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    sábado, março 11, 2017

    9 obras nacionais para dar de presente


    Melhor do que um livro novo, são dois livros novos. Pensando na quantidade e procura por títulos interessantes, chamativos e únicos, a Companhia das Letras resolveu criar uma série de "Listas", para você conseguir encontrar o livro preferido para qualquer momento da sua vida. Hoje e indicação é 9 autores nacionais para dar de presente. 

    Procurando um presente para alguém especial? Indicamos títulos consagrados da Companhia das Letras. 

    1. Como se estivéssemos em palimpsesto de putas, de Elvira Vigna

    Nossa lista de leituras nacionais já começa com um dos melhores livros do ano! Como se estivéssemos em palimpsesto de putas foi eleito o melhor livro no Prêmio APCA (da Associação de Críticos de Arte de São Paulo). Neste livro, dois estranhos se encontram num verão escaldante no Rio de Janeiro. Ela é uma designer em busca de trabalho, ele foi contratado para informatizar uma editora moribunda. O acaso junta os protagonistas numa sala, onde dia após dia ele relata a ela seus encontros frequentes com prostitutas. Ela mais ouve do que fala, enquanto preenche na cabeça as lacunas daquela narrativa. Uma das grandes escritoras brasileiras da atualidade, Elvira Vigna parte desse esqueleto para criar um poderoso jogo literário de traições e insinuações, um livro sobre relacionamentos, poder, mentiras e imaginação.

    2. O tribunal da quinta-feira, de Michel Laub

    O tribunal da quinta-feira foi lançado há pouco tempo, mas já deu o que falar. Novo livro do autor de Diário da queda, ele é protagonizado por um publicitário que faz confissões por e-mail ao melhor amigo. Os textos falam de sexo e amor, casamento e traição, usando termos e piadas ofensivas que contam a história de uma longa crise pessoal. Quando a ex-mulher do protagonista faz cópias das mensagens e as distribui, tem início o escândalo que é o centro deste romance explosivo. O fio condutor da história, que une o destino dos personagens diante de um tribunal inusitado, são os reflexos tardios e ainda hoje incômodos da epidemia da aids, e o que está em jogo são os limites do que entendemos por tolerância - mas para chegarmos a eles é preciso ir além do que seria uma literatura “correta” ao tratar de homofobia, assédio, violência, empatia, liberdade e solidariedade. Em tempos de redes sociais, onde todos nos expomos e também expomos os outros, O tribunal da quinta-feira é uma leitura importante.

    3. Meia-noite e vinte, de Daniel Galera

    Neste ano também tivemos o novo livro de Daniel Galera, autor de Barba ensopada de sangueEm meio a uma onda de calor devastadora e a uma greve de ônibus que paralisa a cidade, três amigos se reencontram em Porto Alegre. No final dos anos 1990, eles haviam incendiado a internet com o Orangotango, um fanzine digital que se tornou cultuado em todo o Brasil. Agora, quase duas décadas depois, a morte do quarto integrante do grupo vai reaproximar Aurora, cientista e pesquisadora vivendo uma pequena guerra acadêmica, Antero, artista de vanguarda convertido em publicitário, e Emiliano, jornalista que tem uma difícil tarefa pela frente. Galera explora essas vidas acuadas entre promessas não cumpridas e anseios apocalípticos, fazendo um retrato marcante de uma juventude que recebeu um mundo despedaçado e para quem o futuro pode não significar mais nada.

    4. A espiã, de Paulo Coelho

    Todo mundo tem um amigo que ama Paulo Coelho, então quer presente melhor do que o seu novo romance? Em A espiã, um dos escritores brasileiros mais lidos recria a vida de Mata Hari, a mulher mais desejada de sua época. Bailarina de danças orientais que chocava e encantava as plateias de Paris ao se desnudar nos palcos, foi companheira de confidências e de encontros amorosos com os homens ricos e poderosos de seu tempo, com um passado enigmático que despertava o ciúme e a inveja das damas da aristocracia parisiense. Ela ousou se libertar do moralismo e dos costumes provincianos das primeiras décadas do século XX e pagou caro por isso: em 1917, foi executada pelo pelotão de fuzilamento do exército francês, sob alegações de espionagem de guerra. 

    5. O marechal de costas, de José Luiz Passos

    Neste ano, a política brasileira fez com que nos sentíssimos numa verdadeira obra de ficção. Pois O marechal de costas é uma ótima leitura para quem acompanhou de perto todas as reviravoltas que vivemos. José Luiz Passos faz um paralelo entre a história do Marechal Floriano Peixoto, nosso primeiro vice que assumiu a presidência, com a vida de uma cozinheira que acompanha os protestos no Brasil em 2013. Acompanhamos não só um Floriano Peixoto humano e o nascimento da República, como os acontecimentos turbulentos do presentes e suas consequências políticas - até o último discurso de Dilma Rousseff faz parte da narrativa. Um livro poderoso sobre a construção de nossa nação e o tempo em que vivemos.

    6. Diário das coincidências, de João Anzanello Carrascoza 

    Todo mundo tem uma coincidência para contar. Seja uma pequena troca de olhares entre desconhecidos que se reconhecem de passagem ou um nome que teima em aparecer no seu caminho. Este livro é permeado por esses tipos de coincidências, e por isso pode ser um bom presente de Natal. As histórias, vividas por um personagem que, por vezes, confunde-se com o próprio autor, vão sendo contadas em meio a pequenos momentos carregados de significado. João Anzanello Carrascoza cria uma trama de pequenas histórias, em que o leitor, ao puxar um fio, vai descobrindo conexões e desvendando a beleza do dia a dia. E há outra coisa bem legal sobre este livro: algumas das histórias foram enviadas pelos próprios leitores. 

    7. Simpatia pelo demônio, de Bernardo Carvalho

    Outro grande autor brasileiro é Bernardo Carvalho, que já tem treze livros lançados pela Companhia das Letras. Seu livro mais recente, Simpatia pelo demônio, é outra leitura que reflete os tempos atuais: o terrorismo e uma louca história de amor. O funcionário de uma agência humanitária, aqui chamado de Rato, é designado para levar o resgate que libertará o jovem refém de um grupo extremista islâmico. Enquanto espera para travar contato com os terroristas, o personagem revê o mais tortuoso episódio de paixão de sua vida: seu caso com um estudante mexicano em Berlim, apelidado de chihuahua. Um romance profundo e cativante, em que política, humanidade e desejo compõem uma grande odisseia pessoal.

    8. A resistência, de Julián Fuks

    Na dúvida de qual livro dar de presente, deixe o Prêmio Jabuti decidir por você. A resistência, de Julián Fuksficou em primeiro lugar na categoria Romance de um dos prêmios literários mais importantes do Brasil, além de também ser escolhido como melhor livro do ano pelo júri. O narrador de A resistência fala de seu irmão adotivo para contar o drama de sua família e do golpe na Argentina em 1976. Adotado por um casal de intelectuais argentinos que logo iriam buscar o exílio no Brasil, o menino cresce, ganha irmãos, e as relações familiares se tornam complexas. Cabe então ao irmão mais novo fazer o exame desse passado e, mais importante, a reescritura do próprio enredo familiar. Um livro em que emoção e inteligência andam de mãos dadas, tocando o coração e a cabeça dos leitores.

    9. Obra completa, de Raduan Nassar

    Neste ano, Raduan Nassar ganhou traduções de seus livros em inglês e espanhol e também recebeu o Prêmio Camões pela sua obra completa. Apesar da pequena produção literária, Raduan é um dos maiores autores da língua portuguesa, e só esse fato já é o bastante para merecer ser lido. Em 2016, em comemoração aos seus 30 anos, a Companhia das Letras lançou uma edição mais que especial de toda a obra de Raduan Nassar. O volume contém os livros Lavoura arcaicaUm copo de cólera Menina a caminho, além de dois contos e um ensaio inéditos no Brasil. O presente perfeito para qualquer amante da literatura brasileira. 
    Quer mais dicas? Participe do Companhia Indica e receba indicações personalizadas de leituras que são ótimos presentes.

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