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20 leituras obrigatórias para todo vestibulando

Tomar conhecimento dos livros mais requisitados no vestibular, torna sua vida mais prática | Google Images

Depois de encarar o ensino médio e a difícil tarefa de qual carreira seguir, os estudantes precisam preparar o seu psicológico para a próxima etapa: o vestibular. Estudar determinadas matérias que "sempre" caem nas provas, já é uma rotina para todo e qualquer aluno, porém no vestibular é um pouco diferente. Assim como no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), as questões quase sempre estão ligadas a determinados livros clássicos do cenário brasileiro, e na maioria das vezes, o conhecimento e a leitura destes livros para a realização da prova é o que definirá o resultado. 

Pensando na quantidade de pessoas que possuem uma certa dúvida com relação aos livros que são sempre exigidos, decidimos criar uma lista com os principais livros que podem (ou não) ser solicitado para a realização da prova. O motivo desta matéria ser produzida justo no mês de julho (2017), é para que vocês possam tomar nota da lista de livros e procurar tomar conhecimento o mais rápido possível, ajudando assim a diminuir o acúmulo de leitura e estresse que sempre acontece quando sabemos que temos páginas e páginas para ler obrigatoriamente. 

Confira a lista dos livros que provavelmente serão solicitados no seu próximo exame/prova. A lista foi elaborada com a ajuda de alguns professores e amigos universitários que estão acostumados a responder questões relacionadas às indicações abaixo selecionadas. Boa leitura!

01. Os Lusíadas, de Luiz de Camões

Os Lusíadas é uma obra poética do escritor Luís Vaz de Camões, considerada a epopeia portuguesa por excelência. Provavelmente concluída em 1556, foi publicada pela primeira vez em 1572 no período literário do classicismo, três anos após o regresso do autor do Oriente.

02. Iracema, José de Alencar

Em Iracema, Alencar criou uma explicação poética para as origens de sua terra natal, daí o subtítulo da obra - "Lenda do Ceará". A "virgem dos lábios de mel" tornou-se símbolo do Ceará, e seu filho, Moacir, nascido de seus amores com o colonizador português Martim, representa o primeiro cearense, fruto da união das duas raças.  A história é uma representação do que aconteceu com a América na época de colonização européia.

03. A metamorfose, Franz Kafka

A Metamorfose (Die Verwandlung em alemão) é uma novela escrita por Franz Kafka, publicada pela primeira vez em 1915. Veio a ser o texto mais conhecido, estudado e citado da obra de Kafka. Apesar de ter sido publicada em 1915, foi escrita em novembro de 1912 e concluída em vinte dias. Em 7 de dezembro de 1912, Kafka escrevia à sua noiva, Felice Bauer: "Minha pequena história está terminada".

04. O tempo e o vento, Érico Veríssimo

O Tempo e o Vento é uma série literária do escritor brasileiro Érico Veríssimo. Dividido em O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961), o romance conta uma parte da história do Brasil vista a partir do Sul - da ocupação do "Continente de São Pedro" (1745) até 1945 (fim do Estado Novo), através da saga das famílias Terra e Cambará. É considerada por muitos a obra definitiva do estado do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes do Brasil.

05. O cortiço, Aluízio Azevedo

O Cortiço é um romance naturalista do brasileiro Aluísio Azevedo publicado em 1890 que denuncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores das estalagens ou dos cortiços cariocas do final do século XIX.

06.  Vidas Secas, Graciliano Ramos

Vidas Secas é o quarto romance do escritor brasileiro Graciliano Ramos, escrito entre 1937 e 1938, publicado originalmente em 1938 pela editora José Olympio. As ilustrações na primeira edição foram feitas pelo artista plástico Aldemir Martins. O livro vendeu 10 milhões de cópias e foi traduzido para 3 idiomas. No Brasil chegou a vender aproximadamente 7 milhões de cópias.

07. Memória de um sargento de milícias, Manuel Antônio de Almeida

Memórias de um Sargento de Milícias é um romance de Manuel Antônio de Almeida. Foi publicado originalmente em folhetins no Correio Mercantil do Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, anonimamente. O livro foi publicado em 1854, no lugar do autor constava "um brasileiro". A narrativa de Memórias de um sargento de milícias, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, fugindo aos padrões românticos da época, quando os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre contribuiu para que Manuel Antônio de Almeida desenvolvesse a sua obra.

08. A hora da estrela, Clarice Lispector

A Hora da Estrela é um romance literário da escritora brasileira Clarice Lispector. O romance narra a história da datilógrafa alagoana Macabéa, que migra para o Rio de Janeiro, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. É talvez o seu romance mais famoso, sendo adaptado para o cinema por Suzana Amaral em 1985.

09. Auto da barca do inferno, Gil Vicente

O Auto da Barca do Inferno (ou Auto da Moralidade) é uma complexa alegoria dramática de Gil Vicente, representada pela primeira vez em 1531. É a primeira parte da chamada trilogia das Barcas (sendo que a segunda e a terceira são respetivamente o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória). Os especialistas classificam-na como moralidade, mesmo que muitas vezes se aproxime da farsa. Ela proporciona uma amostra do que era a sociedade lisboeta das décadas iniciais do século XVI, embora alguns dos assuntos que cobre sejam pertinentes na atualidade.

Melhor estar preparado e não ter uma oportunidade, do que ter uma oportunidade e não estar preparado — Whitney Young Jr.


10. Capitães da Areia, Jorge Amado

Capitães da Areia é um drama de autoria do escritor brasileiro Jorge Amado, escrito em 1937. O livro retrata a vida de um grupo de menores abandonados, que crescem nas ruas da cidade de Salvador ,vivendo em um trapiche, roubando para sobreviver, chamados de "Capitães da Areia". O livro forma parte do movimento da Romance de 30, marcando uma mudança do modernismo da decada anterior, passando de experimentação literária para um engajamento com questões sociais.

11. Quarup, Antônio Callado

A ação de Quarup transcorre no período que vai da queda final de Getúlio Vargas (1954) ao golpe militar de 1964 e mostra, sob a ótica do jovem padre Nando, a realidade social e política do Brasil desses tumultuados dez anos. O padre Nando, um jovem ingênuo, puro e idealista, tem o sonho de reconstituir no Xingu uma civilização semelhante a que existiu nas Missões jesuíticas do sul do Brasil na época colonial e, para isso, tem que ir ao Rio de Janeiro, então capital do país, para obter a necessária licença do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), órgão que deu origem à atual FUNAI. No Rio, toma contato com a sociedade permissiva do sexo livre e das drogas (que na época era o hoje o inocente lança-perfume) e com a corrupção política, pois os dirigentes do SPI desejam manipular o projeto de Nando em proveito próprio. A segunda parte do livro transcorre no Xingu, em duas ocasiões diferentes: durante o quarup, ritual indígena, que funciona para Nando e outros personagens do romance como um rito de passagem, e durante a expedição para instalação do marco que identifica o centro geográfico do país, onde constata que o esforço despendido e a coragem demonstrada pelos expedicionários são inúteis para evitar um resultado frustrante. Na Amazônia, Nando se apaixona por Francisca, com quem mantém relações sexuais. Na terceira parte, Nando, que já deixou a vida sacerdotal, está com Francisca em Pernambuco. Inicialmente, trabalha na alfabetização de adultos, mas, com o golpe de 1964, é preso, pois esta atividade educativa era vista como subversão. Francisca viaja para a Europa e, depois de solto, Nando passa então a viver uma vida despreocupada, centrada apenas no sexo, se transformando, conforme suas próprias palavras, em apóstolo do amor. Mas, após passar por várias experiências traumáticas, resolve aderir à luta armada contra o regime militar.

12. Antologia Poética, Vinicius de Moraes

Antologia poética reúne a produção de um dos autores que mais influenciaram a cultura brasileira do século xx, tanto na literatura quanto na música popular. Relançamento exclusivo para o vestibular 2010, baseado na edição organizada pelo próprio Vinicius em 1960.

13. Anjo negro, Nelson Rodrigues

Ismael e Virgínia - ele negro, ela branca - parecem viver em desgraça- seus filhos morrem precocemente e de forma inexplicável. Quando, no dia do enterro da terceira criança, o casal recebe a inesperada visita de Elias, o irmão branco e cego de Ismael, inicia-se uma história macabra de desejo e morte, que beira a loucura. Com um enredo trágico e polêmico, que envolve racismo, estupro e incesto, "Anjo negro", de 1946, esteve sob censura durante dois anos, e só estreou em 1948. 

14. A rosa do povo, Carlos Drummond de Andrade

"A Rosa do Povo", escrita durante a II Guerra Mundial, publicado em 1945 e jamais reeditado isoladamente. Se sua repercussão na época foi imensa, quase quarenta anos depois podemos dizer que ele não perdeu o vigor da emoção poética e a atualidade nervosa. Este livro propõe o mesmo debate inesgotável sobre a situação do artista no mundo e sua posição em face dos problemas políticos e sociais do seu tempo. Drummond tomou posição e manteve-se fiel a seu ideário, embora reconhecendo a falácia de ilusões que se misturavam a perenes interesses de justiça, liberdade e paz. Ao lado disso, o livro é de intenso lirismo existencial.

Dica: Para que a leitura flua, procure ler últimas edições lançadas de cada livro | Google Images

15. Sentimento de mundo, Carlos Drummond de Andrade

"Sentimento do mundo" mostra o poeta mineiro atento aos acontecimentos políticos de sua época. “Tenho apenas duas mãos/ e o sentimento do mundo”, escreve ele nos célebres versos que abrem este volume. “O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,/ a vida presente”, acrescenta, em “Mãos dadas”. Esse Drummond humanista lamenta que as pessoas mantenham olhos cerrados para o mundo, a ponto de permitir a violência — a Segunda Guerra Mundial e a ditadura getulista — e de trocar a compaixão pelo egoísmo de quem vive fechado em si mesmo ou em um “terraço mediocremente confortável” (“Privilégio do mar”). Tal responsabilidade coletiva se dá inclusive nos poemas em que o autor aborda temas mais pessoais, como “Revelação do subúrbio”, no qual um retorno a Minas Gerais o desperta para a tristeza da noite vista pela janela do carro. A investigação do passado aparece também em “Confidência do itabirano”: é da cidade natal que o escritor afirma ter herdado o “hábito de sofrer, que tanto me diverte”. A visão de mundo sombria e pouco otimista não o impede de ser lírico nos delicados “Menino chorando na noite” e “Noturno à janela do apartamento”. E ainda sobra tempo para Drummond homenagear o amigo Manuel Bandeira, num “apelo de um homem humilde” que funciona ainda como um elogio e uma reflexão sobre o fazer poético

16. Triste fim, Policarpo Quaresma

ara Major Quaresma, a Pátria é um ideal que está acima de tudo. Visionário por excelência, suas idéias colocam-no em várias situações embaraçosas e levam-no até a ser internado em um manicômio. Tímido, discreto, ingênuo, é também uma palha de pureza a navegar num oceano de podridão. Este é um livro escrito com todos os nervos, mas principalmente com o coração, e que se destina a quantos tenham orgulho de ser brasileiros.

17.  Laços de Família, Clarice Lispector

Laços de Família, publicado pela primeira vez em 1960, é um tesouro da ourivesaria literária. São treze contos, hoje tidos como clássicos. Entre eles, os festejadíssimos "Amor", "O crime do professor de Matemática", "O búfalo" e "Feliz aniversário", adaptado para a televisão por Ziembinsky. Neles s personagens são sempre surpreendidos por uma modalidade perturbadora do insólito, no meio da banalidade de seus cotidianos. Clarice cria situações onde uma revelação, que desconstrói e ameaça a realidade, desvela a existência e aponta para uma apreensão filosófica da vida. Em Laços de família, Clarice aprofunda sua técnica narrativa em uma abordagem quase fenomenológica. Trata da solidão, a morte, a incomunicabilidade e os abismos da existência através da rotina de dona-de-casa, do mergulho trágico em uma festa familiar nos 89 anos da matriarca, da domesticação da natureza mais selvagem das mulheres, ou dos pequenos crimes cometidos contra a consciência, contra o drama do professor de Matemática diante do abandono e da sacerdotisa da nossa literatura.

18. Morangos Mofados, Caio Fernando Abreu

O que primeiro chama a atenção na leitura de "Morangos Mofados" é a fineza de estilo, a agudeza e a percepção de Caio Fernando Abreu para tratar da essência, do que há de mais profundo no ser humano. A busca, a dor, o fracasso, o encontro, o amor e a esperança vão se delineando nessa série de contos que se entrelaçam quase como se fossem um romance. Morangos Mofados foi o maior sucesso de Caio, que lançou 11 livros e foi traduzido para diversas línguas.

19. Agosto, Rubem Fonseca

1º de agosto de 1954, Rio de Janeiro, capital da República. Um empresário é assassinado e outro crime é planejado na sede do governo federal. O atentado frustrado contra o jornalista Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas, causará uma das maiores reviravoltas da história do Brasil. Um dos maiores sucessos de crítica de Rubem Fonseca, Agosto nos questiona: em que medida a história de uma pessoa e a história de um país se determinam, se diferenciam e se assemelham? Ao misturar com maestria história e ficção, o autor encontra a resposta: a boa literatura.

20. Vida e morte de M.J. Gonzaga de Sá, Lima Barreto

Gonzaga de Sá, amante de sua solidão, olha o mundo sem preconceitos, analisando fatos e pessoas, em busca de um ambiente melhor para todos, embora vivendo aos tropeços frente à luta social. É comovente a história de um homem que viveu para o bem, analisando comsua erudição o mundo ao seu redor, tendo ampla visão dolorosa dos males e ridiculos sociais, um reflexo da propria alma do autor.

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Todas as informações foram retiradas do website literário Skoob e da Wikipédia. 

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