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    terça-feira, março 07, 2017

    Ana Miranda — Uma década de premiações

    Ana Miranda | Google Images

    Você conhece Ana Miranda? É bem possível que se você for uma mulher, conheça e até ame a escrita da autora. Ana é uma das maiores romancistas brasileiras desde 1950. Nascida em Fortaleza, cresceu no Rio e em Brasília. A partir de 1969 radicou-se no Rio de Janeiro e em 2001 mudou-se para São Paulo. Enquanto estava casada com o ator Arduino Colosanti, trabalhou em filmes do cinema novo brasileiro entre 1971 e 1979. Dirigiu o Instituto de Artes da Funarte e foi editora chefe desta Instituição, entre 1977 e 1983. Recebeu formação na áreas de artes plásticas, cursando o Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. E era desenhista, ilustrando as capas de seus livros. Teve formação literária com o escritor Rubem Fonseca, entre 1978 e 1989. Em 2006 voltou a morar no Ceará.

    Confira a incrível entrevista cedida pela autora ao Jornal Globo (clica).

    Estreou como escritora, com as poesias de Anjos e demônios,1978 e Celebrações do outro, 1983. O crítico Fernando Py, em matéria no Jornal do Brasil (19 de maio de 1979) escreveu: "Anjos e demônios é um livro que, a princípio, fala mais à sensibilidade e à emoção; seguimos os versos da autora como se fossem fruto de confessionário, com suas aparentemente ingênuas nudezas de anjos e demônios internos. Essa impressão, no entanto, vai se desfazendo aos poucos; vemos surgir, aqui e ali, uma poesia de maior densidade, especialmente em certos poemas em que a expressão atinge uma invenção feliz"... Em O Globo de 11/3/79 Elias Fajardo da Fonseca escreveu a resenha "A moça que libertou anjos e demônios".

    • 1990 - Prêmio Jabuti, Revelação de romance, com Boca do Inferno
    • 1994 - Prêmio da Biblioteca Nacional, para A última quimera
    • 2003 - Prêmio Jabuti - com o romance Dias & Dias
    • 2003 - Prêmio da Academia Brasileira de Letras, Romance, com Dias & Dias
    • 2009 - Sereia de Ouro, pela obra
    • 2010 - Green Prize of the Americas, com Yuxin
    • 2014 - Prêmio Bienal do Livro de Brasília (segundo lugar) para O peso da luz
    • 2015 - Prêmio da Academia Brasileira de Letras - Ficção, para Musa Praguejadora

    Sobre o livro "Anjos e demônios":

    Ano: 1987 / Páginas: 83
    Idioma: português 
    Editora: José Olympio Editora


    Um assassinato dentro do maior centro científico do mundo: CERN. Um cientista marcado a fogo com a marca sagrada de uma antiga sociedade secreta: Illuminati. O roubo de uma substância capaz de devastar tudo em um raio de 1Km: Antimatéria. 

    Este é o cenário da aventura de Robert Langdon
    Os Illuminati eram uma fraternidade de cientistas que reuniam-se secretamente para discutir temas como astronomia, biologia, genética e outros que a Igreja não aprovava. Tamanha era a repressão católica que foram forçados e reunir-se secretamente e ocultar a identidade dos membros e a localização de seu esconderijo. 

    Através dos séculos ficaram conhecidos como uma seita satânica que jurou vingar-se do Vaticano e de todos que um dia subjugaram o poder da ciência. No entanto, foram considerados extintos pela maioria dos historiadores e nem mesmo a Igreja não mais os teme. 

    Às vésperas do Conclave que elegeria o novo Papa, o mito ressurge com sua marca ambigramática sagrada Ambigrama Illuminati e desaparece com a mais nova – e secreta – tecnologia desenvolvida por um cientista do CERN e sua filha. 

    Leonardo Vetra sempre buscou a união entre a ciência e a religião, acreditando poder provar cientificamente a existência de Deus. Estava prestes a alcançar seu objetivo ao conseguir simular a gênese dentro de seu laboratório, com a criação da antimatéria – substância com propriedades inversas à matéria e potente como uma arma nuclear de 15 quilotons por gota, caso entre em contato até mesmo com o ar. 

    Agora em mãos dos Illuminati a antimatéria está dentro da cidade do Vaticano e em 24 horas as baterias de seu tubo/container terminarão, devastando tudo o que a Igreja reuniu através dos séculos em seu país sagrado. 

    Além de tudo, quatro cardeais simplesmente desaparecem minutos antes de iniciar o Conclave – os quatro preferiti – principais candidatos a novo Papa. 
    São 19h e o Hassassin entra em contato, matará um cardeal por hora, até que a meia-noite, terminará o reinado da igreja na terra. 

    Como salvar os quatro cardeais e salvar o Vaticano? 

    Langdon em seu vigor acadêmico lembra que os Illuminati criaram um mapa através de Roma chamado Caminho da Iluminação que leva ao seu esconderijo secreto, sem acreditar que ele ainda possa existir, ele e Vittoria acessam os arquivos secretos do Vaticano e encontram na obra de Galileu as pistas para encontrar o sagrado caminho: Terra, Ar, Fogo e Água, que os anjos o guiem em sua jornada. Assim nossos heróis estão prontos para passar pelas milhares de igrejas de Roma em busca das obras do illuminatus Bernini e dos enigmas que levam pelo Caminho da Iluminação

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