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[RESENHA #162] O Poeta, J.B Santana

Acervo Pessoal | Divulgação

J.B Santana é baiano e atual morador da cidade de São Paulo. Santana é professor de química e apaixonou-se cedo pela arte de criar poesias e de expressar os pensamentos da alma. Apaixonado por textos, declamações e poesias, o autor trabalha atualmente na criação e confecção da química do amor.

Entre rabiscos e registros, eis que surge um livro que mudaria completamente sua vida e tornaria seu sonho de se tornar um autor publicado realidade: O POETA, revisado e lançado através da Chiado Editora de Portugal.

E após entendermos como surgiu o relacionamento do autor com a escrita, está mais que na hora de falarmos sobre ela. A capa do livro realmente faz jus a história de seus manuscritos, uma vez que o próprio autor escreveu sua biografia (presente na orelha do livro) declara abertamente que antes de chegar à ser publicado, seus livros foram escritos em folhas, cadernos e anotações corriqueiras. O trabalho editorial no quesito proposta de apresentação do contexto histórico da obra, já mostra-se prolífico neste ponto, o que deixa a obra sem sombra de dúvidas, ainda mais desejável.

O que mais me impressiona em uma escrita poética não é o poema em si, mas a essência e a capacidade do autor em transmitir-nos seus desejos, vontades e sentimentos através de uma escrita que cativa já no primeiro olhar. J.B Santana, possui uma escrita peculiar e com aspectos que prendem o interlocutor do início ao fim. Escrevendo sobre a química do amor e perambulando por entre a lembrança (27), solidão (45), o sonhar, o desejar e as lembranças das químicas presentes nas tardes (43) dos lençóis de solidão (41).

Ao final da obra iremos conhecer algumas das anotações do autor que foram publicadas em um tipo de papel diferente para destacar das demais anotações. Estas por sua vez, estão impressas em papel cartão e demonstram toda essência que deu origem ao livro. 

Acervo Pessoal | Divulgação


A tua casa não é mais como o primeiro dia na escola. Da rua todos já me conhecem, a não ser você que não me dá bola. Com uma mágoa reprimida, expressando uma fascinação. Eu fico em frente a tua casa, com poemas na mão. Mas na hora em que passas, as minhas lágrimas molham o chão, a poça forra a calçada, refletindo um céu azul de solidão (...) — pág. 45


A narrativa e toda construção dos versos presentes na obra fazem-na ter um sentido diferente de outros livros. Aqui, por sua vez, poderemos desfrutar não somente de poesias, mas de sentimentos transmitidos magistralmente nesta publicação.

Prolífico na arte do expressionismo e do "poetizar", Santana presenteia-nos com uma das narrativas mais cativantes dentro da literatura nacional. 

Realmente um livro para se levar para todos os lugares. Indicado para todo e qualquer leitor amante/fã de uma boas doses garrafais de poesia. 

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