESENHA

Violência e guerra estão constantemente andando lado a lado, seja pelo extremismo, seja pelo poder político que um exerce sobre o outro ou quaisquer outras motivações que possam provocar um conflito. Em “Por que a guerra”, 18 autores contam, analisam e esmiúçam em ensaios reflexivos acerca do existencialismo humano, do conflito de interesses até o ato de guerrilha. O livro abrange diversos períodos históricos e traça um paralelo entre as divergências, afluências e motivações dos anos com relação ao cenário atual.

A teoria deste livro é incrivelmente fomentadora, os autores convidam de forma clara e objetiva os leitores a refletirem sobre questões simples, mas ao mesmo tempo ricas em análises, questões como “o que causa a guerra?” ou até mesmo “Como elas podem ser evitadas?”. São perguntas complexas, afinal, as motivações podem ser diversas e uma infinidade de fatores contribui significativamente para resolução de um problema que possui toda uma estrutura social, e é justamente sobre esta complexidade que o livro abordará. Constituído por dezessete capítulos e dezoito autores, o livro traz uma análise minuciosa acerca do desenvolvimento do desentendimento social que acarreta em uma guerrilha. O livro foi organizado pelos professes Francisco Carlos Texeira da Silva e Karl Schursters Sousa Lesão, contando com uma série de ensaios escritos por dezoito autores distintos que trouxeram a tona o sentimento de preocupação com relação à origem dos conflitos e de seus desenvolvimentos. O livro também é um convite aos preocupados com o futuro da nação, uma vez que ele propõe claramente, uma análise do cenário crítico ao qual nos encontramos, onde as reflexões fazem-se necessária para compreensão do cenário atual das tensões sócias que circundam nosso cotidiano, uma vez que a guerra foi considerada por muitos anos um ato político e característico da figura humana. Tomando conhecimento de que a guerra é, de certa forma, inerente à civilização e completamente intrínseca ao homem, podemos dizer que o ato de rev0lução e busca pela paz, nada mais é do que o ato de se evitar a guerra. A abrangência dos ensaios aqui propostos são inegavelmente satisfatórias em suas descrições, levando-nos a compreender de que forma a sociedade entra em colapso conflitivo, buscando compreender nas Cruzadas, no Império Romano, na Idade Média, Segunda Guerra Mundial, no Imperialismo e tantos outros períodos da vasta história do homem.

Um livro realmente extenso para se discutir em uma única resenha, não há como falar de toda grandiosidade descritiva e analítica desta obra em uma única página, seria-me necessário à formulação de um artigo para tal. O livro conta com ensaios de Aline Tedeschi da Cunha / Ángel Pablo Tello / Antônio Elíbio / Armando Bittencourt / Dilton Maynard / Francisco Carlos Teixeira da Silva / Francisco Eduardo Alves de Almeida / Gracilda Alves / Guilherme Moerbeck / José Maria Gomes de Souza Neto / Kalina Vanderlei / Karl Schurster de Sousa Leão / Marcelo Bastos de Souza / Norma Musco Mendes / Paulo Possamai / Rafael Pinheiro de Araújo / Ricardo Pereira Cabral.
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