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[ENTREVISTA] André Regal, autor de "Mirta vento amarelo"

André Regal, autor de "Mirta Vento Amarelo" | Divulgação 

O nosso papo de hoje é com o mineiro André Regal. André é ator, dramaturgo e músico. Inspirado na escrita fantástica de Tolkien, Robert Jordan, Bernard Cornwell e Sidney Sheldon, escreveu sua primeira obra de ficção fantástica, intitulada "A lágrima de Giius", publicada na web atarvés da plataforma literária Wattpad. Enquanto atualizava sua história no Wattpad, André finalizava a escrita daquele que viria a se tornar seu livro fantástico de estréia  — publicado em uma edição física — intitulado "Mirta vento amarelo", publicado pela chiado editora de Portugal.  

►► Leia os dois primeiros capítulos gratuitamente no wattpad

1. André, seja muito bem-vindo ao Próximo Parágrafo. Conte-nos um pouco mais sobre você e sobre como nasceu o seu relacionamento com a escrita.

Olá, olá! Sou André Regal; mineiro, 33 anos. Ator, músico e escritor (a santíssima trindade do artista pobre). Escrevo desde o ano de 2008, mais ou menos, mas nessa época eu era mais focado em crônicas de humor, contos curtos, etc. Cheguei a publicar em algumas edições de revistas, inclusive. No período de formação como ator, já morando no Rio de Janeiro, escrevi peças, esquetes e tudo que há de relacionado à dramaturgia. A ideia de escrever um romance só veio em 2015. Juntei umas ideias num pedaço de papel, uma coisa levou a outra, e quando me assustei, tinha em mãos o esqueleto principal de A Lágrima de Giius, uma aventura medieval, que hoje é disponibilizada para leitura gratuita no Wattpad. Desde então, me apaixonei pela coisa.
Logo em seguida veio Mirta Vento Amarelo, que sai no mês que vem pela Editora Chiado, e essa sim é minha primeira experiência com livros físicos.


2. "Mirta Vento Amarelo", é um livro catalogado dentro do gênero fantasia que está previsto para agosto/17 pela Chiado Editora. Como nasceu Mirta?

Mirta é uma criação que me enche de orgulho. Muito, mesmo. A ideia nasceu logo após a conclusão do Lágrima. Eu queria um livro infanto-juvenil bem curtinho, coisa de cento e poucas páginas para colocar na Amazon e arrecadar uns trocados. Aí a coisa aconteceu. Quando eu comecei a lançar ideias no papel, traçar um arco dramático, montar a ficha de personalidade dela e de seu parceiro, o dragão Brinaff no papel, foi que me dei conta do quanto essa personagem era especial. Muito maior do que eu esperava, assim como o mundo onde ela viveria. Os rascunhos transformaram-se em um caderno inteiro de anotações, e a obra acabou virando um jovem-adulto de quase 600 páginas.

3. Mirta além de ser protagonista principal é uma heroína e aventureira. Quando decidiu que escreveria sua obra, sua ideia primária manteve-se até a consolidação do livro, ou você precisou pensar, escrever e reescrever os traços de sua protagonista?

Não. O plano sempre havia sido criar uma garota como protagonista. A única coisa que ela ganhou durante o processo de criação foi profundidade. As características do humor de Mirta, sua inteligência e acidez, seu coração mole (disfarçado de endurecido) ficaram tão intrincados e impressos na história, que é possível que o leitor comece a pensar como ela, e predizer quais seriam as reações dela diante de determinado problema, ou comentário.

4. Como sente-se com relação ao seu primeiro livro? E como acha que o público irá recepciona-lo?

Estou bastante otimista. Apesar da situação delicada do mercado, vejo o livro ganhando, aos poucos, seu espaço nas prateleiras e corações dos leitores. As pessoas ainda mantêm o hábito de amar e comprar livros físicos. O livro ainda traz (além da protagonista feminina, genial, independente e arrimo de família, diga-se de passagem) uma série de inovações, tanto na estrutura narrativa quanto no perfil dos personagens. A arte está linda e o selo Chiado traz um certo peso. Não vejo motivos para pessimismo.

Capa completa de "Mirta Vento Amarelo"

5. Quais são seus planos referentes ao seu primeiro trabalho? Pretende encerrá-lo, ou o público pode esperar ansiosamente por uma continuação?

Mirta acabou de nascer, é jovem e seu universo é vasto. Eu não me atreveria a encerrá-lo tão cedo.

6. O que é mais complicado durante o processo de escrita?

Tempo de qualidade e estudo. Muito estudo (sobre técnicas de escrita, sobre ambientação, costumes de determinada época). Precisei, como todo colega de ofício, sacrificar muito para conseguir escrever com qualidade. Seria uma conversa de horas.

7. Quais são suas principais inspirações literárias (autores preferidos)?

Pra quem gosta de leitura, a resposta é quase sempre a mesma, não é? Coleção Vagalume quando criança. Com o passar dos anos, porém, fui me desinteressando por leitura; eu me tornei um pré-adolescente meio relapso. Depois de certa fase, quando eu estava com 13 anos mais ou menos, um tio me deu um livro de Sidney Sheldon, e esse autor me fez entender que um livro pode ser tão bom quanto um filme, e desde então, me tornei fã. Comecei lendo todas as suas obras, e fui procurando por outros autores que também me prendessem. Talvez tenha sido minha passagem por Tolkien o momento em que me apaixonei por fantasia. Hoje leio Robert Jordan, Joe Abercrombie e outros grandes autores do gênero. Como sou formado em teatro, também experimentei (e aprendi) muito da teoria do drama, da estrutura do texto, da dramaturgia, da construção de personagem, então eu poderia ficar dias citando grandes dramaturgos que me deram aulas de escrita.

8. O que os seus futuros leitores devem e não devem esperar desta história?

Minhas histórias — mesmo as de fantasia —, prezam pelo realismo. Não trabalho com personagens multi-poderosos-dos-sete-elementos, overpower e soluções mágicas descidas do céu. Em minha experiência, entendi que o leitor se apega aos defeitos e limitações dos personagens, e trabalho de forma que os mesmo os ajudem a enfrentar os obstáculos. Os leitores também não devem esperar por relações interpessoais vazias, diálogos sem profundidade e tampouco um banho de sangue com espadas. A história de Mirta Vento Amarelo é sobre riscos, armadilhas do ego, amizade, responsabilidade. Sobre como ser grande em um mundo cheio de corações diminutos. Claro, um pouco de humor também não faz mal. Mirta é a única que consegue se comunicar com Cerúleo, o simpático e monossilábico pássaro azul, seu comparsa. Ela também é a única garota do continente a desfilar para lá e para cá com uma carroça movida a carvão. Nada de cavalos, pois como ela própria gosta de dizer: são trabalhosos demais.

9. Como você imagina Mirta daqui a dez anos?

A esperança é que seja um nome de peso no mercado editorial nacional. Crianças por todo o Brasil batizadas de Mirta.

10. Onde  ocorrerá o lançamento oficial de "Mirta Vento Amarelo"?

A intenção é fazer aqui no Rio primeiro (talvez na Tijuca), e quem sabe, depois, em outras cidades, se tudo correr bem.

11. André, obrigado por participar de nosso projeto e permitir-nos conhecer um pouco mais de seu trabalho. Desejamos todo sucesso do mundo para ti.


Aprendam o que puderem, pois ainda será pouco. Há espaço para todos. Muito obrigado pela oportunidade!


SOBRE O AUTOR

André Regal, nascido no interior de Minas Gerais, é ator, dramaturgo e músico. Estreou no teatro em 2010, quando fez oficinas e cursos livres, sendo o Rio de Janeiro a cidade onde viria a obter formação profissional pela Escola Martins Penna. Sempre ávido por literatura, é influenciado por autores como Tolkien, Robert Jordan, Bernard Cornwell, Sidney Shledon e mestres da escrita como Robert Mckee e Syd Field.  Contribuiu com contos e crônicas de humor em algumas edições da tradicional revista mineira "Jararaca Alegre". Em 2015, começou a trabalhar em sua primeira ficção fantástica, intitulada "A Lágrima de Giius" e publicava capítulos semanalmente no Wattpad, voltando a fazê-lo em uma edição renovada em 2017. Também nesse ano, após concluir seu segundo romance, "Mirta Vento Amarelo - A Linhagem do Dragão", recebeu inúmeras propostas de edição, vindo a fechar contrato com a Chiado Editora.

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