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Bent: A perseguição aos homossexuais durante a segunda guerra mundial

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Somente uma classe de pessoas foram tão perseguidas quanto os judeus durante a Segunda Guerra Mundial: Os homossexuais.  Durante a segunda guerra mundial homossexuais e judeus foram igualmente perseguidos, capturados, torturados e mortos. Essas duas classes de pessoas eram catalogadas e separadas utilizando métodos heterodoxos de divisão: Judeus eram separados de acordo com a religião, profissão e até mesmo sua sexualidade, enquanto por outro lado, homens e mulheres homossexuais eram catalogados por religião, sexualidade e encargo social (cargo exercido pelo individuo dentro do âmbito social). Aqueles que se encaixavam dentro do grupo dos homossexuais recebiam uma triângulo rosa — posteriormente fixada ao peito — que era para lembra-los de sua "impureza", e separa-los dos demais, afinal, o tratamento seria completamente "diferenciado". 

A homossexualidade não era (e não é) bem aceita durante o regime nazista, o que ocasionou a prisão e morte de milhões de homens e mulheres homossexuais, e eles nem precisavam ser judeus para tal. Era impuro e pecaminoso ser homossexual, exceto para os oficiais que abusavam sexualmente destes homens e mulheres em troca de um fardo "mais leve". Agressão verbal parecia ser uma alternativa tentadora se levarmos em consideração o abuso, à agressão física e a humilhação durante o período de cárcere e exploração. 

Em 1995 um roteirista chamado Martin Shermann teve uma iniciativa incrível: Mostrar para todos o lado da moeda que ninguém havia visto ainda, e isso transformou-se no roteiro de "Bent" — originalmente o roteiro foi criado para uma peça teatral, somente um tempo depois optaram por lançar um filme baseado na escrita de Shermann —, que foi filmado e lançado nos EUA nos anos de 1996 e subsequentemente no ano seguinte no Brasil.

Dirigido por Sean Mathias, o filme recebeu diversas críticas negativas a seu respeito, a primeira delas com relação a forma com a qual o roteirista descreve o universo LGBT de forma exagerada, como se todos fossem extremamente "purpurinados" e femininos, levando aquela falsa visão de que o mundo dos homossexuais não é nada mais, nada menos, que pura perversão sexual e perda de valores morais. O filme conta com a participação do icônico Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, que no filme é retratado na figura de um travesti que faz parte de uma companhia de teatro, música e dança exclusivo para homossexuais.

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A alma do filme é repleta de entrelinhas e boas intenções, mas os exageros nos detalhes fizeram com que um pouco de toda a mensagem de dor e sofrimento se perdesse em meio à tanto exagero. O filme percorre entre sátira, documentário e drama. 




O ápice do filme é a história de seu personagem principal Max. Max é um dos vários personagens que constituem um grupo de teatro. Com uma vida sexualmente ativa, ele busca apenas o prazer e a realização pessoal, não se importando muito com a consequência de suas escolhas, ou melhor, não se importando em analisar as alternativas. Max vive em uma casa próxima ao teatro com um colega de quarto que o ama intensamente — porém, ele se quer sabe o nome do companheiro de quarto —. Após envolver-se sexualmente com um cara que estaria ligado diretamente a gestapo e um general da SS, uma ordem de busca e apreensão foi dada a todos os homossexuais, isso fez com que Max e alguns amigos fossem obrigados a fugir para tentar sobreviver, porém, isso acaba dando meio errado e tudo começa a sair do controle.

A partir do momento da captura de Max, iremos acompanhar toda sua trajetória e massacre que incia-se dentro do trem que o leva para um campo de concentração. Max acaba conhecendo um novo homem dentro do campo de extermínio, onde apaixona-se e começa a entender o verdadeiro sentido do amor e do afeto. A história é realmente extremamente sofrida, e conta detalhes de um universo do qual sempre iremos nos por a questionar: onde fica a humanidade?

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