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[CRÍTICA] Memórias de uma Gueixa

Titulo: Memórias de uma Gueixa.
Roteiro: Rob Marshall
Direção: Robin Swicord
Distribuição: Columbia Pictures 
Ano: 2005
IMDB: 7,3
Avaliação: 4/5
Chiyo, foi vendida a uma casa de gueixas quando ainda era menina, em 1929, onde é maltratada pelos donos e por Hatsumomo, uma gueixa que tem inveja de sua beleza. Acolhida por Mameha, a principal rival de Hatsumomo, Chiyo, ao crescer se torna a gueixa Sayuri. Reconhecida, ela passa a desfrutar de uma sociedade repleta de riquezas e privilégios até que a 2ª Guerra Mundial modifica radicalmente sua realidade no Japão.



Baseado em um romance de 1997 do autor americano Arthur Golden, ''Memoirs of a Gueixa'', é um filme que consegue retratar fielmente a arte e a realidade juntas e sem nenhuma divergência, muito pelo contrário, mais fundidas do que nunca.



O filme conta a história de Chiyo, uma garota quieta e introspectiva, que foi vendida, junto com a irmã para casas de Gueixas (okiya). A história se desenrola a partir do momento em que elas são separadas e assim de inicio mostra a luta delas para fugir. Chiyo não obtém muito sucesso, aceitando seu cruel destino, até encontrar em seu caminho um rapaz e uma Gueixa que darão sentindo a sua vida artística e pessoal.


"Nós não nos tornamos Gueixa porque queremos, é porque não temos escolha."



Uma Gueixa pra quem não sabe, é basicamente um tipo de anfitriã que se veste de acordo com a arte e a cultura japonesa. Muito confundida com prostitutas, (no filme explica mais ou menos como se deu essa confusão), mas as profissões não tem nada a ver, carregando a Gueixa um significado muito maior do que um simples entretenimento. 

Critica:

Destacando-se mais uma vez o lado artístico da coisa, que diga-se de passagem, é um show a parte. A narrativa um tanto quanto poética da personagem principal dá um tom visivelmente confortável ao filme, de como se o espectador estivesse seguro de que estaria acompanhando uma ótima história. E não foi diferente, as tramas e subtramas são bastante envolventes, te instiga sempre a querer saber o porquê dos acontecimentos e aonde eles vão te levar. 

Outro ponto são as esplendorosas atuações, destaque para Zhang Ziyi (Chiyo) e para Michelle Yeoh (Mahema) que foram brilhante em seus papeis, mas o elenco em geral também estão de parabéns. Não poupo esforços para exaltar a direção de arte desse filme, que me surpreendeu positivamente, a cada frame uma paisagem estonteante, tanto paisagens naturais quanto a beleza das gueixas e suas danças e vestimentas, sendo o filme realmente um cartão de visita a cultura delas.



Mas na minha humilde e sincera opinião, o que mais se destaca nesse filme é
a trilha sonora impecável composta por John Williams (Jurassic Park, A Lista de Schindler, Harry Potter...). Que sensibilidade, parece que a cada fase da vida de Chiyo, a sonoridade ia amadurecendo com a personagem, um detalhe brilhante.


O filme também mostra o Japão em suas fases pré e pós guerra, as influências e conflito de costumes, acabou que com a guerra passamos a ver muitos traços da cultura americana na japonesa, pelo fato de que os dois países terem compartilhado de muitos tratados políticos e econômicos.  


Nem tudo são flores. Mesmo com toda a exibição da cultura de um outro país, o filme perde força por ser muito americanizado. Não ouvimos o riquíssimo idioma japonês mas sim o inglês em suas falas, pecando nesse aspecto tão importante, que influência tanto no clima das ações, quanto nos próprios trejeitos dos atores e mesmo no acolhimento do público àquela realidade, deixando o filme marcado como se fosse um recado do diretor, ''estamos fazendo um filme sobre vocês, mas é nosso filme''. 

Por fim, o pecado tão cruel cometido não apaga a essência e o conteúdo (fotografia, som, trilha sonora) que realmente foram bem trabalhados e orquestrados de maneira sublime. É uma filme sobre a cultura, costumes, tradições e história dos japoneses, mas acaba por não ser para os japoneses. 
  
@Filipe

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