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    quarta-feira, julho 19, 2017

    10 motivos para se ler "A saga das sete mulheres", de Letícia Wierzchowski

    A saga das sete mulheres | Editora Record | Divulgação

    A saga das sete mulheres é um romance brasileiro escrito pela gaúcha Letícia Wierzchowski. Tendo um enredo minuciosamente trabalhado, a narrativa prolífica narra a vida de diferentes personagens antes e depois da revolução da farroupilha. 
    O primeiro livro da série, intitulado "A casa das sete mulheres", foi lançado pela Editora Record no ano de 2002, e teve seus direitos de reprodução e adaptação comprados pela Rede Globo de Televisão, no qual exibiu no ano seguinte uma série inspirada no livro original. A minissérie escrita por Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão e dirigido por Teresa Lampreia e Jayme Monjardim,  foi um sucesso e impulsionou as vendas do livro original.

    Levando em consideração todo o contexto do livro, optamos por escrever uma lista com dez excelentes motivos pelos quais você deve ler (e se apaixonar) por esta saga. 

    01. O livro de Letícia Wierzchowski pode ser um tesouro para mente daqueles aficionados por história. O enredo do primeiro livro "A casa das sete mulheres", narra a vida de Bento Gonçalves da Silva e toda sua família durante o período da farroupilha (que ocorreu entre 1835-1845). A guerra sucedeu-se na província de São Pedro do Rio Grande do Sul contra o governo imperial brasileiro, o que resultou na declaração da independência da província como estado republicano, dando origem a república rio-grandense. 

    02. O livro mostra-nos o dia-a-dia das mulheres da família do protagonista (Bento Gonçalves) na estância da barra, enquanto o governo imperial brasileiro guerreia contra a república rio-grandense. Através da ótica descritiva de Letícia Wierzchowski poderemos adentrar nos sentimentos mais profundos de cada personagem e ver (e perceber) os impactos da guerra sobre o sentimental de cada personagem. Uma ótima psicológica interessantíssima para se ser estudada.

    03. A revolução, que com o passar do tempo adquiriu um caráter separatista, influenciou movimentos que ocorreram em outras províncias brasileiras: irradiando influência para a Revolução Liberal que viria a ocorrer em São Paulo em 1842 e para a revolta denominada Sabinada na Bahia em 1837, ambas de ideologia do Partido Liberal da época. Inspirou-se na recém findada guerra de independência do Uruguai, mantendo conexões com a nova república do Rio da Prata, além de províncias independentes argentinas, como Corrientes (província) e Santa Fé.

    04. "Um farol no pampa", que é a continuação da saga das sete mulheres, conta-nos sobre a história de Matias, filho de Mariana e João Gutierrez e suas desventuras e desgostos pela vida. O segundo livro também fala-nos abertamente sobre a guerra do Paraguai, o que pode ser uma aventura incrível para quem quer adentrar um pouco mais na vida de cada um dos personagens sucessivos pós-guerra.

    Letícia Wierzchowski | Zero Hora | Divulgação

    05.
    O livro é uma narrativa inteiramente brasileira. Um dos romances mais incríveis do cenário brasileiro de literatura. Se você é fã de literatura brasileira e gosta de ler sobre acontecimentos reais e ao mesmo tempo não abre mão de uma "ficçãozinha", este livro é ideal para que você tenha uma viagem inesquecível através dos tempos.

    06. O cenário construído pela autora é quase palpável. Viajar através das páginas e chorar com cada morte é algo quase que automático. A saga das sete mulheres finalizou-se no terceiro livro que recebeu o nome de "travessia", que narra a vida de Anita e Giuseppe Garibaldi, que lutaram por anos lado a lado, podendo destacar a guerra da farroupilha descrito no primeiro livro da série e a Unificação Italiana que teve fim no ano de 1861. Esta trilogia é definitivamente a melhor escolha/aposta para todos aqueles que desejam chorar e se emocionar com emoções ávidas e palpáveis.

    07. Cada um dos livros desta saga possui sua importância. O primeiro livro (A casa das sete mulheres) é importantíssimo para quem deseja aprofundar-se um pouco mais sobre a guerra dos farrapos e seus respectivos motivos. "Um farol no pampa" (segundo livro da série) possui um contexto rico e descritivo, com passagens pela guerra do Paraguai. E por fim, Travessia (ultimo livro da trilogia) conta-nos sobre o desenvolver da vida e do romance entre Anita e Giuseppe Garibaldi.

    08. O terceiro livro da trilogia (Travessia) é incrível para todo leitor que ousar aprofundar-se nos traços e na coragem de Anita Garibaldi. Anita era uma mulher a frente de seu tempo, muito antes de se existir o empoderamento feminino, Anita mostrava-nos como se impor e não se deixar abater. Uma mulher extremamente forte, guerreira e corajosa. Também é necessário frisar todo encanto, honestidade e incorruptibilidade de Giuseppe.

    09. Um Farol no Pampa tem como pano de fundo o período que se estende da Guerra do Paraguai (1864 – 1870) à Proclamação da República (1889), quando um jovem herdeiro toma posse de sua estância, mas é abalado pelos acontecimentos históricos. Uma leitura maravilhosa para quem não quer deixar o cenário de guerrilhas para trás.

    10. Travessia foi lançado mais de uma década depois do volume anterior. A redação foi rápida, mas a autora demorou até decidir qual seria o foco da história. Depois de definir personagens e fatos a serem narrados, escreveu as centenas de páginas do romance em quatro meses, com jornadas diárias de até nove horas diante do teclado. Acho que a dedicação da autora em presentear-nos com histórias tão incríveis, é um bom motivo para finalizarmos nossa listinha, não é mesmo?[no-sidebar]