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    terça-feira, junho 06, 2017

    [ENTREVISTA] Pedro Fontes, autor de "O possuído"

    Pedro Fontes | Acervo Pessoal | Divulgação

    Pedro Fontes nasceu na cidade de Volta Redonda no Estado do Rio de Janeiro. Virginiano, estudante do curso Bacharel em Nutrição, leitor voraz, blogueiro resenhista de livros, cinéfilo desde os 6 anos de idade, amante dos gêneros Terror, Mistério/Suspense, Romances de Época ou livros com temas inovadores e viciado em café desde sempre, é também um autor nacional. Começou a escrever desde pequeno quando digitava histórias já prontas no computador. Alguns anos depois, ainda menor, escreveu um conto investigativo no Power Point, onde o simples fato de juntar textos e figuras o deixava feliz e animado. Anos depois, criou um antigo blog onde colocaria histórias agora mais sérias. E tempo depois, porém mais maduro, começaria a escrever o seu primeiro livro oficialmente. Aos 17 anos tornou-se autor da sua primeira obra-prima do gênero Terror: Possuído – O Pentagrama, obra que inicia a saga: “Possuído”. Possuído – O Pentagrama seria apenas um simples conto, mas acabou se transformando em algo maior. Além de assistir a muitos filmes e ser aficionado pelo gênero, a ideia surgiu de escrever sobre um mundo onde os temas eram: o sobrenatural, o diabólico, exorcismos, possessões, símbolos, demônios e tudo o que estiver ligado a isso. Atualmente aos 20 anos, além de dar continuidade a saga e prometer para o futuro novas histórias que instiguem a curiosidade e gosto dos leitores, está concluindo seu segundo livro sendo agora um romance de temática LGBT.


    1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

    R: Bom, pode parecer uma coisa meio premeditada, mas acredito que desde pequeno. Eu comecei apenas digitando histórias infantis que já existiam porque eu gostava de digitar e até hoje gosto (risos). Depois, eu criei um conto do gênero suspense no Power Point. No Power Point, dá pra imaginar? Eu adorava aquela coisa de colocar texto, e fotos dos personagens (sim, porque tinha um elenco) e mais as animações dos slides.
    Aquilo me fascinava de uma maneira que eu não sei explicar até hoje. É uma forma estranha de começar a carreira. (Risos). Criei um blog antigo na época (que não existe mais), mas que eu postava histórias mais sérias. Muitos países visualizavam meu blog, hoje não tenho nem conta da época de quantos. Imagine vários pontos vermelhos pelo mapa inteiro. Larguei o blog e logo em seguida comecei meu primeiro livro em 2015 e quatro meses depois, ele estava finalizado. Eu que sou apaixonado por terror e coisas do tipo, não poderia começar minha carreira se não fosse esse gênero. Publiquei-o em 2016.

    2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

    R: Meus personagens, em geral, sempre têm algum aspecto sobre a minha pessoa, alguma característica, mas não são todos e nem sempre. 
    Eles vêm tanto da imaginação quanto baseados em pessoas reais. Eu sempre crio fichas completas dos meus personagens, principalmente os que serão muito ativos na história. Vai desde a característica física até psicológica. Penso em tudo.
    E se eu conheço alguém que seja marcante, ela pode vir a ser um personagem.

    3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

    R: Ah, essa pergunta (risos). Bom, por enquanto, posso dizer que os meus atores favoritos são Jane Austen e Stephen King, pois são os que eu mais li. Com certeza! Eu pretendo escrever algum romance de época, que também faz parte de gêneros favoritos, então ler Austen é maravilhoso. King ensina muita coisa, embora não seja apenas terror, como a maioria pensa que é. Lê-lo é gratificante e um ensino também.

    4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

    R: Hahahahaha ainda não!! Mas espero que minhas obras possam causar tanto impacto a ponto de conhecer pessoas que estejam lendo-as.

    5. Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras. Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra?

    R: O valor alto pela publicação do livro é a preocupação número um de todo autor, principalmente iniciante. Mas eu não tive dificuldade para publicar, talvez o problema seja o que vem depois que ele é publicado, mas o livro deu certo.  Acho que tive sorte de encontrar uma editora que trabalhou muito bem a minha obra e que eu também tenha ficado satisfeito.

    Projeto fotográfico da capa "O possuído" | Drago Editorial | Divulgação


    6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?

    R: Na maior parte das vezes, não. Acho que na verdade, nunca pedi outras opiniões, a menos que eu tenha terminado o livro inteiro. Então eu peço opinião sobre uma pequena parte da obra ou às vezes, peço opinião sobre uma coisa e outra, mas não sobre o livro em si. Eu sempre gosto de que tudo seja uma surpresa, tanto para mim, que escrevi aquela história, quanto para as pessoas que irão ler. Quero que elas sintam a mesma surpresa ao ler que eu tive ao escrever, gosto dessa sensação. Então, geralmente não peço.

    7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

    R: O primeiro demorou cerca de 4 meses e o segundo demorou 3 anos.

    8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

    R: Sempre, é o meu gênero nº 1! Eu tenho uma saga pra continuar a partir do primeiro livro que já iniciou tudo o que virá pela frente e também outros dentro do gênero, mas histórias diferentes.
    Terror é um gênero que ainda falta muito pra ascender em grande escala, mas ainda tem uma parcela de gente que gosta, então estou escrevendo pra eles também.

    9. Qual o pior inimigo de um autor?

    R: Acho que a inspiração, ou melhor, a falta dela. Porque acredito que tudo começa aí. Você pode ver um filme, ouvir uma música ou saber algum caso real que queira criar uma história, mas muitas vezes a inspiração falha ou ela chega pouco ou simplesmente vem e vai embora. É difícil começar sem uma inspiração que no início pode ser boa, mas depois pode provar ser ruim e daí o autor fica com medo das pessoas não gostarem da história. Inspiração é a luz do início de tudo. O porquê de você estar escrevendo aquela história.

    10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?


    R: Se eu não estiver com um bloco de notas, com certeza anoto no celular. Porque se a ideia for muito boa, de qualquer forma ela precisa ser lembrada posteriormente, então utilizo ou um bloco ou o próprio celular (risos).

    11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

    R: É relativo. Uma música pode ajudar, dependendo do estilo da música ou também do gosto do autor. Às vezes pode atrapalhar, porque você precisa de silêncio e concentração máxima para escrever uma cena difícil e importante.
    Isso varia, mas acredito que, para mim, dá muita inspiração.

    12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

    R: Eu me orgulho muito do meu livro que escrevi recentemente, principalmente pelas mensagens que ele passa. E também um personagem desse mesmo livro que eu me orgulho de ter criado e amo e me divirto com ele, é o Theo. Ele é uma pessoa que acredito que todos queríamos alguém assim na vida. Ele é incrível e acho que será o meu personagem que ficará na história da minha carreira.

    13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?

    R: Eu recebi comentários muito bons e ótimas resenhas sobre o livro, entre outras coisas. Muitos amigos estão curiosos para ler também, mas como escutei muito "a capa assusta" . Acredito que do lado de fora do país a recepção também seria boa, acho que até melhor (risos). Por incrível que pareça, nós aqui lemos muitos livros estrangeiros e os estrangeiros procuram muitos livros nacionais. O mercado está saturado de ambos os lados com a mesma literatura, então acredito que meu livro seria bem recebido. Quem sabe também não surgisse por lá a ideia de levar a obra às telonas de cinema? 


    CONHEÇA A OBRA:

    Livro: Possuído - O Pentagrama
    Autor: Pedro Fontes
    Páginas: 198
    Editora: Drago Editorial
    ISBN: 8569030274
    Ano: 2016

    Mudar-se para outro lugar – seja cidade, estado ou país – é uma boa forma de começar vida nova... começar do zero! Principalmente quando se tem planos para o futuro. Eduardo Ferreira mudou-se para o Arizona. Com 23 anos de idade, vive com a esposa Lana, grávida há alguns meses, e é formado em arquitetura. Uma vida perfeita. Porém, ao assistir uma reportagem no Youtube sobre a violenta morte de algumas pessoas, Eduardo descobre que o assassino poderia ser seu pai, Marcos, e para piorar, testemunhas diziam que Marcos estava possuído por um demônio. Intrigado com a situação e sem acreditar em nada, Eduardo resolve juntar-se a seu melhor amigo, Michael, para gravarem um documentário sobre Marcos Ferreira, após descobrir que o pai encontra-se internado em uma clínica psiquiátrica. Durante o documentário, Eduardo busca uma resposta para a pergunta que o atormenta: seu pai estaria verdadeiramente possuído?