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    terça-feira, fevereiro 21, 2017

    [RESENHA] A garota do cemitério — Charlaine Harris & Christopher Golden

    ISBN-13: 9788558890359
    ISBN-10: 8558890358
    Ano: 2017 / Páginas: 128
    Idioma: português 
    Editora: Valentina
    ► Avaliação:


    Ela adotou o nome Calexa Rose Dunhill, inspirada numa lápide do sombrio ambiente em que acordou, ferida e apavorada, sem qualquer lembrança de sua identidade, de quem a jogou lá para morrer ou mesmo do porquê. Fez do cemitério o seu lar, vivendo escondida numa cripta. Mas Calexa não pode se esconder dos mortos – e, quando descobre que possui a estranha capacidade de ver as almas se desprenderem de seus corpos... Então, certa noite, Calexa presencia um grupo de jovens praticando uma sinistra magia. Horrorizada, testemunha o ato insano que eles cometem. Quando o espírito da vítima abandona o corpo, ele entra em Calexa, atormentando sua mente com visões e lembranças que parecem não ser dela. Agora, Calexa deve tomar uma decisão: continuar escondida para se proteger – afinal, alguém acredita que ela está morta – ou sair das sombras para trazer justiça ao angustiado espírito que foi até ela em busca de ajuda?

    Acervo Pessoal

    O que você faria se você acordasse durante uma noite qualquer em um cemitério durante a noite sem se lembrar seu nome, idade, onde mora ou qualquer detalhe que revele quem você é? Esta é a proposta da mais nova HQ da editora Valentina. 

    A garoto do cemitério foi escrito pela escritora norte-americana Charlaine Harris em parceria com o também escritor Christopher Golden. Harris é conhecida por ser autora de diversos best-sellers, incluindo a série de televisão "True Blood". A garota do cemitério é o primeiro livro de uma trilogia lançada pela autora em parceria com a editora Valentina no Brasil.

    Tudo começa quando uma garota acorda sem saber ao certo quem é em um cemitério, tudo o que ela sabe no momento é que alguém tentou mata-la na noite passada. Sem saber para onde ir ou quem procurar — e se deve procurar — para poder pedir ajuda, ela começa a viver no cemitério na esperança de que recupere sua memória e recorde-se de quem realmente é, para finalmente, poder ir para casa.

    A primeira coisa de que me lembro é  de estar morrendo [...]

    Os sonhos repleto de imagens sem sentidos e picotadas em sua cabeça começam perturba-la, que quase sem fôlego, não sabe o que fazer. No cemitério existe um local escondido dentre os túmulos, onde costuma se esconder. Vivendo no meio da escuridão e roubando das casas vizinhas para sobreviver, ela procura um sentido na vida e enxergar ou tentar lembrar-se do que aconteceu de fato consigo. 

    Isolada e sem a quem recorrer, seu emocional começa a ficar abalado. Noites sem dormir seguidas de pesadelos e um amontoado de perguntas sem respostas quem ninguém pode lhe oferecer, ou melhor, ninguém era de tamanha confiança para se abrir a ponto de contar que não se lembra de absolutamente nada.

    Uma crise de identidade começa assola-la em meio ao sombrio da noite, afinal, todas as pessoas possuem uma identidade e ela, não se lembrava ao certo da sua. Diariamente ela ia a funerais de pessoas desconhecidas no cemitério, acompanhava o luto de perto dos parentes e isso a deixa perplexa e provocava pensamentos reflexivos, dentre eles:

    Se não consigo me lembrar de quem sou, nem de onde venho... Talvez esteja pior do que aquele cara morto. Ele tem uma lápide com o nome dele. Uma identidade. Uma vida...Mesmo depois de morto.

    E se ninguém sentisse sua falta? Diariamente ela buscava em jornais respostas para suas questões: Se alguém realmente sente sua falta, buscaria por ela em jornais, anúncios e panfletos, porém, tudo isso é em vão.

    É como se a sua mente tivesse reorganizado a mobiliá da casa e deixado um quarto vazio.

    Em meio ao desespero pela busca de sua identidade e das lembranças, encontra-se desolada e sem para onde ir novamente, até que um dia, percebe que o zelador do cemitério passa a notar sua presença e ajuda-la de forma sugestiva — ajudas propositais, como dinheiro deixado no chão, comida, roupas e outros mais.

    Enfim, a garota do cemitério tem tudo para ser a sua HQ e sua trilogia favorita este ano. A história é muito bem trabalhada do inicio ao fim e esconde em suas páginas um segredo, uma história e um assombro que você não pode imaginar. Suspense, horror e medo, são os elementos destra trágica busca pelo desconhecido.

    COMENTÁRIOS E DIAGRAMAÇÃO



    O livro foi impresso em papel couché matte 150 g, o que caiu super bem para uma HQ e de um "viva" nas cores dos quadros que seguem a história. A trama como todo conto e história que envolve a autora Charlaine, é intensa, envolvente e surpreendente do início ao fim. Uma leitura rápida capaz de deixar qualquer leitor com um gostinho de quero mais, porém, resta-nos apenas aguardar o segundo livro.

    A escrita de Golden e Harris é peculiar, precisa, envolvente, surpreendente e minuciosa. O enredo é extremamente bem trabalhado, assim como a sucessão de fatos que envolvem a protagonista principal. Todo o reconhecimento de Harris no meio do horror e do suspense, se intensificam nesta obra que se tornará com plena certeza, uma obra icônica no reino das Hqs.

    A diagramação está perfeita, assim como todos os desejos, quadros e falas. Toda a revisão ficou impecável e o trabalho realizado pela valentina é digno de toda admiração.

    OS AUTORES

    Charlaine Harris

    Autora número 1 da lista de best-sellers do New York Times, publica romances nos gêneros mistério e fantasia há mais de trinta anos. A famosa série da HBO, True Blood, é baseada nos livros de Sookie Stackhouse. O sucesso de ambos fez dela uma das palestrantes mais requisitadas em convenções como a Comic-Con International, à qual foi convidada em 2010. Charlaine vive no sul dos EUA, onde sempre morou. Visite CharlaineHarris.com.



    Christopher Golden

    É autor dos romances de Peter Octavian, best-sellers do New York Times, e da série juvenil de suspense Body of Evidence. Em colaboração com Mike Mignola, ele também escreveu dois romances ilustrados, incluindo Baltimore, or, The Steadfast Tin Soldier and the Vampire, que deu origem à série em quadrinhos Baltimore, finalista do Eisner Award. Golden nasceu e foi criado em Massachusetts, onde ainda vive com a família. Visite ChristopherGolden.com.



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