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    segunda-feira, junho 19, 2017

    [ENTREVISTA] Desvendando os "Reinos Esquecidos" de Italo Oliveira


    Italo Oliveira nasceu no interior da Paraíba. Sempre amou ler e escrever. Estudante de Artes Visuais, vê a arte como algo precioso e de grande valo. “Reinos Esquecidos” é seu segundo livro publicado, o jovem ama ler, assistir séries e doramas e ouvir música. 



    ENTREVISTA 


    Próximo Parágrafo: Como se dá o seu processo de criação? 

    Italo Natã: Depende muito do livro em questão. Geralmente, eu tenho a ideia do livro e fico com ela martelando em minha cabeça (raramente eu a anoto, só quando é algo muito complexo e que sei que terei dificuldade de lembrar) e daí eu começo o trabalho de pesquisa. Depende muito do tema do livro também, por exemplo, quando vou escrever um livro que tem a ver com psicologia, eu tento filtrar o conteúdo que estou absorvendo para que tudo seja voltado a psicologia, como filmes, livros e séries. Fora a pesquisa que sempre faço, especialmente sobre o tema central, cultura do local escolhido para que o enredo se passe etc. 


    PP: Como surgiu a ideia de escrever Reinos Esquecidos? 

    IN: Eu sempre amei os contos de fadas. É algo que cresceu comigo, e o sentimento de contar as histórias que eu sempre ouvi de uma forma diferente sempre esteve aqui dentro, e há 2 anos eu planejei o enredo e a ideia que queria seguir. Embora seja uma releitura, é uma história muito original que mistura vários contos de fadas. Eu sempre me perguntei o porquê de tudo acontecer nos contos de fadas, sempre procurei um motivo para os vilões serem maus e os mocinhos sempre terem seus finais felizes, mas tudo aquilo que era mostrado era muito pouco, então, senti a necessidade de escrever sobre isso, e aquele “porquê”, acabou se tornando um “e se...”. 

    PP: Quais são as protagonistas e por que você as escolheu? 

    IN: Nós temos quatro protagonistas femininas que estão em maior destaque do que seus respectivos pares. Temos a Raven e a Adara, que correspondem ao conto da Branca de Neve, como a Rainha má e a Branca. Temos a Evangeline, que seria a Cinderella com uma leve pitada de O Conde de Monte Cristo, e, por fim, temos a Sther, que é a Chapeuzinho Vermelho, que é a personagem mais girlpower do livro. É a segunda favorita de todos que já leram, ela é muito empoderada. Eu escolhi essas personagens porque sempre vi um potencial em cada uma delas, eu sabia que a Cinderella e a Chapeuzinho tinham muito mais a oferecer, sentia que suas histórias não tinham acabado ainda, sabe? Com a Branca de Neve foi basicamente a mesma coisa, mas eu precisa ver um lado mais feminista dela, uma personagem mais madura e pronta para derrotar sua madrasta, e com a Raven, eu simplesmente queria dar um motivo para ela ser do jeito que é, e mostrar o que as pessoas podem fazer com as outras. 

    Reinos Esquecidos é o novo livro do Italo Oliveira
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    PP: O que é egoísmo para você? 

    IN: Egoísmo; para mim é a falta de união das pessoas. Você não consegue viver sozinho, isolado no seu próprio mundo, e quando você é egoísta, viver em sociedade acaba sendo mais difícil, fora que não é nada saudável. 

    PP: Você acha que todo o ser humano tem uma tendência para o mal? 

    IN: Eu acho que nós já nascemos com as duas forças, tanto o mal, quanto o bem, basta nós escolhermos o nosso destino e irmos para um dos lados da força, mas é claro, nunca estaremos em um lado, ficamos ali no meio. Precisamos filtrar os nossos sentimentos maldosos. 

    PP; Por quê contos de fadas e utopias encantam tanto os leitores? 

    IN: Acho que a fantasia em si nos tira da realidade. É um mundo perfeito e totalmente editável, você pode ser o que você quiser num mundo de contos de fadas, e isso é tão maravilhoso! Nós projetamos o nosso mundo perfeito nos universos utópicos, e não há mão nenhum nisso. 

    PP: Qual a maior dificuldade de publicar um livro? 

    IN: Depende muito da forma que você escolher para publicá-lo. O caminho de uma publicação tradicional nunca é fácil, e em todos os estágios, você terá dores de cabeça, mas a maioria deles são divertidos. Embora seja algo muito estressante, é a realização do seu sonho, então, todo o sofrimento vale a pena. Mas se eu tivesse que escolher um estágio, acho que seria a revisão e a aprovação da editora, são coisas muito tensas, depois disso, tudo fica mais leve. 

    PP: Além de Reinos Esquecidos, há outros projetos sendo administrados por você? 

    IN: Sim! Eu publiquei o meu primeiro livro em 2015, que se chama “Quando a Neve Cai”, é o primeiro livro de uma duologia fantástica. O livro esgotou e não continuamos com a editora, mas pretendemos fazer a publicação de uma segunda edição em breve, junto da continuação. Na Amazon, tem um conto meu chamado “Isso não é um seriado americano”, que postamos ano passado, e felizmente, teve um aceitação muito boa do público, é um conto divertido. No Wattpad, venho postando um livro desde novembro, que se chama “O diário de Giselle”, que é uma releitura moderna do clássico Giselle. 

    PP: Quais as suas influências na literatura, os autores que você mais gosta e que te inspiram na hora que escreves? 

    IN: Eu tenho muitas influências, acho que a maior delas são os Irmãos Grimm, eles são os pais dos contos de fadas, e não teria como ser diferente. Eu adoro as Irmãs Hong, embora não sejam escritoras de livros, são ótimas escritoras de k-dramas, e eu sou apaixonado por suas histórias. Amo a escrita da Kiera Cass, da Cassandra Clare e Suzanne Colins, elas são incríveis! No Brasil, tenho como inspiração o Raphael Draccon, Camila Pelegrini, Juliana Daglio etc. 

    PP: Você teve alguma inspiração em séries como Once Upon a Time ou filmes como A Garota da Capa Vermelha para produzir o livro? 

    IN: Por incrível que pareça, eu não assisto Once Upon a Time. Já tentei assistir, mas não gostei da série (Não me matem), e como estava me preparando para escrever o Reinos, não queria pegar muitas referências da série, embora tenham coisas parecidas e muitos achem que o livro tem a ver com a série. Em suma, eu adoro assistir e ler releituras dos contos de fadas. Assisto todas que possa, e a cada vez que vou ver, é como se estivesse ouvindo aquela mesma história pela primeira vez.


    PP: De onde vem a sua paixão pela escrita?


    IN: Eu sempre amei escrever. Minha mãe é professora, então aprendi a ler muito cedo, meus pais sempre apoiaram o meu gosto pela leitura/escrita, então sempre compraram muitos livros para mim. Também tive ótimos professores que me ajudaram no início de minha vida como escritor.

    PP: O que é mais importante para ti, escrever ou ser lido?

    IN: As duas coisas caminham juntas, mas acho que escrever é mais importante, porque se você não escreve, você não será lido.

    PP: Você acredita em finais felizes e amores eternos, mesmo na sociedade de sentimentos líquidos em que vivemos?

    IN: Acredito em amores eternos, mas não necessariamente em amores heros, existem vários tipos de amores eternos e finais felizes, então, sim, acredito que você pode sim ter um final feliz com a pessoa que você ama, independente de essa pessoa ser seu par romântico.

    PP: Houve algum momento em que pensou em desistir de escrever? Conte-nos.

    IN: Escrever, não, mas publicar, sim! Tive alguns problemas no meio editorial que me decepcionaram muito, e acabaram me deixando um pouco relutante para querer publicar novamente, mas a paixão pela coisa não me deixou ficar parado.

    PP: O que é a pessoa mais completa do mundo para você?

    IN: Acho que é aquele tipo de pessoa que se ama acima de tudo. Precisamos nos amar e nos dar valor, para podermos amar e dar valor as pessoas a nossa volta.

    PP; Faça-me uma pergunta.

    IN; Você está ansioso para ler “Reinos Esquecidos”?

    PP; O que você tem a dizer para seus leitores e os leitores do Próximo Parágrafo?

    IN; Queria agradecer a oportunidade de estar aqui, falando um pouco de mim e dos meus livros. E queria dizer para você, leitor que sonha em ser escritor, lute pelos seus sonhos, busque, estude e se prepare para encontrar todo o tipo de coisas pelo caminho. A única pessoa que pode levantar e derrubar o seu sonho, é você. Espero que todos possam ler o “Reinos Esquecidos” e com isso, possam ver outro lado dos contos de fadas.



    E sobre a pergunta que o Italo me fez, mas é claro que tô louco pra ler esse livro. Tô salivando, e sem sanidade já?

    E vocês amigos, estão preparados para conhecer o mundo fantástico do nosso amigo autor? Deixem seus comentários aí embaixo dizendo o que acharam da entrevista e compartilhem com os amigos.

    Abraços a todos.