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[ENTREVISTA] Hellen Flávia, autora de "Gravidade"

Facebook | Divulgação

1 — Olá Hellen. Seja muito bem vinda ao PECAN (Projeto de Entrevistas Com Autores Nacionais). Para que possamos dar início a nossa entrevista, favor, fale-nos um pouco sobre você. Como nasceu sua paixão pela escrita?

Bom, tenho 22 anos e  moro no interior do Pará, escrevo desde os 17 anos, claro, após ser uma leitora assídua das ficções adolescentes. Me apaixonei pela ideia de criar meu próprio mundo.

2 — Quais são suas principais inspriações literárias (autores/obras) ?

Nunca me prendi muito em inspirações especificas. Mas, existem obras que realmente me surpreenderam por serem muito criativas e originais. Gosto do Pedro Bandeira, Stephenie Meyer e as autoras do meu nacional favorito (Sangue de Lobo), Rosana Rios e Helena Gomes.

3 — Você já criou algum personagem baseando-se em alguém que você conhece na vida real?

Sempre. (rs) A maioria dos meus personagens têm a personalidade baseada na dos meus amigos. Isso facilita a criação do personagem e é divertido quando os amigos tentam descobrir “quem é quem”. 

4 — Qual a maior dificuldade que um autor encontra durante o processo de escrita? A criação de personagens, diálogos ou sequência para algum acontecimento? Qual a parte mais complicada?

Para mim, a sequência dos acontecimentos pode ser bem complicada, pois, se for malfeita, pode deixar a história sem sentido e com furos. Isso pode passar despercebido aos olhos do autor, porque temos a história decorada, e não sentimos falta de nenhum detalhe, mas esses detalhes podem ser sentidos pelos leitores.

"Gravidade" e "Quem de nós dois" | Foto: Hellen Flávia | Divulgação

5 — Ficção futurista e romance são dois gêneros bem diferentes. Qual descobriu que você possuía aptdão para escrever os dois gêneros?

Ficção sempre foi meu gênero favorito, desde apenas leitora, eu preferia os universos distópicos e a super tecnologia. Não foi difícil para mim escrever algo desse tema, sempre assisti muitos filmes da Marvel e DC Comics, por exemplo, e com uma pitada de imaginação pude ir bem longe. Já o romance foi meio que um desafio, escrever sobre o cotidiano, sem que nada de anormal pudesse acontecer foi estranho, mas, já recebi o feedback de alguns leitores, e parece que consegui me virar bem.

6 — Quais são seus planos para o ano de 2017?

Posso dizer que no início do ano, meus planos eram bem grandes. Eu pretendia participar da Bienal, expandir os horizontes, mas hoje, depois da segunda meta realizada (que era publicar o livro novo), eu só quero terminar o ano bem.

7 — O que os leitores que estão conhecendo você agora devem esperar de sua escrita? Qual de seus livros você aconselha que conheçam primeiro?

Esses leitores devem esperar dos meus livros uma leitura leve e dinâmica, minha narrativa é bem simples, gosto de passar a sensação de que o personagem está conversando realmente com o leitor. Quanto à indicação, aconselho que iniciem pelo gênero que mais gostam, isso é muito pessoal de cada um.

8 — Você acha possível que um autor crie uma história cem por cento autêntica, livre de inspirações?

Nossa, difícil essa. Creio que provavelmente não seja possível, talvez daqui há alguns anos, quando o mundo tiver outra visão sobre as coisas... Mas hoje, a sensação que temos, é que todos os temas já foram discutidos, ets, vampiros, lobos, bruxas... O que ainda podemos – e devemos – fazer, é deixar a história o mais original possível. Quando falo nisso, cito um livro que causou discórdia justamente pela autenticidade, Crepúsculo! Muitos dizem que é ridículo um vampiro brilhar ao sol e etc, mas eu acho genial, fugir do padrão de queimar e virar pó ou temer alho e água benta, e os lobos então, que não são afetados pela lua cheia... Eu acho muito criativo. Eu por exemplo, tratei do tema Mutação Genética, e tentei ao máximo criar ‘poderes’ diferentes. Aconteceu de eu criar um ‘dom’ para um personagem e pensar “não existe nenhum personagem com esse poder”, e meses depois assistir a um filme onde há sim um personagem com algo parecido.
Mas, qual é, são 7 bilhões de pessoas no mundo, é ousadia achar que ninguém pensou no mesmo que você.
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9 — Quando você iniciou no mundo da escrita? Quando foi que você decidiu que queria escrever livros?

A ideia inicial surgiu pelo convite de uma amiga, para escrevermos juntas. A parceria não deu certo e eu realmente não pensei em tentar sozinha, até que li algo como “Escreva o livro que você quer ler”, daí em diante eu peguei papel e caneta, e aqui estou eu.

10 — Se você pudesse citar cinco de seus livros favoritos para que outras pessoas conheçam, quais seriam?

Difícil escolher apenas 5, mas os que mais me marcaram desde a adolescência foram:

Sangue de Lobo – Rosana Rios e Helena Gomes
A Droga da obediência – Pedro Bandeira
Reiniciados -  Teri Terry
Sussurro -  Becca Fitzpatrick
A Noite dos Tempos - Renè Barjavel

11 — Obrigado por sua participação Hellen. Desejamos todo sucesso do mundo em sua carreira.
Fico grata. Muito obrigada por abrir espaço para mim e minhas obras.

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