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[RESENHA #159] O colecionador de sonhos, Orlando Reis

Acervo Pessoal | Divulgação

O Colecionador de sonhos. REIS, Orlando. Portugal, 2017. 248 p. CHIADO Editora, ISB 978-989-51-4868-4 / R$ 23

É sempre um desafio falarmos sobre poesia, principalmente quando trata-se de Orlando Reis.  "O colecionador de sonhos", é um dos livros publicados pelo autor paulista Orlando Reis (56), que mais do que qualquer outro autor, consegue entender perfeitamente a sintonia de uma poesia com a alma humana. Ao ler o colecionador de sonhos eu pensei em muitas coisas antes de iniciar a escrita da resenha. Pensei na vida, nos meus desejos não idealizados, nas minhas vontades e subsequentemente naquilo o que eu estava desprezando.

O amor e o poeta. Um foi feito para o outro. Um não existiria sem o outro. Mesmo que viessem a nascer separados. Estariam fadados a extinção — Pág. 122. Mostrando-nos toda sua capacidade prolífica para exalar, descrever e expressar sentimentos, o autor conduzi-nos aos seus sentimentos mais puros, aos seus laços, nós, virtudes e vertigens. Somos feitos reféns de seus sentimentos que tornam-se nossos.

Sentimentos de incapacidade, de lembranças transformadas em palavras, sentimentos de vontade, desejo e vida. — Falar sozinho, transformou-se no ícone da minha vida — pág. 209. O despertar pelo sublime e pelo âmago central de nossas relações com a fé — Mas preciso com muita fé, ansiosamente de ti senhor, para me ajudar nesta jornada — pág. 223.

Do amor que sinto por você e lhe tenho, não sinto barreiras. Sou incapaz de limitar fronteiras de um amor que tive. Nada sei. A não ser a sensação que ainda não acabou, resisti no tempo como uma fenda na rocha — pág. 125. Não me limitando a simples comentários, devo-me dar a graça de dizer que esta obra é de uma profundidade excedente as nossas expectativas. Orlando consegue conduzir-nos por seus sentimentos mais profundos relatados e datados de diferentes épocas, transmitindo-nos sua contemporaneidade, fazendo-nos sentir as mesmas sensações — ou até mesmo mais acentuadas — que quando foram registradas.

Acervo Pessoal | Divulgação

O livro de Orlando não é simplesmente um arquivo poético, ele é a evocação do nosso eu interior à se exteriorizar. Podemos sentir pelas datas, que seus sentimentos de outrora permanecem tão vivos e intactos, que nossa visão acerca de sua escrita intensifica-se a cada nova leitura, dando-nos a impressão de um renovo, onde somos guiados por nossos sentimentos.

A verdadeira essência da poesia de uma forma magistral e jamais relatada antes. Estendido em 249 páginas, o autor conduzi-nos como um guia ao nosso interior, provocando-nos sensações de afago. Sentimentos estes, que permeiam sua escrita e toda sua genialidade ao retratar-nos em um livro o poder de expressar-se tão puramente.

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SOBRE O AUTOR

ORLANDO REIS (LANDO REIS), nasceu em São Paulo, em 1961. É formado em Artes Cênicas pela Universidade São Judas Tadeu, com especialização em Teatro e Dança, pela Universidade de São Paulo. É professor de artes e teatro, e atuou em "Sangue do meu sangue" (SBT); "Razão de viver" (SBT), "Antônio dos Milagres" (CNT), Telecurso 2º grau - Geografia (Rede Globo). É autor de diversos textos para o teatro, mini-séries, roteiros de cinema e poesias
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