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[ENTREVISTA] Lucia do Valle, autora de "Entre o caos e o bom-humor"

Lucia Valle | Facebook | Reprodução


1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

Difícil dizer... sempre adorei livros de filosofia, educação, sociologia; mas, romances, creio que após a aposentadoria da Universidade.

2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

Imaginação e pesquisa histórica.

3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

Tolstói, Dostoiévski, Vladimir Nabokov, Flaubert, Varlam Chalámov, Soljenítsin, Machado de Assis, Jane Austen.

4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

Sim, e este é o grande prazer do escritor: ser reconhecido por suas obras.

5. Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras. Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra?

Certamente, a grande dificuldade dos autores desconhecidos é serem terem seus originais avaliados pelas grandes editoras.

6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?

Sempre, por vários motivos que permitirão eu melhorar: avaliar a clareza e originalidade da minha escrita, curiosidade que o texto desperta no leitor. 

7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

O primeiro oito meses, o próximo cerca de um ano e o atual (que acabei de encaminhar às editoras) mais de cinco anos.

8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

Já estou escrevendo a continuidade da história de Inna, ou seja, meu romance que tem como cenário a Grande Guerra e a Revolução Russa, livro ainda não publicado.

9. Qual o pior inimigo de um autor?

O tempo e a procura pelo silêncio.

10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registra-la?

Escrevo em qualquer papel, às vezes, na palma da mão ou num lenço de papel usando um batom.

11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

São muitas situações que trazem inspiração, como ouvir uma trilha sonora e, sem dúvida, estar atento à realidade, a tudo que acontece ao nosso entorno.

12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

Muitos, especialmente as cenas que descrevem o sofrimento humano.

13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?

Sim, um dos meus livros é de autoajuda, tema que interessa a muitos; o outro é um romance que tem como cenário a guerra e o tema sobre guerras é sempre bem recebido.

14. Como surgiu a ideia do enredo do primeiro livro que você escreveu?

Eu estava ministrando aula de filosofia, como voluntária, para alunos do ensino médio.

15. Já teve medo de desenvolver um enredo em cima de alguma temática polemizada? Racismo, homofobia, aborto e etc?

Não.

16. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você quanto sua escrita somente agora?

Leiam meus livros e, por favor, opinem; isso me ajudará muito.

17. O que as pessoas devem esperar de sua escrita? 

Uma leitura que enleve seu espírito.

18. O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

Leia e escreva diariamente, pois a disciplina é o seu maior aliado.

19. Onde podemos encontrar seus livros para compra? 

Livrarias Curitiba ou Editora Estúdio Texto.

20. Qual a sua opinião sobre a literatura nacional nos dias de hoje? Acha que é bem divulgada pelos blogs literários e editoras?

As editoras dão um valor, nem sempre merecido, para obras traduzidas e este fato é o que produz o caos em nossa literatura.

21. Se você pudesse dar um conselho para os seus amigos escritores por meio desta publicação, o que você diria a eles?

Nunca desistir. Eu sei que é um lugar-comum dizer isso, no entanto, é verdade.

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