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[RESENHA #192] Um pai de cinema, de Antonio Skármeta

Capa Oficial do livro "Um pai de cinema" | Editora Record 

Talvez o título desta obra seja uma alusão ao meu sentimento de estado de espírito, então, ao invés de chama-lo de "um pai de cinema", iremos chama-lo de "o livro que mudou a minha vida". Em agosto eu tive o prazer imensurável de conhecer a história do jovem Jacques. Jacques é professor na aldeia de Contulmo, no Chile. Seu pai, um jovem forasteiro francês, que abandonou o filho e a esposa. Um dia, ao visitar a cidade vizinha para ir à primeira vez a um bordel, Jacques tem uma grande surpresa, e a explicação de tudo pode estar muito perto dele.  

Jacques trabalha como professor em uma Aldeia chamada Contulmo, uma aldeia um pouco menor que a vizinha Traiguén. Os dias passam de forma vagarosa nesta história, fato este, que ajuda-nos a entender um pouco melhor a vida de Jacques e de sua mãe. 

Minha aldeia se chama Contulmo, e é menor que a vizinha Traiguén. Antes de ir para capital a fim de obter o diploma de professor, terminei o secundário em Angol, uma aldeia pouco maior do que Traiguén. Ali sofri uma anemia aguda, que os médicos trataram me receitando Emulsão Scott, de óleo de fígado de bacalhau, e injtando tonificantes em meus braços. p. 13

"Um pai de cinema", foi um livro escrito pelo autor chileno Antonio Skarmeta, que inspirou o filme "O filme da minha vida", dirigido por Selton Melo. Embora o filme seja inspirado na obra do autor chileno, podemos notar algumas pequenas diferenças, como a ordem cronológica dos fatos  (abandono do pai, retorno, personagens terciários e etc).

Uma história breve para quem tem sede de inspiração. A história de Jacques é contada de forma minuciosa. Aqui, iremos adentrar seus sentimentos, compreender seu passado e sentir suas dores, mágoas e angustias. Iremos viajar no imaginário de Skarmeta e descobrir um pouco mais sobre vida a vida de Jacques na aldeia, o primeiro amor, a saudade que toma conta da mãe, o passado que volta e meia reabre novas feridas, a descoberta do primeiro amor, sexualidade e o aflorar dos sentimentos e instintos que só quem já foi abandonado é capaz de compreender.




Capa Oficial do livro "Um pai de cinema" | Editora Record 

O desenvolver da história é uma experiência mágica de fatos e acontecimentos que mesclam o aflorar de Jacques por sua mãe e pela vida.

Ao finalizar a leitura poderemos chegar a dois vereditos: 

1.      A escrita de Antonio Skármeta é tão pura, doce e singela, que esta novela/história torna-se algo quase palpável. A experiência com a leitura flui perfeitamente, poderemos observar sob uma nova ótica a vida de Jacques, e compreendermos todas as suas dificuldades internas com relação ao passado. Um livro para quem deseja aprofundar-se nas questões do coração, da vida e dos sentimentos. Conclui-se por meio desta obra, que o livro é sem sombra de dúvidas digno de um roteiro. 
2.    Esta obra não é para qualquer pessoa. A obra de Skármeta remete muito às questões ligadas ao coração e ao pensar e observar para agir. Jacques é o reflexo de uma pessoa que vive constantemente no âmbito social, mas encontra-se deslocado quando seu passado vem a tona, isso causa um misto de tristeza com alegria e uma sensação que só quem lê pode compactuar.



O FILME QUE ORIGINOU-SE DA OBRA:




O jovem Tony (Johnny Massaro) decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas (Vincent Cassel), seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.


O foco do roteiro está nas relações desenvolvidas entre o protagonista com diferentes personagens. A prostituta Camélia (Martha Nowill), as irmãs Luna (Bruna Linzmeyer) e Petra (Bia Arantes), pelas quais Tony se apaixona, Paco, que por um tempo parece ser uma espécie de nova figura paterna, interpretado pelo próprio Selton Mello, e principalmente: com seu pai, Nicolas, encenado pelo ator francês Vincent Cassel, que recentemente se mudou para o Brasil (perfeito para o papel de um europeu voltando a seu país de origem, não?). O enredo se inicia como um drama sobre os sentimentos de um jovem em relação a um pai que o abandonou, e depois mostra-se a história de um garoto se tornando um homem. Enquanto Tony aparece em quase todas as cenas, ele começa silencioso e quase melancólico, mas aos poucos ganha iniciativa e se transforma em alguém independente, confiante, maduro. (CONTINUE LENDO SOBRE O FILME +)

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