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    terça-feira, maio 30, 2017

    [ENTREVISTA] Manu Saraiva, autora de "A maldição de Bastet"

    Manu Saraiva | Acervo Pessoal | Divulgação

    Manu Saraiva é cearense de Fortaleza, tem 33 anos e muitas histórias pra contar. Escreveu Sigrid - A Princesa Atrapalhada e A Maldição de Bastet, disponibilizados em parte no Wattpad e na íntegra na Amazon. Está concluindo Lugano, uma história sobre máfia no Wattpad, entre outras histórias e contos disponibilizados na plataforma. Divide o tempo de escrita preparando uma trilogia vampiresca e participando de concursos e antologias. Gosta de se desafiar e espera que um dia suas histórias sejam tão conhecidas quanto a dos autores que admira.

    1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

    Trago esse sonho comigo desde os quinze anos de idade e vim realizar quinze anos depois. Devo esse recomeço com um pouco mais de persistência ao ano de 2016 que foi em parte desastroso e me obrigou a procurar algo para focar, do contrário teria sido ainda pior. Recebi apoio de amigos e uns puxões de orelha também, mas isso me ajudou a colocar tudo o que tinha na cabeça num papel.

    2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

    Eu uso um pouco de cada coisa, alguns são fisicamente inspirados em artistas, como a bruxa Cate, de um livro vampiresco que estou escrevendo. Outras vezes a personalidade de alguns amigos serve de inspiração, como no conto Dia de Los Muertos, lutadores de UFC como numa história sobre máfia e até um alterego meu, Sigrid, de uma história infantil. A única personagem que eu não precisei pensar muito em como seria foi na jovem Ísis, de uma aventura que se passa no Egito.

    3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

    Gosto muito de Paulo Coelho. Me encontro em muitas histórias dele. Também gosto de Álvaro Cardoso Gomes e seus romances adolescentes, Luis Fernando Veríssimo, Ariano Suassuna e vários outros mestres nacionais e internacionais.

    4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu seu conto, ou que estava lendo?

    Ainda não. Geralmente a leitura ocorre depois que conheço a pessoa e falo sobre isso com ela.

    5. Você encontrou alguma dificuldades em escrever seu livro no wattpad? Muitas pessoas escrevem receosas de serem rejeitadas por alguma editora futuramente. Você já passou por isso?

    Pelo contrário. A plataforma além de fácil de usar é uma vitrine de talentos. Tem muitas histórias sensacionais lá e que as editoras estão perdendo. Três dos meus estão em andamento para a publicação e acredito que em breve essa lista aumentará.

    6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita? Se sim, por que?

    Sim, sempre. É importante que outra pessoa de sua confiança ou um profissional leia e critique sua história. Aponte onde pode melhorar, os erros na sequência, algo que não ficou bem compreendido. O autor muitas vezes tem dificuldades de perceber esses detalhes por ter lido várias e várias vezes. Os olhos acabam se acostumando e deixando passar.

    "A maldição de Bastet"
    7.Você já possui algum conto finalizado? Quanto tempo demorou-o para finaliza-lo?

    Tenho um conto e dois livros finalizados. Dia de Los Muertos concorreu na Antologia Sombria da Editora Empíreo e Vivendo de Inventar do André Vianco mas não foi selecionado. Em três meses escrevi Sigrid - A Princesa Atrapalhada, e A Maldição de Bastet. Em andamento tenho a trilogia A Criatura, entre mais alguns contos e histórias na fila.

    8. Considerando o primeiro conto/história que você escreveu: Você tem planos de escrever outro na mesma linha de raciocínio (mesmo gênero)?

    Sim. Meu maior desafio será escrever meu sonhado romance, mas me aventuro muito em outros gêneros.

    9. Qual o pior inimigo de um autor no Wattpad nos dias atuais?

    A falta de costume de ler das pessoas, principalmente de ler autores nacionais iniciantes. Outra coisa que percebo é a ansiedade por visualizações e votos. A preocupação em ser visto acaba sendo maior que ser lido e compreendido.

    10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?

    Vai de anotar no celular, rabiscar num pedaço de papel, mentalizar por um tempo até achar uma maneira de registrar, ligar pra alguém e pedir pra anotar. Vale tudo, menos perder a ideia.

    11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

    Eu me concentro melhor com música, desde que seja instrumental. Coloco a trilha apropriada pro que quero escrever e me entrego ao teclado.

    12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

    Tenho completa devoção por Caterine Seville — Cate para os íntimos — a bruxa francesa da trilogia que estou elaborando. Gosto mais dela que da protagonista, Ana Rosso.

    13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? 

    Até agora a devolutiva tem sido boa, principalmente com Sigrid que sempre faz sucesso quando está em promoção na Amazon. É uma história leve. Costumo dizer que é uma história para crianças de todas as idades.

    14. Você acompanha contos e histórias escritos por outros usuários da plataforma? Se sim, quais você indicaria para que nossos leitores viessem a conhecer?

    Acompanho. Indico "A Promessa", de Raiana Soares, "Crônicas Nocivas - Orfanato", do Tiago Iakov e "Crônicas Idiotas para passar o tempo que você não tem para gastar", do Augusto de Brito.

    15. Se você pudesse deixar uma mensagem motivacional para nossos leitores e para todos aqueles que estão conhecendo sua escrita agora. O que você diria?

    Jamais deixe que alguém bote o dedo na sua cara e te diga que você não consegue. Você consegue. Prove isso.

    16. Obrigado imensamente por me permitir conhecer um pouco mais do seu trabalho. Espero realmente que você consiga realizar todas as suas metas com a escrita e que consiga fluir bem no mercado editorial brasileiro. Sucessos! 

    Eu que agradeço as palavras e a oportunidade. Também desejo que esse projeto perdure, pois a vida de escritor no Brasil não é fácil e precisamos de toda ajuda possível.