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    terça-feira, maio 23, 2017

    [ENTREVISTA] L.M Ariviello, autor de "A herdeira de Hélzius — Os sete animais sagrados"

    L.M Ariviello | Divulgação

    L.M Ariviello é o pseudônimo de Manoel Oliveira. Professor e escritor nascido em Fortaleza, em 1990,desde criança queria ser escritor, e logo iniciou sua escrita fazendo poesias e peças teatrais. Em 2005 teve a ideia que o levaria a escrever A Herdeira de Hélzius. Mas foi somente em 2009, quando ingressou na Universidade Estadual do Ceará – UECE, no curso de Letras-Espanhol, que iniciou a escrita do primeiro livro da série, com várias influências como J.K. Rowling, J.R.R Tolkien, Dan Brown, Monteiro Lobato, José de Alencar, Machado de Assis, entre outros autores. L.M. Ariviello é um aficionado por literatura, cinema e TV.

    1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

    Não cheguei a perceber que era um destino. Na verdade sempre gostei de criar história, inventar personagens, essas
    coisas. Isso desde criança. Na adolescência me envolvi com o teatro e me encantei com a arte de atuar, de viver personagens, porém, novamente a escrita me chamava e foi quando percebi que enquanto eu atuava podia ser apenas um personagem por vez, já enquanto eu escrevia podia ser todos eles. De repente eu percebi que era aquilo que eu queria e comecei a me dedicar
    a isso. Logo depois foi quando comecei a desenvolver a história do meu livro já lançado, A Herdeira de Hélzius.

    2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

    São imaginação misturados com autobiografia, rsrs. Não propositalmente, claro, mas acabo emprestando um pouco de mim para cada personagem. Já me inspirei em pessoas
    reais, como forma de homenagem, mas não faço disso uma regra.

    3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

    Meus autores favoritos vão desde autores de livros à autores de novelas e roteiristas de cinema e TV. Meu amor pelos livros começou com Monteiro Lobato, com o seu aclamado Sitio do Pica-pau Amarelo, depois me apaixonei por cordel e pela poesia do Patativa, na adolescência conheci Machado e José de Alencar, e claro, J.K. Rowling, com o meu amado Harry Potter. Mais tarde conheci as histórias alucinantes de Dan Brown. Acredito que todos eles tenham me influenciado  de alguma forma sim. Na TV gosto dos brasileiros Walcyr Carrasco e João Emanuel Carneiro e dos estrangeiros Ryan Murphy e Shonda Rhymes, no cimena J.J. Abramns, Nolan e M. Night Shyamalan.

    4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

    Sim, o tempo todo, rsrs. Sou professor e vários dos meus alunos leram meu livro, inclusive vivem me cobrando a continuação. Além de várias outras pessoas que se
    tornaram minhas amigas depois de terem lido meu livro.

    5. Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras.  Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra?

    Sim, muitas. Lancei meu livro quase de forma independente, pagando para ser publicado.

    6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?

    Sim, acho de extrema importância esse primeiro feedback, é a partir daí que você pode ter uma ideia de como seu livro será recebido e pode alterar algumas coisas para facilitar a vida dos futuros leitores.

    7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

    Quatro anos o primeiro livro. O segundo comecei a escrever no final de 2014 e ainda estou concluindo.

    8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

    Na verdade meu livro é uma saga, então sim.

    9. Qual o pior inimigo de um autor?

    A falta de tempo, no meu caso. Pois tenho outro emprego para pagar as contas, não posso me manter só da escrita e por isso só escrevo quando sobra tempo.

    L.M Ariviello | Facebook | Divulgação

    10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?

    Eu fico elaborando a história na minha cabeça até ela se tornar fixa. Não costumo anotar as coisas. Eu sei que isso é um problema e inclusive preciso consertar isso.

    11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

    Eu não consigo me concentrar com outro barulho, digo outro porque os meus personagens fazem barulho na minha cabeça e preciso me focar no que eles dizem. Mas acredito que possa ajudar se outra pessoa consegue. Quando eu leio, consigo de boas ouvir música.

    12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

    Eu me orgulho de tudo, na verdade. Há muitas coisas que não foram publicadas e que eu espero que um dia seja, mas gosto de tudo. 

    13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?

    A recepção foi boa, não houve muita divulgação, por isso não alcançou muita gente, mas a maioria que leu, gostou. Na verdade não soube de ninguém que não tenha gostado. Só se não me falou. Claro que não está perfeito, mas as pessoas gostaram. Quanto à recepção de fora, se houvesse, bem, eu tenho uma leitora argentina, que leu em português e gostou, se levarmos em conta a opinião dela, acredito que a recepção seria boa, mas nunca se sabe.