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    sexta-feira, março 24, 2017

    Preconceito literário não tá com nada, ouviu?




    A literatura é uma arte extensa e cheia de ramificações, dentro dela existem os contos, os romances, as poesias, que por sua vez se expandem em campos variados que discutem temas diversos, e que são descritos de maneiras diferentes. O romance, por exemplo sempre dividiu opiniões, primeiro por se polarizar em dois grandes segmentos, os best sellers, que são tidos apenas como literatura de entretenimento e os livros mais sérios, que são chamados de literários por não só tratarem sobre determinados temas e contar uma história, por também se importar com a estrutura do texto e como ele é montado. Geralmente, quem gosta de um, não gosta de outro, primeiro porque na escola aprendemos a digerir os clássicos e as escolas literárias como aquela sopa de legumes que nós odiávamos, mas a nossa mãe nos obrigava a comer. Segundo, poque os best seller tem uma leitura extremamente agradável e fácil e está quase sempre aliado a sétima arte, o cinema.

    Mas, essa rixa entre quem gosta de ler Machado de Assis e quem prefere Danielle Steel, não tá com nada, sabe porquê?

    Cada coisa tem o seu fim, e não poderia ser diferente com os livros. Cada livro atinge um publico especifico e tem a sua função enquanto arte. Há quem goste de poesia, quem viva de poesia, há quem desgoste e que prefira a leitura de prosa, e até diga que poesia não é literatura por ser extremamente subjetivo e pessoal. No entanto, o que se precisa entender é que você não precisa desvalorizar uma coisa simplesmente por não gostar dela.


    Google imagens



    A leitura é algo muito importante, é claro, precisa-se além de ler qualquer coisa que esteja exposta na estante de uma livraria ou biblioteca, ter discernimento e saber peneirar aquilo que lhe será útil ou não para a vida. E longe disso também, é incrível se debruçar no sofá, com a cara num livro, intrigado apenas pela narrativa, sem prestar atenção em discussões utópicas ou questões filosóficas, apenas focando nos personagens, suas imagens, personalidades e cenas.

    Por isso eu digo, preconceito literário não tá com nada, ouviu? Cada livro cumpre um papel perante os leitores, cada um tem a sua função, e tem publico para todos os autores. O que eu acho muito feio, inclusive, é quando um autor ataca o outro simplesmente por não gostar do que ele escreveu, mesmo sabendo que o que o outro escreveu é bom e tem a sua serventia para o mundo.

    Sendo o livro apenas um entremetimento para as massas, popular entre o povo, ou um manual de palavras difíceis e teorias filosóficas, todos eles tem o seu valor, a sua eficácia, a sua inteligencia e o seu nicho.

    O importante é que as pessoas leiam, sejam clássicos, contemporâneos, eróticos ou políticos. Não importa! O importante é que as pessoas descubram o gosto para a leitura e que a partir disso suas mentes se abram para novos mundos, e que haja o transcendentalismo que nos leva mais próximo da nossa humildade e inteligencia.


    Sem preconceito literário, por favor, tá?!





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