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    quarta-feira, fevereiro 01, 2017

    [ENTREVISTA] Adiel Machado, autor de Selvageria Urbana.

    Adiel Machado - Reprodução

    Adiel Machado nasceu em Sorocaba, interior de São Paulo. Formado em Publicidade e Propaganda desenvolveu paixão pela escrita ainda na infância com seus irmãos, livros e diferentes formas de histórias. No início de sua escolaridade já teve duas publicações no jornal da cidade onde apresentava uma poesia de crítica social e violência, mas só mais tarde a escrita voltou a fazer parte de seu dia a dia, através de artigos para os departamentos de marketing e comunicação das multinacionais que trabalhou. O autor publicou seu primeiro Romance em 2016 a partir de sua imaginação somada a dura realidade brasileira de corrupção, o livro Selvageria Urbana já está presente em seis estados brasileiros. 

    Livro "Selvageria Urbana" | Foto por Juliana Sanches
    Além dos livros, Adiel é também colaborador de diferentes sites e empresas como Growth Hacker e na geração de conteúdo para blogs, revistas e boletins, além de artigos de opinião, design e roteiros. Sempre buscando expressar sua mente inquieta em diferentes tipos de arte como música, composição e produção.

    E com ele que iremos bater um papo hoje.

    Leia na íntegra a entrevista completa acerca de trabalhos, projetos futuros e relacionamento com a escrita.

    1. Como nasceu o seu relacionamento com a escrita?

    R: Antes de saber de fato ler e escrever sempre precisava inventar histórias para brincar com meus irmãos, como se fossem filmes ou algo parecido. 
    Lá pelos oito anos de idade tive minha primeira publicação que foi um poema falando sobre a violência de um dos bairros de Sorocaba, foi publicado no jornal da cidade.

    2. Qual foi o primeiro livro que você escreveu? E como surgiu a ideia de escrever um livro?

    Adiel Machado | Acervo Pessoal
    R: O primeiro livro que escrevi nunca foi publicado, tenho ele engavetado e melhor nem contar o nome por hora (risos). Mas depois de alguma prática, cursos e exercícios me senti confiante para enviar para publicação outro livro, esse, o Selvageria Urbana é meu primeiro livro publicado, um romance policial que andam dizendo que dá náuseas ao leitor!

    A ideia veio de uma notícia bem chocante que vi no jornal, como faço todas as manhãs. Naquele momento pensei como seria difícil a vida de um 
    policial honesto em busca de justiça que tem que lidar com atrocidades dos presídios e traficantes ainda soltos, além da própria corrupção que o cerca em todos os lados. Comecei então a escrever uma história baseado em concluir com essa notícia de alguma forma, somado a outras atrocidades que vemos diariamente, relatos de policiais amigos
    e até mesmo algo vivenciado.

    3. Quais suas principais inspirações literárias?

    R:Tenho o hábito de ler tudo, desde fábulas, suspenses, romances e comédias romanticas.  Meus favoritos e que acabam inspirando meu estilo de escrita são Edgar Allan Poe, Tolkien e Stephen King, mas ainda assim
    acho que todos deveria ler de tudo, de qualquer nacionalidade.

    4. O que você considera mais difícil durante a escrita de uma história?

    R: Encerrar uma história. Soa esquisito né? Mas no meu processo de escrita é como se os personagens estivessem vivos e tomando as suas próprias decisões!
    Sei como quero encerrar a história, mas ela acaba indo um pouco além daquele ponto por alguma decisão dos personagens, o que acaba sendo muito bom e as vezes difícil.

    5. Quais seus livros? E qual deles você mais gostou de escrever?

    R: Por enquanto, Selvageria Urbana é meu único livro publicado, particularmente adorei escrever ele por misturar a realidade brutal com minha imaginação e tentar despertar sensações de horror no leitor, em alguns capítulos.

    6. Qual de seus personagens você mais gosta?

    R:Tenho um personagem chamado Adam que gosto bastante, ele é um professor e pesquisador super calmo e concentrado, coisa difícil de se encontrar.
    Gosto bastante também do Conrado, que é um dos principais do livro Selvageria Urbana. Conrado é o típico cara durão, que vai até o fim em sua causa, tem
    muito de mim nesse personagem.

    7. Como você sente quando recebe um comentário positivo acerca de sua obra?

    R: Fico muito feliz com qualquer comentário sobre um trabalho, seja bom ou ruim. No fundo é tudo um experimento, diferentes pessoas com diferentes interpretações.
    É muito gratificante poder saber que a imaginação das pessoas está criando sua própria visão de algo que eu escrevi, que conseguem ver algo que muitas vezes eu mesmo 
    não tinha visto em alguma cena ou personagem, como se fosse uma base para a criação de outro mundo, acho sensacional poder ouvir todas as opiniões.

    8. Pretende escrever novos livros? Tem algum projeto em mente chegando?

    Livro "Selvageria Urbana". Reprodução
    R: com certeza! Escrever é uma paixão! Tenho vários rascunhos em revisão, minha ideia é publicar ainda este ano mais dois livros, ambos romances com várias doses de terror
    e investigação.

    9. Qual gênero literário você mais se identifica?

    R: Para ler, gosto de épicos, novelas e romances. Na escrita, me identifico muito com romances por sere mais flexíveis e nos possibilitarem criar uma trama
    longa, complexa e com diferentes classificações dentro.

    10. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você, quanto a sua escrita agora?

    R: Primeiro, que eu assim como outros autores brasileiros precisamos de uma chance, sei que tem muita literatura nacional ruim, mas aprendi que tem muita coisa boa por aí e nós mesmos não estamos dando chance, peço essa que você que está me lendo agora me dê essa chance, topa?
    E em segundo, que estarei sempre disposto a ouvir comentários, sejam bons ou ruins porque isso vai me ajudar a melhorar a escrita e diversificar os estilos, isso é 
    muito importante para nós que queremos viver com a produção artística e literária.


    11. O que as pessoas devem esperar da sua escrita?

    R: que sempre terá muito sentimento nela, escrevo com meu coração cheio de raiva e paixão ao mesmo tempo e isso nos traz muito próximos da realidade,
    como dizem a realidade pode ser muito dura. No final de cada parágrafo do que escrevo você sempre terá um questionamento e reflexão sobre o mundo atual.

    12. Qual passagem do seu livro te marcou mais? Existe um trecho que você goste mais que os outros?

    R:Sempre que escrevo sobre a morte de algum personagem (sem fazer spoiler), fico marcado. Não por ser a morte, mas por ser a pessoa querida de alguém, 
    Adiel Machado - Acervo Pessoal
    é como se eu fosse o responsável por deixar o personagem que sobrevive triste, arrasado em alguns casos. 

    13. Como foi a recepção do público com relação ao seu primeiro livro?

    R: Ainda está sendo. Como disse, não é uma história das mais felizes e leves, alguns leitores relatam ter se sentido mau em algumas cenas. 
    No fundo era essa a intenção, mas isso não é do agrado de muita gente. Quem gosta das cenas fortes de Walking Dead ou Game of Thrones por exemplo vai acabar gostando. Mas quem gosta de histórias românticas pode não ficar confortável.


    14. O que te inspira a continuar escrevendo?

    R: A vontade de que as pessoas leiam, incentivar um consumo de livros no Brasil. Nós não podemos mudar as condições do país ou a política da noite para o dia, então eu escrevo para que outras pessoas possam ser estimuladas a também querer a mudança. É também o sonho de deixar um legado após a morte, ter o nome na biblioteca
    já é um grande feito para ser lembrado.

    15. O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

    R: Não desista, pensamos nisso todo tempo como qualquer outro profissional, leia muito de tudo porque é isso que vai te ajudar a escrever mais.
    Revise muito tudo que escreve, antes e depois de seu revisor/editor também o fazer.

    16. O que você tem a dizer para os leitores do catraca seletiva?

    R: Vocês são foda! (risos) É incrível que participem, pela interação com as redes sociais, tanto assim! Isso é a melhor coisa que se pode fazer para incentivar
    Selvageria Urbana | Reporodução
    todo trabalho artístico e literário, boa parte do público que estou construindo está vindo do Catraca Seletiva, agradeço muito vocês por isso!

    17. onde podemos encontrar seus livros para compra? 

    R: O livro está disponível na livraria Nobel, na minha fanpage (facebook.com/OfficialAdielMachado) e 
    na livraria da Editora 4 Letras (http://www.livraria-editora4letras.com.br/selvageria-urbana)

    18. É chegado ao fim da nossa entrevista. Muito obrigado pela oportunidade e pela paciência. Sucessos !

    R: Eu é que agradeço muito por essa oportunidade de entrevista, por esse público excelente que está lendo e pela grande parceria que temos! Boa Leitura!

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