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    segunda-feira, março 06, 2017

    Hilda Hilst, das crônicas para o mundo

    Hilda Hilst | Google Images | Wikipédia | Divulgação

    Fãs dos palcos dos teatros, das ficções históricas, do drama dos livros e das crônicas da vida devem conhecer e venerar este nome: Hilda Hilst. Afinal Hilda foi uma artista completa, sendo: 
    Poetisa, cronista, ficcionista e dramaturga brasileira, consagrou-se principalmente por seus poemas que tratam de assuntos singelos de uma forma clara e objetiva sobre o mundo e o cotidiano tal como se dá.

    Vinda de família simples, Hilst foi filha única de um fazendeiro e produtor de café — que também trabalhava como poeta e ensaísta — Apolônio de Almeida Prado Hilst, filho de Eduardo Hilst, imigrante originário da Alsácia-Lorena, e de Maria do Carmo Ferraz de Almeida Prado. Sua mãe, Bedecilda Vaz Cardoso, era filha de imigrantes portugueses. m 1932, seus pais se separaram. Em plena revolução Constitucionalista, Bedecilda mudou-se para Santos (SP) com Hilda e Ruy Vaz Cardoso, filho do seu primeiro casamento. Em 1935, Apolônio foi diagnosticado com esquizofrenia paranoide. 

    Hilda Hilst em seu escritório da Casa do Sol, Campinas-SP, Brasil.
    Outubro de 1998. Fotografia de Yuri Vieira.
    Seu livro "Ficções" (Edições Quíron, 1977) foi considerado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (Prêmio APCA). Em 1981, Hilda Hilst recebeu o Grande Prêmio da Crítica para o Conjunto da Obra, pela mesma Asssociação. Em 1984, a câmara brasileira do livro concedeu o Prêmio Jabuti, idealizado por Edgard Cavalheiro (1959), a Cantares de Perda e Predileção, e no ano seguite, a mesma obra recebeu o Prêmio Cassiano Ricardo (Clube de poesia de São Paulo). Rútilo Nada, publicado em 1993, pela editora Pontes, levou o Prêmo Jabuti como melhor conto. E, finalmente, em 9 de agosto de 2002, foi premiada na 47ª edição do prêmio moinho santista na categoria "Poesia".

    A escritora Hilda Hilst morreu na madrugada do dia 04 de fevereiro de 2004, aos 73 anos, em Campinas(interior de São Paulo). Internada havia 35 dias no Hospital das Clínicas da Unicamp para a realização de uma cirurgia, após sofrer uma queda que causou uma fratura no fêmur, a escritora tinha deficiência crônica cardíaca e pulmonar, o que agravou seu quadro clínico. Hilda Hilst deu entrada no Hospital das Clínicas no dia primeiro de janeiro. A escritora teve falência múltipla de órgãos e sistemas.

    Após seu falecimento, o amigo Mora Fuentes liderou a criação do Instituto Hilda Hilst. O IHH tem como primeira missão a manutenção da Casa do Sol, seu acervo e o espírito de ser um porto seguro para a criação intelectual.


    Hilda Hilst | Google Images | Wikipédia | Divulgação
    Alguns motivos pelos quais você deve se inspirar na autora:

    Hilda foi uma das dramaturgas brasileiras mais assistidas nas décadas de 50 à 80, quando os teatros nem eram tão chamativos, suas obras atraíam multidões.
    Um único livro recebeu seis prêmios importantíssimos dentro do mundo literário em um único ano.
    Seus livros são publicados até hoje no Brasil pela editora "Globo Livros" responsável por administrar e publicar grandes nomes da literatura.
    Escreveu oito peças teatrais em toda sua vida, todas elas esgotadas.
    Possui um enredo e escrita impecável, usando a língua portuguesa com toda essência de sua originalidade.
    Seus livros possuem uma escrita complexa, porém, tratam-se em sua maioria, de assuntos ligados ao coração e sentimentos.
     Hilda Hilst escreveu por quase cinquenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do Brasil. Em 1962, recebeu o Prêmio PEN Clube de São Paulo, por Sete Cantos do Poeta para o Anjo.
    ► Sua peça O Verdugo arrebatou o Prêmio Anchieta, um dos mais importantes do país na época

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