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20 escritoras extraordinárias para o dia 08/03 (e também para o resto da vida)

Editora Companhia das Letras indica: 20 escritoras extraordinárias para se apaixonar e levar para vida toda.

quinta-feira, março 08, 2018

/ by Vitor Lima
Foto: Blog da Companhia | DIVULGAÇÃO

8 de março é um dia para celebrarmos as conquistas políticas, econômicas e sociais das mulheres que, ao longo dos anos, lutaram por seus direitos e espaços. Na literatura, temos autoras notáveis que empoderaram a si e a muitas outras mulheres no mundo, e merecem todas as homenagens. Mais ainda: merecem ser lidas e reconhecidas o ano todo para que inspirem uma nova geração de escritoras, de cineastas, de cientistas, de executivas, enfim, de mulheres talentosas que podem ser o que quiserem. Pensando nisso, selecionamos vinte escritoras extraordinárias, clássicas e contemporâneas, brasileiras e estrangeiras, de ficção, poesia e não ficção, que inspiram e mostram que a literatura feita por mulheres é universal. Confira!

1.    Hilda Hilst

Foto: Prêmio São Paulo de Literatura  | Divulgação

Homenageada da Flip deste ano, Hilda Hilst é a autora para conhecer em 2018. Nascida em Jaú (SP) em 1930, formou-se em Direito pela USP e, aos 35 anos de idade, mudou-se para a chácara Casa do Sol, próxima a Campinas - onde hoje fica a sede do Instituto Hilda Hilst. Lá, na companhia de dezenas de cachorros, ela se dedicou integralmente à criação literária, entre livros de poesia - onde mais se destacou -, ficção e peças de teatro, se tornando uma das vozes mais trangressoras da literatura brasileira. Em 2017, a Companhia das Letras lançou a coletânea Da poesia, que reuniu pela primeira vez sua obra poética completa. Em maio deste ano, será a vez de sua prosa ganhar uma coletânea, Da prosa. 


Foto: Portal Official Chimamanda Ngozi


Chimamanda Ngozi Adichie é uma das autoras mais celebradas atualmente. Nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977, e vive entre seu país natal e os Estados Unidos. Escreveu os romances Meio sol amarelo, que ganhou o National Book Critics Circle Award e o Orange Prize de ficção em 2007, Hibisco roxo, e Americanah, que será adaptado para a TV pelas atrizes Lupita Nyong'o e Danai Gurira. Além de grande romancista, Adichie ganhou grande notoriedade com seus ensaios sobre feminismo: Sejamos todos feministas (e-book gratuito para download), inspirado em sua palestra no TED, e Para educar crianças feministas, pequenos textos em que fala sobre igualdade de oportunidades para mulheres e homens. Em 2017, os contos da escritora ganharam pela primeira vez uma edição brasileira, reunidos em No seu pescoço. Sua obra, que aborda temas como imigração, racismo, família e feminismo, foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre elas a New Yorker e a Granta


Foto: A escotilha | Google Images

Rebecca Solnit é considerada criadora do termo mansplaining - quando um homem interrompe uma mulher para explicar alguma coisa que ela já sabe. Escritora, historiadora e ativista, tem dois livros publicados no Brasil: Os homens explicam tudo para mim (Editora Cultrix) e A mãe de todas as perguntas, lançado no ano passado pela Companhia das Letras. Neste livro, ela parte das ideias centrais de maternidade e silenciamento feminino para tecer comentários indispensáveis sobre diferentes temas do feminismo: misoginia, violência contra a mulher, fragilidade masculina, o histórico recente de piadas sobre estupro e outros mais. Ao todo, Solnit escreveu mais de quinze livros sobre feminismo, história indígena e ocidental, poder popular, mudança social e insurreição, entre outros temas contemporâneos. Nascida e criada na Califórnia, é colunista da revista Harper’s e colaboradora do jornal The Guardian.


Foto: Paroqui | Google Images | Divulgação

Lilia Moritz Schwarcz é antropóloga e historiadora, e leitura obrigatória para qualquer pessoa que se interessa pela História do nosso país e questões da sociedade (seja do passado ou atual). É professora titular no Departamento de Antropologia da USP, Global scholar na Universidade de Princeton (EUA) e curadora adjunta do Masp. Autora premiada, ganhou o prêmio Jabuti de Livro do Ano em 1999 com As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. Dirigiu a coleção História do Brasil Nação em seis volumes, lançados pela Objetiva/ Fundação Mapfre, sendo três deles indicados para o Jabuti. Sua bibliografia não para de crescer: além de obras como O espetáculo das raçasO Sol do BrasilNem preto nem branco, muito pelo contrário, entre outras, escreveu com a historiadora Heloisa M. Starling o livro Brasil: Uma biografia, onde traçam um retrato de corpo inteiro do país, mostrando como o longo processo de embates e avanços sociais inconclusos definiram o Brasil. Em 2017, publicou a monumental biografia Lima Barreto: Triste visionário, resultado de mais de dez anos de pesquisa sobre a vida e a obra do autor de Policarpo Quaresma. Atualmente, Lilia Moritz Schwarcz também mantém uma coluna semanal no site Nexo. 


Foto: blog do "IMS" | Google images | Divulgação

Poeta, jornalista, tradutora e crítica literária: Ana Cristina Cesar nos deixou um grande legado com seus escritos. Nascida no Rio de Janeiro em 1952, tornou-se uma das mais importantes representantes da poesia marginal que florescia na década de 1970. Em sua obra, conjugava a prosa e a poesia, o pop e a alta literatura, o íntimo e o universal, o masculino e o feminino - pois a mulher moderna e liberta, capaz de falar abertamente de seu corpo e de sua sexualidade, derramava-se numa delicadeza que podia conflitar, na visão dos desavisados, com o feminismo enérgico, característico da época. Em 2013, seus poemas estrearam na Companhia das Letras no volume Poética, que reuniu toda a sua produção de poesia, publicada em livros como Cenas de abrilCorrespondência completaLuvas de pelica A teus pés - além de poemas inéditos e dispersos. Em 2016, ano em que foi homenageada na Flip, lançamos Crítica e tradução, volume que reune textos, artigos e ensaios de Ana sobre poesia, ficção e cinema. 


Foto: Youtube | Reprodução

Se falamos de Ana Cristina Cesar e Hilda Hilst, que foram tão importantes em falar do feminino em seus poemas e prosa, não podemos esquecer de Angélica Freitas, uma vozes mais destacadas da poesia atual. Seu primeiro livro, Rilke Shake, foi lançado em 2007 - e deverá ganhar uma nova edição ainda em 2018 pela coleção Poesia de Bolso. Já sua coletânea mais conhecida, Um útero é do tamanho de um punho, publicada originalmente em 2012, foi relançada no ano passado pela Companhia das Letras. Neste livro, Freitas reúne poemas escritos a partir de um tema central: a mulher. A autora subverte as imagens absolutamente gastas do que se espera do gênero feminino, anunciadas em capas de revistas e em vitrines de lojas de departamentos, e joga luz - com inteligência, sagacidade e senso de humor aguçado - sobre o nosso tempo.


Foto: Portal Cinéfilos | Google Images

Virginia Woolf não poderia ficar de fora da nossa seleção. Foi um dos maiores nomes do romance modernista e uma de suas vozes femininas pioneiras, que influenciou escritores em diversos países graças a livros como Ao farolAs ondas e Orlando. Esteve à frente, com o marido Leonard, do círculo intelectual que viria a ser conhecido como Grupo de Bloomsbury, do qual fizeram parte, entre outros, o economista Keynes e o filósofo e matemático Bertrand Russell. Da autora, o selo Penguin-Companhia publicou dois livros: Orlando, considerado seu romance mais popular, e Mrs. Dalloway, grande marco do romance modernista, pioneiro na exploração do inconsciente humano por meio do fluxo de consciência de suas personagens. Virginia Woolf é uma autora clássica que não pode faltar na sua estante. 


Foto: sineadgleeson | Google Images

A romancista e jornalista britânica Caitlin Moran é uma autora para agradar a quem gosta de ficção e não ficção. Em 2012, o selo Paralela publicou no Brasil Como ser mulher, um divertido manifesto feminista onde Moran relata suas experiências como mulher, da infância até a vida adulta, e discute temas importantes para a mulher moderna, mostrando que nunca houve época melhor para ser mulher, mas ainda temos muitos desafios a ser enfrentados. Três anos depois, a Companhia das Letras lançou Do que é feita uma garota, uma espécie de "romance de formação" de uma adolescente britânica lidando com sua família, as desecobertas sexuais e também as descobertas do que é ser mulher. Com seu humor, Caitlin Moran consegue falar de forma leve sobre temas tão difíceis, às vezes, de abordar. 


Foto: prhspeakers | Google Images | DIVULGAÇÃO

As personagens de E. Lockhart são garotas que todas as meninas e mulheres deveriam conhecer. Em seu primeiro livro publicado pela Seguinte, O histórico infame de Frankie Landau-Banks, conhecemos a história de uma garota que não se conforma em ficar de fora de uma sociedade secreta formada só por garotos. Enquanto fala sobre mudanças no corpo, amizade e amor, Lockhart também levanta discussões sobre gênero e poder. Uma daquelas histórias para mostrar que as mulheres (meninas, adolescentes e adultas) são capazes de fazer o que quiserem. Da autora, a Seguinte também publicou Mentirosos, um suspense moderno e sofisticado narrado por Cadence, uma garota que sofreu um misterioso acidente e deve tentar recuperar as memórias para entender o que aconteceu com ela e sua família. E, por último, Fraude legítima, onde uma série de mortes e eventos estranhos deixa todos em dúvida sobre o que duas garotas são capazes de fazer.


Foto por: Blog do "IMS" | Google Images

Com quinze obras lançadas pela Companhia das Letras, como os livros As meninas Antes do baile verde, Lygia Fagundes Telles é considerada pela crítica - e pelos leitores - uma das mais importantes escritoras brasileiras. Nascida em 1923, em São Paulo, Lygia começou a publicar ainda na adolescência, com o livro de contos Porão e sobrado (1938). Antes de se dedicar exclusivamente à literatura, estudou direito e educação física. Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e em 2005 recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa. Sua obra aborda temas clássicos e universais como a morte, o amor, o medo e a loucura. Leitura mais que recomendada para todos. 

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