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[ENTREVISTA] Yago Gunchorowski autor de "Andro Medo"

Yago Gunchorowski | Acervo Pessoal | Divulgaçãp

Yago Gunchorowski nasceu em Porto Alegre (RS) em setembro de 1997. Publicou um livro chamado Árvores de Plástico em 2016 sob o pseudônimo JN Gunchorowski. Está cursando Psicologia no momento e, mesmo sendo áreas diferentes, pretende continuar trabalhando em ambos: literatura e psicologia.

1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

Nunca encarei realmente como um destino. Na infância costumava criar histórias. Brincava entre os amigos usando os enredos ou usava meus brinquedos para encenar. Quando a professora passava como tema escrever uma história, eu era o aluno com mais folhas que o pedido. Acabou se tornando uma coisa natural para mim. 

2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

Escrever pessoas que conhecemos não é imaginário? Pessoas usam máscaras sociais o tempo inteiro (e isso é natural). Muito do que pensamos conhecer de uma pessoa acaba sendo apenas nossa maneira de ver. Nunca viu os famosos casos onde odiamos uma pessoa e outros amam? É o melhor exemplo. Personagens inspirados em pessoas reais são comuns, mas eu acho que mesmo eles são frutos da imaginação. 

3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

Recentemente li Haruki Murakami e sua escrita afastou os preconceitos a minha própria escrita. Kafka também me ajudou bastante nisso desde cedo com A Metamorfose. Caio Fernando Abreu e seus Morangos Mofados estão sempre passando em minha vida. Também gosto bastante do estilo narrativo das histórias do mangaká Asano Inio. 

4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu seu conto, ou que estava lendo?

Já sim. 

5. Você encontrou alguma dificuldade em escrever seu livro no wattpad? Muitas pessoas escrevem receosas de serem rejeitadas por alguma editora futuramente. Você já passou por isso?

Então... eu nunca deixei um romance no Wattpad até então. Tenho dois contos e só. Mas não tem nada relacionado a medo de rejeição para publicação ou coisas assim. Eu apenas notei que acabava muito frustrado postando durante o processo criativo e decidi não fazer mais isso. O Wattpad devia ser visto de maneira mais positiva sobre isso, pois ali serve para se impulsionar também. 

6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita? Se sim, por que?

Não, nunca. 

7.Você já possui algum conto finalizado? Quanto tempo demorou-o para finaliza-lo?

Como eu disse: tenho dois contos. Tenho um livro publicado também. Vários contos terminados no computador. Eu levo, normalmente, um dia para terminar o formato bruto de um conto pequeno (se for grande, isso muda) e acabo demorando mais alguns dias editando. O livro levou muitos meses desde o primeiro rascunho até o fim (com muitos quero dizer até mais de um ano). 

Capa Oficial de "Andro Medo"
8. Considerando o primeiro conto/história que você escreveu: Você tem planos de escrever outro na mesma linha de raciocínio (mesmo gênero)?

Minha primeira história publicada é de 2013 e pretendo reescrevê-la. Mas eu tenho muitas ideias novas borbulhando o tempo inteiro então não posso dizer que ficarei preso em um mesmo gênero para sempre. Pessoas crescem, as ideias também. Por enquanto continuo escrevendo sobre o cotidiano misturado ao fantasioso e sobrenatural, porém tenho na minha caixinha de ideias temas como fantasia medieval, vampiros, apocalipse e várias outras coisas.
  
9. Qual o pior inimigo de um autor no Wattpad nos dias atuais?

Eu não sei dizer muito bem, mas acho que é a competitividade. Muitos autores invejando outros, sabe? Eu acho que se parássemos e ajudássemos um ao outro, as coisas funcionariam melhor. 

10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?

Se estiver na minha mente, de lá ela não sairá. Dificilmente anoto minhas ideias, pois quando anoto perco um pouco de animação para escrever. 

11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

Falarei por minha experiência, pois isso depende de cada escritor. A escrita flui muito parecida com uma música, sabia? Então as duas coisas se encaixam muito bem comigo. Por exemplo, uma cena cheia de ação não se espera muitas pausas, não é mesmo? Colocar músicas rápidas me ajuda a focar isso. Contudo há cenas onde as pausas criam um ambiente mais crível como em romances e dramas. Músicas lentam também me ajudam a manter este fluxo. Mas há dias em que meu cérebro está cansado demais para manter a atenção em ambas as coisas. Não há o que fazer além de desligar e focar na escrita.

12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

"É só um atraso e o próprio mundo é atrasado". Eu amo essa frase presente no comecinho de Árvores de Plástico. É um lembrete para não estarmos sempre correndo demais em nossas vidas. Atropelando momentos, sabe? Viver um passo de cada vez, sem pressa. 

13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita?

Eu acho que é relativamente boa, levando em conta que não dá para agradar a todos, né? Hoje em dia coloco menos coisas online, porém quando fazia em maior frequência recebia bastantes elogios dos leitores. Sempre gostei, é claro, mas também fui ficando mais inseguro com eles. Criei vários medos sobre decepcionar quem gostava do meu trabalho. Mas também tive vários retornos lindos sobre pessoas que se emocionaram lendo certas coisas. Teve uma vez que uma leitura disse que minha história ajudou um pouco a enfrentar o luto. Eu acho que foram coisas assim que me fizeram continuar, sinceramente.   

14. Você acompanha contos e histórias escritos por outros usuários da plataforma? Se sim, quais você indicaria para que nossos leitores viessem a conhecer?

'O Cheiro da Rua' do José Artur Castilho e 'Diário Simulado' do Delson Neto.

15. Se você pudesse deixar uma mensagem motivacional para nossos leitores e para todos aqueles que estão conhecendo sua escrita agora. O que você diria?

"Eu sou péssimo em mensagens motivacionais" serve? Brincadeiras à parte, eu acho que gostaria de dizer: A vida pode ser cansativa e pesada, mas é cheia de caminhos. Não se perca pensando no que aconteceria caso tivesse feito isso ou aquilo, apenas siga em frente e tudo acabará bem. 

16. Obrigado imensamente por me permitir conhecer um pouco mais do seu trabalho. Espero realmente que você consiga realizar todas as suas metas com a escrita e que consiga fluir bem no mercado editorial brasileiro. Sucessos! 

Eu quem agradeço pela entrevista! 
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