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    sábado, março 04, 2017

    Do Rio de Janeiro, para o mundo: Cecília Merieles

    Cecília Meireles | Google Images | Divulgação

    Cecília Meireles é personificação do talento popular brasileiro. Nascida na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Cecília formou-se na Escola Normal do Distrito Federal (RJ), onde teve como professores o historiador Brasílio de Magalhçaes e a escritora de livros infantis Alexina Magalhães Pinto, sendo escolhida por consenso como oradora do grupo que formou-se com ela. A partir de então, passou a lecionar. Em 24/10/1922, já tenho publicado seu primeiro livro de estreia, casa-se com o pintor, desenhista e ilustrador português Fernando Correia Dias, que havia se mudado do Brasil no ano de 1914, radicando-se no Rio de Janeiro. Ele contribuiu para o desenvolvimento das artes gráficas no país, essa união gerou três filhas: Maria Elvira, Maria Mthilde e Maria Fernanda. Além disso, a união com Correia Dias proporcionou à escritora um contato com o movimento poético em Portugal, no início do século XX, o qual Fernando Pessoa fez parte.

    Com dezoito anos de idade, em 1919, Cecília lança seu primeiro livro de poemas, Espectros, lançado pela Editora Leite Ribeiro (hoje Freitas Bastos), com dezessete sonetos, escritos do tempo em que cursava a Escola Normal, e com prefácio assinado por Alfredo Gomes, que tinha sido seu professor de Língua portuguesa e, à época, prestigioso gramático, que saldava "o coração já superiormente formado, a inteligência clara e lúcida, a intuição notável com que sabia expor pensamentos próprios e singulares até em assuntos pedagógicos" de sua aluna. O livro continha poemas sobre temas históricos, lendários, mitológicos e religiosos, tendo personagens como Cleópatra, Maria Antonieta, Judite, Sansão e Dalila, retratados em sonetos, sob influência simbologista, na musicalidade e melancolia, indo na contramão do que estava sendo publicado na época. Com diminuta tiragem, acredita-se que o livro tenha sido lançado às custas da autora. O livro ganhou uma crítica positiva de João Ribeiro, publicado no jornal O Imparcial, em que ele prevê um belo futuro para Cecília. Para Darcy Damasceno, crítico do Jornal do Comércio, o livro impedia a real face criativa e espiritual de Meireles devido ao rigor das métricas e acentuação, em textos parnasianos. Durante tempos, o livro tinha sido desaparecidos, e chegaram a achar que ele, de fato, nunca tivesse existido. Nem mesmo a família da autora não tinha notícias ou qualquer exemplar da obra. Dele, o que conhecia era apenas fragmentos. Porém, em 2001, o livro foi reeditado e incorporado à Poesia Completa, coletânea lançada pela Nova Fronteira.

    "Espectros" foi o primeiro livro lançado por 
    Cecília Meireles tendo seu lançamento o-
    corrido no ano de 1919 através da editora 
    "Leite ribeiro".
    A partir daí, Cecília começa a se aproximar de escritores como Tasso da Silveira, Andrade Muricy e, entre fevereiro e março de 1922, escreve novos poemas para compor um novo livro. Nessa época, acontece a Semana de Arte Moderna, em São Paulo, liderado por Oswald de Andrade, com a qual Cecília tem pouco contato. No ano seguinte, publica Nunca Mais... E Poema dos Poemas, pela editora Leite Ribeiro, contendo vinte e um poemas e seis sonetos de caráter simbolista e com ilustrações de seu marido, Correia Dias. Posteriormente, Cecília pediu que esse livro fosse removido de sua bibliografia. Publica em 1924 Criança, Meu Amor, seu primeiro livro infantil, com crônicas em prosa poética para o ensino fundamental, onde a escritora traz realidades que as crianças gostam, como "o imaginário, o bom conselho, o humor e a fantasia". Os poemas escritos entre fevereiro e março de 1922, foram publicados em Baladas para El-Rei lançado em 1925, pela Editora Brasileira Lux e também com ilustrações de Correia Dias, seguindo a mesma linha dos últimos dois álbuns já publicados, o que acaba fazendo com que estudioso caracterizem essa parte da vida de Cecília como um "simbolismo-tardio", encabeçado por Tasso da Silveira.

    Cecília Meireles construiu uma carreira magistral, onde se permuta até a atualidade. Seus livros (a maioria) faz parte do PNL (Plano Nacional do livro) que destina a distribuição de livros para bibliotecas de escolas públicas estaduais. 

    Alguns grandes motivos pelos quais você deve de inspirar em Cecília Meireles:

    Cecília Meireles escreveu seu primeiro livro de sucesso aos dezoito anos. "Espectros" foi traduzido mais de trezentas vezes e possui uma excelente posição nos mecanismos de busca.
    Meireles também foi Sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura
     Sócia honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa)
    ► Doutora "honoris causa" pela Universidade de Delhi (Índia)
     Nos Açores, de onde eram oriundos os seus pais, o nome de Cecília Meireles foi dado à escola básica da freguesia de Fajã de Cima, concelho de Ponta Delgada, terra de sua avó materna, Jacinta Garcia Benevides.
     Após sua morte, recebeu como homenagem a impressão de uma cédula de cem cruzados novos. Esta cédula com a efígie de Cecília Meireles, lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1989, seria mudada para cem cruzeiros, quando houve a troca da moeda pelo governo de Fernando Collor.
    Seus textos expressão o cotidiano tal como ele se dá, e não como pensamos ser.
    Possui uma escrita atual e dinâmica, sendo uma das autoras preferidas por todos os que entram em contato com sua fabulosa arte de escrever.

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