Ads Top

+30 Livros eróticos para se aventurar (além 50 tons de cinza)

Reprodução | Google Images | Skoob

Há alguns dias atrás eu fiz uma publicação falando um pouco sobre literatura erótica - Sobre seu início, proibição, reforma e comercialização (leia). E como dito anteriormente, esta é a lista de indicação de contos eróticos para que nosso fãs de literatura que se enquadram neste gênero literário possam ir a fundo e aproveitar o tema além de cinquenta tons de cinza. 

1. O amante de Lady Chatterley

Pelo papel que conferiu à paixão amorosa, às vezes em meticulosas descrições do amor físico, o britânico D. H. Lawrence causou polêmica em sua época, porém mais tarde passou a ser visto como um dos maiores renovadores da prosa de ficção no século XX. Em 1928, radicado em Florença, Lawrence publicou seu mais célebre romance, O Amante de Lady Chatterley, que conheceu sucessivas proibições e cujo texto integral só veio a público em 1959, em Nova York. A obra recria as relações entre uma aristocrática inglesa, seu marido (paralítico em conseqüência da guerra) e seu guarda florestal: ao mesmo tempo em que defende a liberdade sexual, ataca frontalmente as convenções sociais. O romance desenvolve o tema do conflito entre a imperiosa exigência do sexo e a serenidade do amor.



2. Adivinhe quem sou 

Como toda jovem, Yanira é inquieta e quer mais da vida do que trabalhar no comércio da família. Por isso, ao deixar sua vida tranquila, ao lado de seus pais e irmãos, na paradisíaca ilha de Tenerife, a cantora e neta de roqueira quer traçar um novo destino para si, mais apimentado e recheado de aventuras. Incentivada por sua impetuosa amiga Coral, ela se muda para Barcelona e se emprega num cruzeiro de férias como garçonete. Sobre as águas do Mar Mediterrâneo, Yanira vai acumular experiências de vida e conhecer pessoas do mundo todo, como o porto-riquenho Dylan, um atraente empregado da manutenção do navio, que a excita só com o olhar. Apesar da forte química que existe entre eles, Dylan não parece ser muito afeito ao que Yanira tem a oferecer, o que a incita ainda mais. Não deixe de ler esta inspiradora e picante comédia romântica, da best-seller Megan Maxwell - autora da trilogia Peça-me o que quiser.


3. A vida sexual de Catherine Millet

O que faz com que uma respeitada crítica de arte decida abrir publicamente, com inédita crueza e sem qualquer máscara, os detalhes de sua movimentada vida sexual? Catherine descreve como depois de perder a virgindade aos 18 anos, começou sua carreira de serial lover, transando com vários homens ao mesmo tempo em lugares variados, clubes privados, à beira de estradas, bancos públicos, além de casas particulares , ela viveu fartamente o que se poderia chamar de sexo pelo sexo , ou seja o sexo sem qualquer tipo de vínculo sentimental - o sexo numérico, consecutivo, anônimo, sem preâmbulos, sem romance, puro prazer. Suas descrições de cenas sexuais são precisas, quase distanciadas. Catherine faz amor com a mesma naturalidade com que respira. O livro alinha não só descrições minuciosas de seus muitos e ocasionais amantes com fotos também pouco reservadas.


4. Asfalto selvagem

A trama se passa em duas épocas: no início da década de 40 e na década de 60. Engraçadinha é uma jovem provocante e noiva do pacato Zózimo. Consegue seduzir a todos, provocando incesto, relação homossexual, ciúme, tragédia e até um perigoso triângulo amoroso. O tempo passa e os personagens se transformam, mas Engraçadinha não consegue se livrar de seu passado. A peça mostra a postura ao mesmo tempo conservadora e hipócrita da sociedade dos anos 40 e 60.



5. A bibliotecária



A jovem Regina Finch acaba de chegar a Manhattan para trabalhar na Biblioteca Pública de Nova York. Mas o que parecia ser a promessa de uma rotina tranquila em meio a clássicos da literatura logo se revela um irresistível jogo de sedução quando ela conhece o envolvente Sebastian Barnes, investidor da instituição e um dos homens mais cobiçados da cidade, que fica obcecado pela beleza da bibliotecária. A até então ingênua Regina se entrega a um crescente e selvagem desejo que parece consumi-la mais a cada dia, uma paixão que despertará na jovem sensações jamais imaginadas.





6. Antologia da poesia erótica brasileira

Esta "Antologia da Poesia Erótica Brasileira" vem apresentar ao leitor as principais figuras de pensamento e formas de criação que compõem nossa lírica erótica desde o século XVII até os dias de hoje. Figuram nela poetas de épocas, estéticas e contextos bastante diversos - de Gregório de Matos a Hilda Hilst, de Gonçalves Dias a Carlos Drummond de Andrade, de Álvares de Azevedo a Ana Cristina César, de Olavo Bilac a Ferreira Gullar, entre muitos outros - cujos versos se alternam entre a sensualidade meramente alusiva e a obscenidade mais provocante. Lado a lado, eles se reúnem aqui para dar voz a um excesso que é, antes de tudo, o da imaginação.


7. As 100 melhores histórias eróticas da história universal



"Quantas vezes você ouviu dizer que amor e sexo movem o mundo? Quando se fala de amor e sexo, fala-se de erotismo, é claro, e dizem mesmo alguns autores que, de acordo com as estatísticas, não é o amor ou sexo o sentimento dominante na vida quotidiana, e sim o erotismo. Mas afinal o que é erotismo?Confundem-se algumas vezes erotismo e pornografia, mas dizia o francês André Breton que pornografia nada mais é do que o erotismo dos outros.





8. A Vênus das Peles – Sacher Masoch


Escrita em 1870, a obra de Sacher-Masoch, bem como a de Sade, ficou marcada por sua associação com os desvios patológicos da Sexualidade, com a libertinagem e com a imoralidade. Estavisão acabou por injustiçar estes autores, cujas obras foram muito além do que se pode considerar como Literatura Ponográfica.







9. Os 120 dias de Sodoma ou a escola da libertinagem – Marquês de Sade



Os 120 dias de Sodoma foi objeto de especial estima por parte do marquês de Sade. Tendo dado por perdido o rolo em que o escrevera, ao ser retirado às pressas da Bastilha, às vésperas da Revolução, o autor morreu sem saber que o manuscrito seria mais tarde recuperado e publicado. Este é um livro incomum, de leitura perturbadora, cuja chave-mestra talvez seja o humor. Um humor negro, sombrio, genuinamente perverso e absurdo. Neste livro, é em nome da racionalidade que o autor destila à exaustão sua consumada virulência. E o faz em estilo requintado, em nome do ateísmo, em frontal combate a Deus e à religião, mediante o solapamento de todas as instituições humanas, para o bem e para o mal. Assim sendo, em Os 120 dias de Sodoma , o leitor poderá flagrar o homem, ver o humano em potência, para além do horror e do grotesco, para além do apelo abjeto com que esta obra se despe e se reveste.

10. O elogio da madrasta – Mario Vargas Llosa

Vargas Llosa cria um contraponto perfeito entre o amor e a inocência, inspirado em situações da sua própria vida. O peruano revela no livro a volúpia da quarentona Dona Lucrecia, casada com Rigoberto e madrasta de Fonchito, com quem acabará se envolvendo. Reflexões sobre a felicidade, suas motivações obscuras e o paradoxal poder da inocência podem ser achados em cada uma das páginas, sustentando uma intensa narrativa poética.Lucrécia e dom Rigoberto vivem em contínua felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu de sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu finalmente os prazeres da vida conjugal. Juntos, crêem que nada pode afetar esse idílio, cheio de fantasias e sexo. Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parecia ser o único empecilho; amava demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele foi conquistado pelos encantos de dona Lucrécia. O amor do menino por sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, criando uma linha tênue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles. Publicado no final da década de 1980, Elogio da madrasta é uma incursão bem-humorada e sutil de Vargas Llosa na literatura erótica e, ao mesmo tempo, uma sátira bem-humorada dos mitos e temas que consagraram esse estilo literário ao longo dos séculos.


11. História do olho (prosa do mundo)


Publicado em 1928, o texto de estréia de Georges Bataille (1897-62) inscreve-se definitivamente na história literária do século XX. Num registro surrealista dissidente do célebre grupo francês, a novela acompanha as descobertas, feitos e extravagâncias sexuais do narrador e de sua amiga Simone, dois jovens que vivem magicamente à margem da censura adulta, percorrendo um cenário de sonhos. O livro faz da história libertina um veículo de revelações profundas sobre o corpo, a vida e a morte. Sua dimensão libertária, inconformista e inovadora justifica uma longa linhagem de admiradores e discípulos que inclui Roland Barthes, Maurice Blanchot, Yukio Mishima, Raymond Queneau e Michel Foucault.



12. Trópico de Câncer – Henry Miller



Trópico de Câncer, publicado no ano de 1934, em Paris, foi imediatamente proibido em todos os países de língua inglesa. Tachado como pornográfico, o livro, assim como seu sucessor Trópico de Capricórnio, só foi liberado nos Estados Unidos e na Inglaterra nos anos 60, aclamado como parte da revolução sexual. Polêmicas à parte, Trópico de Câncer foi celebrado pelos maiores intelectuais da época e se tornou um dos grandes clássicos da literatura americana.







13. Pequenos pássaros – Anaïs Nin

"Pequenos Pássaros", assim como "Delta de Vênus", é a ficção erótica mais difundida de Anaïs Nin (1903-1977) em todo o mundo. Estas histórias foram escritas na década de 40 e só publicadas em livro após a morte da autora, em meados da década de 70.Em Pequenos pássaros , treze histórias trazem pessoas - sobretudo mulheres - que dão vazão à paixão sob todas as formas e encaram seus mais variados anseios sexuais. A prosa de Anaïs Nin - mulher e escritora à frente do seu tempo - leva personagenseleitores a lugares recônditos do desejo humano. A autora é conhecida pela sinceridade com que trata de temas sexuais e eróticos e também pela delicadeza e musicalidade do seu estilo.



14. Mulheres – Charles Bukowski

Henry Chinaski é um escritor cinquentão e alcoólico, a quem as mulheres não dão descanso. Irónico, “Mulheres” narra episódios da vida deste “alter-ego” de Bukowski. Cada mulher é diferente. Umas loiras, outras morenas, outras ruivas. Umas mais sedutoras e provocantes, outras mais ingénuas e discretas. Há muitas, tantas – a reserva parece não ter fim, nenhum homem consegue esgotar o lote. Quase todas bonitas, quase todas terríveis. Henry Chinaski gosta que elas existam. “Mulheres”, publicado em 1978, descreve a vida deste “alcoólico que se tornou escritor para poder ficar na cama até ao meio-dia”: as bebedeiras, as ressacas permanentes, os vómitos, as corridas de cavalo, as leituras nas universidades, as festas, as cartas de admiradoras, as esperas no aeroporto, os encontros sexuais, os dias seguintes, as rupturas, as reconciliações. Mais cerveja, mais sexo, mais mulheres.


15. Indecências para o Fim de Tarde - Ricardo Kelmer

Os 23 contos deste livro exploram o erotismo em muitas de suas facetas. Às vezes ele é suave e místico como o luar de um ritual pagão de fertilidade na floresta. Outras vezes é divertido e canalha como a conversa de um homem com seu pênis sobre a fase de seca pela qual está passando. Também pode ser romântico e misterioso como a adolescente que decide ter um encontro muito especial com seu ídolo maior, o próprio pai. Ou pode ser perturbador como uma advogada que descobre que gosta de fazer sexo por dinheiro. O erotismo de Ricardo Kelmer faz rir e faz refletir, às vezes choca, e, é claro, também instiga nossas fantasias, inclusive as que nem sabíamos possuir. Seja em irresistíveis fetiches de chocolate ou numa selvagem sessão de BDSM, nos encontros clandestinos de uma lolita num quarto de hotel ou no susto de um homem que descobre verdadeiramente como é estar dentro de uma mulher, as indecências destas histórias querem isso mesmo: lambuzar, agredir, provocar e surpreender a sua imaginação.


16. Decameron - Giovanna Boccaccio

Raríssimas obras têm o privilégio de fundar uma tradição. O Decameron, de Giovanni Boccaccio, é certamente uma delas. Escrito em meados do século XIV, ele estabelece um padrão para o que viria a ser o conto ficcional. O livro reúne cem narrativas contadas por sete damas e três cavalheiros que, a fim de escapar da peste que assolava Florença, se recolhem numa villa senhoril e, para passar o tempo e celebrar a vida, narram histórias uns aos outros. Nos 700 anos do nascimento de seu autor, a Cosac Naify comemora a data com este volume de dez novelas selecionadas, traduzidas e prefaciadas por Maurício Santana Dias, todas ilustradas por Alex Cerveny. Além disso, reproduz páginas de manuscritos iluminados por Boccaccio, que também foi um exímio copista.





17. Fanny Hill

Fanny Hill ou Memórias de uma mulher de prazer, considerado o primeiro romance erótico moderno, é também um dos grandes retratos da Europa do século XVIII. Em formato de cartas e narrado em primeira pessoa pela jovem Fanny Hill, o livro surpreende pela prosa sensual de Cleland e pelo estilo e elegância que o autor emprega ao contar as aventuras de iniciação sexual de uma jovem – nem tão inocente assim – que, órfã aos quinze anos, vai para Londres tentar a vida e acaba se tornando uma requisitada cortesã.




18. A casa dos budas ditosos

Ao receber, segundo afirma, um pacote com a transcrição datilografada de várias fitas, gravadas por uma misteriosa mulher, o escritor João Ubaldo Ribeiro não podia imaginar o que o esperava. E o inocente leitor, que sequer pode suspeitar o que o aguarda em cada uma das páginas deste livro. Nelas se conta uma vida. E a suposta autora teria enviado seu testemunho para que fosse utilizado para o volume sobre a luxúria da Coleção Plenos Pecados. O escritor aceitou o oferecimento e o resultado final está agora diante de você. Que deve preparar-se para um relato pouco comum, às vezes chocante, às vezes irônico, sempre instigante. Na verdade, dificilmente a ficção poderia alcançar os limites do que a devassa senhora viveu e narra em detalhes riquíssimos. Se o leitor tem alguma dúvida, ela logo se dissipará, neste fascinante mergulho na vida espantosa de uma mulher sem dúvida excepcional, cuja narrativa alcança as dimensões de um retrato sociológico de toda uma cultura e uma geração, envolvendo um dos pecados mais indomáveis, e capitais. A luxúria.


19. Delta de Vênus

Prostitutas que satisfazem os mais estranhos desejos de seus clientes. Mulheres que se aventuram com desconhecidos para descobrir sua própria sexualidade. Triângulos amorosos e orgias. Modelos e artistas que se envolvem num misto de culto ao sexo e à beleza. Aristocratas excêntricos e homens que enlouquecem as mulheres. Estes são alguns dos personagens que habitam os contos eróticos de Delta de Vênus, de Anaïs Nin. Escritas no início da década de 40 sob a encomenda de um cliente misterioso, estas histórias se passam num mundo europeu-aristocrático decadente, no qual as crenças de alguns personagens são corrompidas por novas experiências sexuais e emocionais. Discípula das descobertas freudianas, Anaïs Nin aplicou nestes textos a delicadeza de estilo que lhe era característica e a pungência sexual que experimentou na sua própria vida. Mais do que contos eróticos, Delta de Vênus oferece ao leitor histórias de libertação e superação. Esta nova tradução de Delta de Vênus traz pela primeira vez ao leitor brasileiro os contos Pierre e Marcel, que haviam sido suprimidos da edição anterior.


20. As delícias do amor ou Anti-Justine

Em 1787, o Marquês de Sade (1740-1814) escreveu Justine ou Os infortúnios da virtude, sobre as desventuras sexuais sofridas por uma menina pobre. Anti-Justine ou As delícias do amor, do também francês Restif de la Bretonne (1734-1806), contrapõe-se às sádicas idéias do marquês. O narrador gentilmente nos partcipa as suas principais aventuras eróticas, sendo o incesto o tema central: as primeiras sensações sexuais junto às irmãs, a perda da virgindade com a própria mãe e o amor pela filha. Ao contrário dos personagens de Sade, que sempre precisam de um bálsamo milagroso para curar as mutilações infligidas pelos algozes na noite anterior, os de Anti-Justine só estão em busca do bem-estar. Seus corpos não estão a serviço de obsessões brutais ou de gostos violentos - e menos ainda de teses filosóficas sobre o sentido da liberdade -, mas, inocentemente, livres de regras morais, buscam o prazer, sobretudo o prazer feminino. Restif banha seus personagens nas águas cálidas da afeição, do carinho, do reconhecimento mútuo, e todos - o pai, a filha - pensam apenas no prazer e bem-estar do outro. Isso tudo faz de Anti-Justine um caso raro na literatura libertina do século 18: uma das poucas ocasiões em que o verdadeiro tema não é a morte ou a destruição, mas o sexo, pura e simplesmente. Escrito em 1798, Anti-Justine foi publicado pela primeira vez, clandestinamente, em 1863 e, em tempos de banalização do sexo e do corpo, é nada mais que atual.


21. O sofá

Condenado por decreto divino a reencarnar sucessivas vezes como um sofá, o narrador deste livro tem de sustentar e dar apoio, literalmente, a diversos tipos de aventuras amorosas e sexuais, presenciando cenas que vão do alegre ao trágico. De quebra, compartilha com os leitores as mais variadas histórias de sacanagem, além de desmascarar a falsa virtude, a hipocrisia, o instinto, a vaidade, a fantasia e outros tantos vícios humanos. Ele só vai encontrar a libertação quando acomodar o casal perfeito, isto é, duas pessoas verdadeiramente apaixonadas. Com este ponto de partida e uma ambientação digna de As mil e uma noites, Crébillon Fils dá estocadas de aparente imoralismo e impertinência, conduzindo a trama a um desfecho surpreendente. Mas antes de chegar até ele, o leitor vai entender uma das mais famosas máximas do autor - a de que o libertino é, antes de tudo, um impotente - e será levado a uma nova idéia de libertinagem.


22. Flossie, a Vênus de Quinze Anos

FLOSSIE, A VÊNUS DE QUINZE ANOS é considerado o Garganta profunda da época vitoriana, e integra a vasta produção pornográfica do período, abordando em grande detalhe a prática da felação e suas inúmeras variações, a dois e a três, além de conter cenas de sexo descritas com o apelo visual e sensorial típico dos melhores romances pornográficos. Extrapolando a rígida moral inglesa, essa Lolita avant la lettre impressiona não apenas por sua carga erótica e sensual, mas também pela sua espirituosidade e bom humor. Inédito em português.


23. O novo epicuro



"O Novo Epicuro - As Delícias do Sexo" foi escrito como um pastiche da literatura erótica do século XVIII, ostentando a falsa data de edição de 1740. É basicamente um romance epistolar, em que um nobre, Sir Charles, dirige cartas a várias de suas amantes, pondo-as a par de suas mais recentes aventuras eróticas, em geral dedicadas à iniciação sexual de jovenzinhas.


24. Pornólogos

A obra de Pietro Aretino que veio a ser universalmente conhecida como Ragionamento - é considerada como um dos pontos culminantes da literatura erótica de todos os tempos. Trata-se de duas obras independentes, publicadas em dois volumes, em 1534 e 1536, respectivamente, porem ligadas pelo tema, pelo estilo e pelas protagonistas, que a Editora Degustar apresenta sob o título comum de Pornólogos.


25. Minha vida secreta


O livro Minha Vida Secreta - Memórias de um libertino do século XIX é o diário de um cavalheiro inglês, apenas conhecido como Walter, mas cuja verdadeira identidade até hoje permanece secreta, esta obra revela a face oculta da época Vitoriana, cheia de sexualidade e de desejo, de paixões de homens e de mulheres que rompiam todos os códigos impostos pela sociedade.





26. Pornô Chic 

O livro, em grande parte escrito na forma de diário, apresenta uma menina de oito anos que vende seu corpo incentivada por seus pais proxenetas. A obra é, sim, obscena e põe em cheque a moralidade dos leitores, pois é quase impossível realizar uma leitura frígida dos relatos de Lori Lamby. Mas, apesar do impacto inicial causado pelo tema da pedofilia, o livro vai muito além. A própria literatura é alvo de obscenidades: gêneros intercalados, cartas, relatos, citações pervertidas de grandes autores como D. H. Lawrence, Henry Miller ou Georges Bataille e um Caderno negro dentro do Caderno rosa de Lori. Aquilo que, a princípio, aparece no texto como possíveis e singelos erros de escrita de uma criança recém-alfabetizada aponta para um estudo lexicológico, para uma etimologia das sensações fazendo soluçar a gramática.


27. O cheirinho do amor 

O amor tem cheiro? Estas crônicas safadas reúnem tudo o que está de alguma forma relacionado a sexo. Se não está, Reinaldo Moraes dá um jeito de fazer a ligação: Serge Gainsbourg, feministas fazendo topless, carros de corrida, viagens espaciais, Marquês de Sade, tartarugas, retiro para artistas, futebol, psicanálise. A lista é quase infinita. O humor de Reinaldo, e a capacidade de ligar assuntos aparentemente díspares, também. O resultado é um livro único, escrachado e cômico, de um dos autores mais originais da literatura brasileira.



28. Kama Sutra

Este clássico da literatura apresenta ao Ocidente técnicas e práticas sexuais, costumes e hábitos da antiga e complexa sociedade hindu. O Kama Sutra de Vatsyayana ou Aforismos sobre o amor aborda assuntos relacionados com a vida privada, doméstica e social de forma totalmente franca, considerando a antigüidade do texto - supõe-se que Vatsyayana tenha vivido entre os séculos I e VI da era cristã. Ele divide seus ensinamentos em sete partes, subdivididas por capítulos, e prega como fundamental a prática do Dharma, Artha e Kama, princípios que podem ser definidos como virtude, riqueza e prazer. Na parte V, por exemplo, que fala sobre "as esposas dos outros", Vatsyayana ensina como tratar as mulheres do harém real e a esposa oficial. Já na parte sobre "a união sexual", o autor traça uma tabela sobre os tipos de mulheres e homens existentes, dá dicas de relacionamentos para os pares e discorre sobre técnicas de beijos, abraços e sobre as variantes do ato sexual. Este trabalho de psicologia, sociologia e sexologia foi considerado por outros autores do mesmo gênero como a principal referência para a literatura erótica hindu.


29. Relações perigosas


Durante alguns meses, um grupo peculiar da nobreza francesa troca cartas secretamente. No centro da intriga está o libertino visconde de Valmont, que tenta conquistar a presidenta de Tourvel, e a dissimulada marquesa de Merteuil, suposta confidente da jovem Cécile, a quem ela tenta convencer a se entregar a outro homem antes de se casar.






30. Afrodite

Em 1978, em plena Ditadura Militar, um grupo de desenhistas e poetas reuniu-se em Curitiba para produzir histórias em quadrinhos eróticas. Entre eles, estavam quadrinistas veteranos como Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Claudio Seto e, nos roteiros, o casal de poetas Paulo Leminski e Alice Ruiz, que enfrentaram a censura com histórias cheias de um erotismo libertário, feminista e escandaloso. Essas histórias em quadrinhos foram um grande sucesso nas bancas de todo o país, até que a censura apertou o cerco contra sua editora, a Grafipar. Então foram esquecidas. Agora, mais de trinta anos depois, eles são reunidas em um só livro para nos surpreender com sua ousadia.



31. Câmera indiscreta


Este livro reúne algumas das histórias mais famosas de Milo Manara, a maioria inédita no Brasil, com personagens famosos, como Casanova, John Lennon, Marcello Mastroianni, Pavarotti e Charlie Chaplin. As personagens femininas, as mais lindas e sensuais das histórias em quadrinhos, marca registrada do desenhista, também marcam presença nesta coletânea.




32. 100 Escovadas antes de ir para cama

No inverno europeu de 2002, longe dos olhos da mãe e do pai, a jovem italiana Melissa Panarello começou a escrever um diário em que relatava, sem pudores e meias palavras, as precoces e variadas experiências sexuais vividas por uma colegial entre os 15 e os 16 anos. A história de Melissa começa quando ela perde a virgindade aos 15 anos de idade. A descoberta de um mundo novo e diferente, o desejo de amar e se sentir amada e a ilusão de encontrar este sentimento através do sexo. É esse o ponto de partida para um relato que mistura de forma provocadora ficção e realidade, num vasto e surpreendente rito de iniciação sexual.


33. Pornopopéia


Zeca é um ex-cineasta marginal que ganha a vida fazendo comerciais de marcas obscuras. Quando assume o compromisso de filmar um anúncio para uma fábrica de embutidos, é sugado por uma espiral de sexo e drogas. Depois de se ver envolvido com a morte de um traficante, o protagonista foge para uma cidadezinha praiana, onde dá continuidade à sua saga de atmosfera beatnik.


Sentiu falta de algum livro, ou tem alguma sugestão? Comente para que possamos aumentar nossa lista para que outras pessoas possam tomar proveito deste conteúdo.

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.