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[ENTREVISTA] Leonardo Galvão, autor de "Contos e encontros piratas"

Leonardo Galvão | Acervo Pessoal | Divulgação

Leonardo Henrique Galvão é professor licenciado em geografia. Pesquisador na área de História Marítima. Navegador e Mergulhador. Fascinado por navegação e cultura dos piratas, é autor de diversos contos e romances que se passam no mar e em ilhas misteriosas. Autor do Blog "Bússola dos Piratas", onde disponibiliza diversos materiais e artigos relacionados ao tema.



1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

Não saberia dizer se houve um momento específico. Comecei a escrever ainda no Ensino Médio, para apresentações na escola, peças de teatro, pequenos contos e músicas, mas nunca pensei em desenvolver isso a nível profissional. Após alguns anos, já formado na graduação, decidi voltar a escrever com o intuito de despertar o interesse dos meus alunos para a história marítima, principalmente relacionada à do Brasil. Então montei o blog e passei a publicar alguns contos em PDF, disponibilizando-os na página. Com o tempo surgiu a ideia de publicar um livro de forma independente, e cheguei a obter dez volumes de um impresso bastante simples. A partir daí as coisas foram se encaminhando.

2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

A maioria dos personagens é fictícia, mas sempre coloco características de pessoas reais, sejam personagens históricos, pessoas do meu cotidiano e até mesmo um pouco do meu próprio perfil.

3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

Leio muitos autores, de vários gêneros. Mas acredito que os que mais influenciam de alguma forma no meu trabalho são Clive Cussler e Stephen King.

4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

Não só conheci, como a pessoa chegou a me indicar meu próprio livro, sem me reconhecer.

5. Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras. Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra?

Quando publiquei alguns volumes impressos do primeiro livro, de forma independente, um material bastante simples, tive a felicidade de um desses chegar até as mãos da Editora 4Letras, que me convidou a publicar com eles, iniciando assim meu trabalho com a editora.

6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?

Sim. Em dois momentos das obras. O maior crítico do meu trabalho é meu irmão, com ele tenho as informações do que devo melhorar ou modificar quanto ao texto, narração, andamento da história e etc. Ele é o meu tipo de público-alvo. Depois disso, envio para alguns amigos especialistas nos temas que estou trabalhando, para analisarem a parte histórica e os detalhes que deixam o texto mais coerente com o tema desenvolvido.

7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

Levo cerca de um ano para finalizar um trabalho. São aproximadamente seis meses de pesquisa, depois mais três para escrever e outros três para revisões.

8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

Sim. Todos os meus livros seguem a temática de suspense e aventura envolvendo história marítima. O primeiro livro foi de contos piratas, e o próximo (terceiro) terá essa temática trabalhada de forma diferente.

9. Qual o pior inimigo de um autor?

Posso dizer que o meu maior inimigo é o tempo. Como divido a escrita com outras atividades, restam-me poucas horas do dia para pesquisar/escrever.

10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrá-la?

Isso acontece bastante. Geralmente carrego um caderninho e uma caneta sempre comigo mas, em último caso, utilizo o celular para gravar um áudio ou escrever no bloco de notas.

11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

Isso é relativo. Na verdade, comigo, depende muito do momento em que estou escrevendo. Se for a descrição de uma cena de ação ou suspense com poucos detalhes, a trilha ajuda, mas se for algo mais elaborado, preciso de silêncio.

12. De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

Acho que o que mais me emociona foi conseguir utilizar o navio Príncipe de Astúrias como cenário para um dos meus romances (O Pesadelo do Príncipe). Para quem desconhece a história, esse navio naufragou na costa brasileira (em Ilhabela, São Paulo) em 1916.

13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?

Acredito que em alguns países sim. Alguns amigos que vivem no exterior leram e gostaram muito, disseram que é bem próximo do estilo de autores que estão lendo nestes lugares.

14. Como surgiu a ideia do enredo do primeiro livro que você escreveu?

O primeiro livro foi uma seleção de contos que eu escrevi com o mesmo tema (piratas), que se passavam no litoral brasileiro. Dentre os quase vinte contos, selecionei doze com histórias bastante diversificadas (romance, aventura, fantasia, suspense e etc).

15. Já teve medo de desenvolver um enredo em cima de alguma temática polemizada? Racismo, homofobia, aborto e etc?

Esses temas nunca foram o foco dos meus livros, mas no próximo estou trabalhando em alguns assuntos mais complexos e reflexivos dentro da história.

16. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você quanto sua escrita somente agora?

Espero que fiquem interessados, talvez curiosos, com a temática que trabalho. São poucos autores que misturam ficção com história marítima, principalmente utilizando cenários nacionais. E este é um assunto sobre o qual gosto muito de conversar.

17. O que as pessoas devem esperar de sua escrita?

Eu tenho uma escrita rápida, um texto corrido. Mas gosto de detalhes importantes como as sensações, cheiros e etc. Costumo deixar o leitor ansioso e envolvê-lo no cenário da história.

18. O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

Em primeiro lugar, leia muito. Leia sempre. Leia tudo aquilo que tem a ver com o tema do seu trabalho. Segundo, escreva. As vezes é difícil conseguir escrever meia página no começo, mas o trabalho vai melhorando com a prática. Escreva todos os dias, mesmo que pareça que o texto está ruim naquele momento.

19. Onde podemos encontrar seus livros para compra?

Os livros de minha autoria podem ser encontrados na loja virtual da Editora 4Letras e em algumas lojas físicas em SP e Litoral. No meu blog podem encontrar os links para os livros de minha autoria e antologias, bem como o endereço das lojas físicas. 

20. Qual a sua opinião sobre a literatura nacional nos dias de hoje? Acha que é bem divulgada pelos blogs literários e editoras?

É um mercado relativamente novo e em crescimento. Temos muitos bons autores, e temos também autores que precisam melhorar bastante. Os blogs literários têm sido grandes aliados para a divulgação destes trabalhos. Em alguns casos, os blogs têm feito uma divulgação muito mais profícua do que as próprias editoras.

21. Se você pudesse dar um conselho para os seus amigos escritores por meio desta publicação, o que você diria a eles?

Continuem escrevendo. Fico muito feliz a cada trabalho publicado por vocês e ainda quero ler muitas obras de autores nacionais.

CONHEÇA SUAS OBRAS:


CONTOS E ENCONTROS PIRATAS

Editora: Editora 4 letras
Autor: LEONARDO H. GALVÃO
ISBN: 978-85-67613-01-7
Origem: Nacional
Ano: 2016 / páginas: 124


Histórias de pirataria estão sempre presentes em nossa imaginação. Através dos livros podemos participar das grandes aventuras de piratas em busca de tesouros, estudar mapas secretos, lutar com espadas e canhões e navegar pelos mares misteriosos. Nestes contos (e encontros) nossos piratas explorarão ilhas mortais, encontrarão tesouros assombrados, lutarão contra inimigos terríveis, conhecerão pessoas fantásticas e chegarão ao limite de seus corpos e mentes. Aventura, romance, terror, drama, ficção e suspense os aguardam neste livro!


O PESADELO DO PRÍNCIPE

Editora: Editora 4 letras
Autor: LEONARDO H. GALVÃO
ISBN: 978-85-67613-06-2
Ano: 2016 / páginas: 172


No Carnaval de 1916, o transatlântico espanhol Príncipe de Astúrias bateu em um rochedo na Ponta da Pirabura, na costa de Ilhabela, e naufragou causando a morte de mais de mil pessoas, quando fazia sua sexta viagem da Espanha à América do Sul. Este é considerado um dos maiores naufrágios do mundo, comparado ao do famoso navio Titanic. Até hoje, as causas desse acidente não foram totalmente explicadas.  Sara sentia que forças ocultas ameaçavam aquela viagem à América, enquanto o misterioso Romero se embrenhava por uma trama envolvendo o comandante do navio e parte da tripulação. Após 100 anos de mistérios, segredos serão revelados. Terror e suspense estão a bordo deste luxuoso navio.

Embarque nesta aventura e surpreenda-se com a última viagem do Príncipe de Astúrias.

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