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    terça-feira, janeiro 24, 2017

    [ENTREVISTA] Em êxtase com Josy Stoque

    IMAGEM DO SITE OFICIAL DA AUTORA

    Josy Stoque é uma autora de contemporâneos, best seller da Amazon e que já foi traduzida para o inglês. Seu primeiro livro é uma narrativa sobrenatural, composta por quatro volumes e um spin off, chamada de "Os Qu4tro Elementos". Josy também tem em seu curriculum outras obras, incluindo seu mais novo e recente sucesso, o primeiro livro da trilogia "Puro Êxtase". Seus livros trazem personagens femininas influentes e de personalidade forte, o que a faz ter uma legião de fãs do sexo feminino, mas que não delimita a sua obra apenas as mulheres. E é com ela que hoje vamos bater um papo bem legal e extrovertido. 


    Entre livros de autoria sua e parcerias com amigas escritoras, Josy tem um total de 16 (dezesseis) livros publicados, mas destacamos um em questão e vamos falar um pouco dele.



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    Trinta anos, bonita, bem-sucedida, casada. Não faltava nada na vida de Sara. Sim, faltava. Faltava amor, cumplicidade e estímulo. Faltava se lembrar de que estava viva, e o divórcio foi uma maneira dolorosa de entrar em contato com essa verdade. Apesar da frustração e do sentimento de derrota, Sara se esforça para enxergar nessa mudança a oportunidade de ver o mundo com outros olhos. É tempo de recolher os pedaços e se reinventar. Resgatar os amigos esquecidos, investir na carreira, ser dona do seu futuro. Uma noite, um bar, um estranho. Pouco a pouco, todos os preconceitos são deixados de lado. E todas as possibilidades de prazer se tornam reais. Puro Êxtase é o livro mais ousado de Josy Stoque. Dispa-se dos preconceitos e venha se surpreender com a coragem de Sara.

    ENTREVISTA

    RedaçãoJosy, você é uma escritora pop, eu digo isso porque eu te tenho no facebook há anos, e a sua interação com o público, a sua personalidade enquanto escritora e o seu processo criativo me parece ser bem divertido, pelo fato de você aparentar ser alguém muito cativante e focada no que faz. Diga-me como se dá em você esse processo de criação de roteiro, da forma como os personagens lhe surgem.

    Josy: Nos últimos dos anos não tenho feito um roteiro muito detalhado, deixo os personagens me guiarem. Apenas mantenho em mente o começo, o meio, o clímax e o fim, mas como vou linkar um ponto com o outro só descubro escrevendo. É bastante divertido, sim, principalmente quando aparecem personagens bem loucos, com a Pauline, de Eu Nunca, e a Evelyn, de Não Espere pelo Amanhã.

    Redação: Você é uma mulher que tem várias personagens femininas extremamente forte, que trazem certa semelhança com as mulheres de José de Alencar, pela audácia, pela mente a frente do tempo, pela forma como tocam as suas vidas. Fale-me um pouco da sua personagem Sara, do romance Puro Êxtase.

    Josy: Eu me inspiro na vida e me mulheres reais, nas quais eu me espelho para crescer, por isso jamais escreveria sobre protagonistas que se deixam controlar e não tomam nunca as rédeas de sua vida. Se o fizer, pode ter certeza de que até o final da história essa personagem irá se transformar totalmente. Sara para mim é o reflexo da mulher moderna, feminista e independente, que não liga para o que a sociedade espera dela e segue seu próprio caminho em busca de sua felicidade pessoal. Se tem uma coisa que essa sociedade enlatada nos mostrou nos últimos séculos é que se anular para agradar aos outros não traz nenhuma felicidade. Sara descobre isso e sua jornada de autoconhecimento, redescoberta de suas vontades e a retomada de seus sonhos mostra que não podemos ficar parados diante do medo ou do julgamento alheio. Tire o rótulo de seus olhos, enxergue as pessoas além da casca. A sua felicidade está em jogo, portanto, lute, sempre!

    Redação: A literatura erótica teve o seu boom nos últimos anos, mas ela existe já há muito tempo, ela vem de séculos atrás chocando a sociedade, fazendo as pessoas mudarem a forma como enxerga o sexo. No entanto, no meio de tantos livros eróticos, há os que se sobressaem, como o seu. O que você acha que faz da sua arte diferente, ou melhor, ser mais vista, e com bons olhos, pelos leitores?

    Josy: Eu escrevo para chocar, sim, mas também para ensinar, eu mesma aprendo enquanto escrevo. Por isso que minhas histórias são tão diferentes. Não são escritas com sexo só para vender. Eu coloco sexo porque gosto do assunto, acho natural e não tenho pudores quanto a ele. Sexo faz partes das relações amorosas, então, se estou escrevendo um romance com personagens adultos e sexualmente ativos, por que não colocar? Foi assim que eu comecei a escrever, sempre com alguma pimenta. Ela só foi aumentando no decorrer dos anos e das experiências que adquiri. Digo até por questão de maturidade para abordar temas tabus. Acredito que minhas leitoras percebam esse diferencial e gostem das minhas histórias por não serem mais do mesmo ou mal elaboradas.

    Redação: Você também escreve literatura fantástica, escreveu uma saga e um romance que se desenrolam num plano de fundo mítico. Fale-me um pouco sobre estes romances.

    Josy: Eu tenho ideias para histórias e nem sempre elas se passam em um real, como a maioria de meus romances contemporâneos. Os personagens ainda são realistas e passam por tramas adultas verdadeiras, mas introduzo elementos dos quais gosto e me aventuro. A saga Os Qu4tro Elementos considero sobrenatural pelos poderes concedidos aos quatro protagonistas de controlar os elementos da natureza e toda a trama misteriosa que envolve sua origem, que descortinamos ao longo dos volumes até o desfecho. Já Estrela é um conto de fadas baseado no mito da Deusa da Lua. Como amante de mitologia, decidi escrever essa história, criando uma nova versão para uma lenda antiga, que muitos não conhecem. Todos possuem romances entre os personagens. O próprio mito da deusa é uma história de amor proibido.

    Redação: O que você pensa sobre o feminismo?

    Josy: Eu podia falar sobre o assunto por um bom tempo, mas vou tentar resumir minha concepção a respeito. É um mal necessário. Enquanto houver machismo no mundo, dentro de casa, nas ruas, no trabalho, nas redes sociais, nas conversas ao telefone... o feminismo terá que existir. O problema é que o ser humano não consegue fazer nada com perfeição, nem quando cria um movimento do bem, porque existem alguns fanáticos que deturpam o conceito e o levam para outro extremo, destruindo o objetivo. E ainda possuem os “haters”, que se acham no direito de combater movimentos só para manter a imagem de que “a humanidade não tem mesmo jeito” firme e forte.
    Quem diz que não existe machismo está se enganando. Quantas mulheres são violentadas e mortas por homens que se acham no direito de tomar posse delas ou de puni-las por serem livres? Quantas mulheres apanham dos parceiros em silêncio com medo de serem recriminadas, porque se estão apanhando é porque deram motivo ao sádico? Quantas mulheres são deixadas para criar filhos que não geraram sozinhas porque alguns homens não acham que são responsáveis, já que não os carregaram na barriga? Quantas mulheres, mesmo casadas, não têm o apoio do marido na criação das crianças e na manutenção da limpeza e de todas as obrigações que um lar exige? Quantas mulheres possuem acúmulo de funções no emprego só por serem mulheres? Então, não custa nada fazer o trabalho e ainda limpar o chão, lavar a louça, fazer café, servir café durante a reunião do chefe, atender a porta e o telefone... Para que pagar mais de uma pessoa se o empresário contratou uma mulher, que pode fazer tudo isso por um salário mínimo?
    A lista não acaba e o mais triste é ver tantas mulheres, prejudicadas pelo machismo como todas, atacando o feminismo como se fosse um grande mal.
    O mal do mundo é injustiça e desigualdade.

    Redação: Uma literatura de representatividade é necessária?

    Josy: Totalmente! A diversidade está aí, descarada, graças a Deus! Somos livres para sermos o que quisermos, assim como temos o direito de consumir conteúdo que nos represente. Os últimos anos foram incríveis, tanto na literatura, quanto na TV. A representatividade está em alta, é o que queremos, é o que esperamos ansiosamente, é o futuro!

    Redação: Você acha que as mulheres já têm o seu espaço demarcado na literatura?

    Josy: As mulheres são mais leitoras que os homens e estão em maior número nas universidades. Consequentemente, estamos no mercado de trabalho disputado espaço com os homens e também produzindo entretenimento. Eu, sinceramente, não sei a que se dá esse crescimento exponencial da mulher em destaque, provavelmente de nossa liberdade de ir e vir, nossa ânsia pela realização e nosso foco em construir algo além do que a sociedade espera de nós. Não nascemos apenas para seremos esposas e mães (tem algumas que não nasceram para ser nenhuma das duas coisas kkkkkkkkkkkkk) e estamos por aí, provando nosso valor e mostrando para quê viemos!
    PS: Sonho com o dia em que a igualdade de gênero acontecerá. Tomara que ocorra enquanto eu ainda estiver viva! Amém! Se não puder ver com meus próprios olhos, morrerei feliz, com a certeza de que fiz minha parte pela mudança.

    Redação: O que é literatura feminina para você?

    Josy: Literatura feminina é aquela literatura que fala diretamente para o público feminino, que atende nossas expectativas, que trata de assuntos contemporâneos e de nossa realidade direta. Mas, para mim, tem que falar sobre representatividade, igualdade e empoderamento. Aí, sim, me representa como mulher.

    Redação: E a pergunta que não quer calar, como é ser, ou sentir a sensação de ser autora Best-seller da Amazon?

    Josy: HAHAHAHAHAHA RI ALTO! Mew (olha o sotaque! kkkkkkkkkkkkk)! É sempre especial, principalmente quando entro de novo na Veja Online, mas também significa muito trabalho e mais responsabilidade sobre esse público que me segue. Por isso, sempre me esforço para oferecer o melhor e manter a qualidade de meu trabalho, superando a mim mesma.

    Redação: O que mais você gosta de ler?

    Josy: Qualquer coisa que me prenda e me surpreenda. Não ligo para finais fora de padrão, na verdade, eu não gosto de clichê. Tenho sérios problemas por ir desvendando a história ao longo da leitura, isso também acontece com filmes. Eu abandono ou me arrasto para ler. No caso de filmes, eu até parei de assistir. Vejo alguns muito específicos, porque não gosto de matar o final. Eu ando muito carente de coisa nova, assuntos novos, tramas diferentonas, de ser sugada para uma história totalmente inovadora. Acho que é por isso que ando sem ânimo para ler e tenho dedicado meu tempo livre a muitas séries da Netflix.

    Redação: Costuma ouvir música enquanto escreve? Quais artistas?
    Depende da história, mas quando eu não montei a playlist, rock sempre funciona. Dependendo da cena, escolho os mais pesados ou os mais leves. Mas, no geral, eu sempre estou acompanhada de um bom rock’n’roll.

    Redação: Faça-me uma pergunta.

    Josy: Já encontrou o que te faz feliz, Marcos? Aquilo que te realiza e completa?

    Redação: O que você gostaria de falar para os seus leitores, e os leitores do CATRACA SELETIVA?

    Josy: MUITO OBRIGADA! Vocês tornam meu sonho real ao adquirem e lerem meus livros. Eles são pedacinhos de minha alma, que eu divido com vocês com todo o amor do mundo.
    E vocês, do Catraca Seletiva, já conhecem meu trabalho? Não? O convite está aberto para que possam conhecer minhas obras: www.josystoque.com.br

    E, sobre a pergunta que a Josy me fez, eu posso dizer que o que me realiza e completa é ato de estar vivo e de poder viver para saber que por mais que as coisas andam difíceis e tempestivas, ainda há luz no fim do túnel.

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