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[ENTREVISTA] Gaby Firmo, autora de "Rubra"

Gaby Firmo | Pictagram | Divulgação

Gaby Firmo de Freitas é cantora, ilustradora e escritora natural de São Paulo, capital. Foi atuante na gravadora “Gota Mágica” pertencente aos seus pais, onde na dublagem e em animações das décadas de noventa, descobriu sua paixão por novos universos. Participou de processos de adaptação musical, jingles, canto e gravações para comerciais em toda sua infância.
Formou-se em Computação Gráfica, com foco em ilustração, roteiro e animação 3D. Adquiriu o prazer por literatura aos 13 anos. Aos 15, escreveu seu primeiro romance. Aos 19, optou firmar-se como escritora tendo novo romance de estreia. Concluiu aos 21, cursos de roteiro, narrativa e “jornada do herói”, ministrados por profissionais da USP e do exterior.

1.   Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

Durante minha adolescência fiquei fissurada por criar histórias para os personagens que ilustrava. A partir daí, comecei a escrever o meu primeiro livro e logo a escrita tornou-se um vício.

2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

Alguns deles são inspirados em pessoas reais, outros não. Obviamente todos eles eram arquétipos para a trama. Contudo, durante o desenvolvimento da história e o avanço do wordbuilding, eles acabaram criando suas próprias personalidades e fazendo coisas que, até mesmo eu como autora, fiquei surpresa.

3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

Christie Golden, Richard A. Knaak e Marcelo Hipólito. Sim, acredito que eu absorvi um pouco da escrita de cada um desses autores – e de muitos outros – para desenvolver minha própria linguagem durante os livros.

4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

Sim! Até soube de pessoas que ganharam o livro de amigo secreto e se surpreenderam ao saber que eu era a autora.

5.  Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras. Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra?

Entrar em um mercado nunca é fácil e o Editorial não é diferente. Enfrentei problemas para a publicação e não via como plano, pagar os valores que as editoras cobravam para a publicação. Todavia descobri os Concursos Literários e acabei me jogando de cabeça neles. Tentei muitos antes de alcançar a publicação de “Rubra” e só posso agradecer pelo excelente trabalho que a Editora Pandorga fez com o livro.

6. Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?

Certamente. Acredito que recorrer a opiniões de leitores e procurar profissionais que tenham uma opinião sincera do seu livro, como leitores-críticos, também seja um processo da escrita.

7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

Está é certamente a pergunta mais difícil do questionário, pois fiquei muitos meses aprimorando a escrita e fazendo cursos antes de concluir o livro. Acredito que um há dois anos, contando com o período dos cursos.

8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

Sim, sempre gostei muito da literatura de fantasia, é a que mais me agrada. Eu ainda pretendo terminar a saga de “Rubra – A Guerreira Carmesim”, que está com o segundo livro sendo finalizado.

9. Qual o pior inimigo de um autor?

Uma história mal resolvida. Acho essencial o autor estar satisfeito e saber que aquilo que escreveu é plausível dentro de seu mundo e da personalidade de cada uma de suas personagens.

10.                  O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?

Eu escrevo notas no meu celular, ou mesmo envio para alguém que acompanha o processo de escrita comigo.

11.                    Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

Por vezes sim e em outros momentos não. Geralmente quando tenho a possibilidade de silêncio escrevo sem trilha sonora, ou se for em um momento que preciso me concentrar muito. Mas a música é sempre uma ótima solução para imersão no cenário do livro.

12.                  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

O final de “A Guerreira Carmesim” em sua versão original, antes de ser dividido em dois volumes pela editora.

13.                Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?


Daqueles que comentaram comigo, gostaram muito. Alguns autores do exterior com os quais tenho contato também se adequaram bem a forma de escrita e acharam muito interessante. Todavia, acredito que o livro passaria por uma adequação para ser vendido para o exterior. 
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