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[ENTREVISTA] Camila Antunes, autora de "O filho do imperador"


Camila inventava histórias por hobby, mesmo antes de aprender a escrever (sua mãe sempre quis saber no que ela estava pensando quando a pegava refletindo, sozinha).  É carioca desde 1990, mas vive na Amazônia, com o marido, desde seus vinte e poucos anos. Viciada em café, ama romances com finais felizes, embora prefira os meios.  Publica contos e romances na internet, onde já conquistou cerca de 4 mil seguidores, desde 2015, e seu primeiro livro impresso, O Filho do Imperador, foi publicado em Janeiro de 2017.  É bióloga de formação, mas atua como supervisora de varejo. Seus grandes amores são Deus, seus pais, a irmã caçula, sua gatinha Isla e o Caio.

1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor? 

Engraçado, né? De alguma forma, eu sempre soube que nasci para isso. Sabe aquela certeza que você tem quando é criança? 

Quando você levanta da cama no meio da madrugada aos dez anos de idade, só para escrever aquela ideia ou pensamento inadiável? 
Em algum momento da vida eu me perdi... encontrei outros caminhos, outras paixões até. Mas aquela certeza voltou a gritar. E para falar a verdade, 
eu nunca poderei deixar de atribuir isso ao wattpad. Foi lá que me encontrei, me redescobri e encontrei coragem de mostrar a outras pessoas aquelas 
vozes que gritavam dentro de mim.


2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

Eles são frutos da minha imaginação, mas sempre carregam um ou outro traço físico ou de personalidade de pessoas que passam pela minha vida.


3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

Eu não consigo escolher só um. Sou apaixonada por vários gêneros como as poesias do conterrâneo Vinícius de Moraes, clássicos estrangeiros que variam entre Shakespeare, Lewis, 
Tolkien e Exupérry e os romances contemporâneos da Jojo Moyes e Colleen Hoover. Toda essa mistura e o hábito de ler vários gêneros influenciaram na minha escrita, sem sombra de dúvidas.

4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

Já conheci alguns leitores (e também autores) do wattpad pessoalmente nas minhas viagens de trabalho. Mas acho que a situação mais curiosa foi descobrir que uma leitora super ávida de São Paulo 
era prima de um amigo com quem cursei Pós-Graduação há alguns anos, quando morava no Rio.


5. Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras. Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra?

Acho que a grande maioria de nós acaba passando por essa situação, a dificuldade de se lançar no meio editorial. De ter nosso primeiro exemplar impresso em mãos, até porque a própria publicação impressa independente não sai barato para quem não tem recursos.
Começar a fazer seu público na internet sempre será uma boa pedida. Aliás, acaba nos dando mais do que imaginamos. Por causa dela ganhei leitores de diversos países da África, Europa e até da Ásia.


6.  Você costuma recorrer a opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?

Quando a gente publica online, isso é inevitável. Publicar no wattpad é ter milhares de leitores beta ao mesmo tempo. E, sinceramente, isso é ótimo na minha opinião. Sempre há alguém passando por essa ou aquela situação, 
que se identifica com o personagem e cuja opinião contribui para que eu reflita sobre o andamento da obra.


7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

Depende. Acho que meu tempo record foi quatro meses. Mas isso varia muito. Cada autor tem o seu tempo e cada enredo também. Existem histórias que exigem muita pesquisa e outras que fluem de um modo que não 
conseguimos segurar. Especialmente quando abordamos um assunto sobre o qual temos vivênncia/segurança.

8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

Meu primeiro livro foi um romance distópico, o segundo também. Tenho outras duas ideias nessa linha guardadas. Sinto vontade de desenvolvê-las ainda não tenho previsão.
Ultimamente tenho mergulhado nas dramédias e no New Adult.

9. Qual o pior inimigo de um autor?

A autocrítica

10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?

Eu costumava ter aquele impulso desesperador de anotar em um lugar qualquer, até que um dia li (não sei onde) que quando uma ideia é realmente boa, você não precisa se preocupar em esquecê-la, porque não vai.
Tomei isso como verdade na minha vida, e agora não me desespero mais. Sempre que tenho uma ideia e acabo esquecendo, prefiro pensar que ela não valia tanto à pena assim...

11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

Hahaha. Isso é um trabalho impossível também. Prefiro o silêncio absoluto.

12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

A obra da qual mais me orgulho é Em Todos os Sentidos. Isso por causa dos depoimentos dos leitores. Pelo que dizem sobre a transformação da sua visão do mundo a partir da leitura.

13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?

A recepção tem sido mais do que surpreendente. Recebo muito mais carinho do que críticas, tanto dos leitores daqui quanto dos de fora. Não posso dizer se seria bem recebida lá fora, porque não tem como ter certeza, mas fico muito otimista.

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