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    quinta-feira, março 16, 2017

    [RESENHA] A maldição do tesouro do faraó — Sérsi Bardari

    ISBN-139788508037667
    ISBN-10: 850803766X
    Ano: 1991 / Páginas: 112
    Idioma: português 
    Editora: Ática
    Pai e filhos viajam ao Egito para passar alguns dias. Longe de seus lares irão encontrar uma cultura muito diferente da qual estão habituados, dias cansativos e muita dor de cabeça. Em uma excursão que era para ser divertida, acaba virando caso de policia, onde o pai e os filhos precisam provar sua inocência. Uma história para ninguém botar defeito.

    Este livro é antes de mais nada, um grande clássico da editora Ática. Eu conheci esta editora através de projetos literários de incentivo à leitura quando tinha uns treze ou quatorze anos, desde então, tive contato frequente com a editora e fiquei extremamente feliz quando recebi um exemplar desta editora. O livro me foi enviado pelo próprio autor (uma honra sem precedentes).

    O livro fala sobre a vida de Péricles e seus dois filhos, Roxana e Ciro. Péricles é um professor de história que decidi levar seus filhos para conhecer o Egito, afinal, eram todos apaixonados por história e fascinados pela cultura do país. 

    A história é narra uma série de acontecimentos inesperados que dão uma sucessão de fatos incrível. Com uma narrativa leve e fluída, o autor consegue conduzir-nos as terras áridas e desertificadas do deserto e suas riquezas. A viagem é marcada por uma série de estranhos encontros com pessoas que parecem se repetir e não ter fim, começando pelo avião, onde uma mulher incrivelmente bem vestida chamada Tomiko, se assenta. No avião também estavam outros turistas que iriam passar as férias ou simplesmente fazer uma breve excursão ao Egito. 

    Após uma suposta maldição do faraó Tutancâmon percorrer entre os turistas, as pessoas começam a se sentir cada vez mais ligadas ao assunto e a vontade de conhecer um pouco mais do contexto ligado a maldição e a excursão. Mau sabia o pai que aquela viagem iria se tornar mais inesquecível do que nunca, afinal, ninguém sabia o que esperava a família em terras tão áridas e distantes de sua casa.

    O livro narra uma história que era para se tornar uma aventura de férias, em um terror sem precedentes. Pai e filhos em um país desconhecido, lutando contra  o desconhecido paradeiro e julgo precipitado e injusto acerca dos turistas. 

    Enfim, não posso falar mais do que isso que é para não comprometer o enredo, porém, devo dizer que fiquei impressionado com a descrição dos fatos e que eu jurava que podia prever os acontecimentos, porém, foi tudo diferente do que imaginei, levando-me à ficar surpreso com um enredo tão bem trabalhado. O livro faz parte da coleção de ouro vaga-lume, não podia ser diferente, né?

    O livro é incrível do início ao fim, principalmente quando o assunto é a escrita de Sérsi. O livro é fluido e a escrita é cativante em todos os sentidos. Incrivelmente incrível para quem deseja aventurar-se pelo Egito e conhecer uma história incrível do início ao fim.

    O AUTOR

    Sérsi Bardari nasceu em São Paulo, capital, em 1954. Formado em Jornalismo, atuou como redator jornalístico e publicitário em diversas instituições. Paralelamente, tornou-se escritor de literatura para crianças e jovens e, em 1984, recebeu prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria autor revelação. Em 1994, iniciou carreira acadêmica como professor universitário, enquanto cursava mestrado em Filologia e Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo (USP), tendo apresentado, em 1998, a dissertação A reconstrução da identidade em ‘A jangada de pedra’, de José Saramago: uma análise sêmio-discursiva (ver link Acadêmicos). No ano de 2009, doutorou-se em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, também pela USP, ao defender a tese A alquimia do “adultescer”: a literatura para juventude como rito de passagem. Atualmente, leciona disciplinas relacionadas com a área de Ciências da Linguagem, na Universidade Anhembi Morumbi e na Universidade de Mogi das Cruzes.

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