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[RESENHA #228] Cartas secretas jamais enviadas, de Emily Trunko

Você já desejou poder voltar no tempo e dar conselhos para si mesmo? Já quis ter coragem de falar como é forte o amor que sente por alguém? Alguma vez já se perguntou por que uma pessoa importante na sua vida parou de falar com você?

sexta-feira, março 16, 2018

/ by Vitor Lima
Foto: Acervo Pessoal | Livro cedido em parceria com o Grupo Companhia das Letras. 


TRUNKO, Emily
. Cartas secretas jamais enviadas. Companhia das letras, 2018.

Uma coletânea de cartas que reúne segredos, confissões, alegrias e dores que nunca chegaram a seus destinatários.
Você já desejou poder voltar no tempo e dar conselhos para si mesmo? Já quis ter coragem de falar como é forte o amor que sente por alguém? Alguma vez já se perguntou por que uma pessoa importante na sua vida parou de falar com você?

A partir de contribuições anônimas, Emily Trunko reuniu nesta coletânea cartas que revelam segredos profundos de quem as escreveu. Afinal, muitas vezes o único jeito de lidar com nossos sentimentos mais intensos — seja um amor incondicional ou uma perda irreparável — é botando tudo no papel. A leitura destas cartas nos permite mergulhar na vida de seus remetentes e, ao mesmo tempo, redescobrir nossa própria história e perceber que, mesmo nos piores momentos, não estamos sozinhos.
Foto: Acervo Pessoal | Livro cedido em parceria com o Grupo Companhia das Letras. 

Já sentiu necessidade de escrever seus sentimentos, vontades e emoções em uma carta somente para poder desabafar consigo mesmo? As vezes queremos contar para uma pessoa o quanto a amamos, queremos bem ou admiramos, porém, nos falta coragem, e é no meio desta coragem que nasce a necessidade de guardar para si mesmo seus sentimentos, palavras e ações, estes por sua vez acabam indo parar no papel em cartas imaginadas e escritas que jamais chegarão aos seus destinatários.

Emily Trunk, organizadora deste livro, criou um blog para expor seus sentimentos e escrever cartas das quais jamais se atreveria a entregar. Estas cartas começaram a ser lidas por milhares de pessoas e compartilhadas outras milhares de vezes. Após um curto período de tempo, seu blog “Dear my blank”, começou a receber infinitos e-mails, cartas e mensagens com manuscritos de seus seguidores, escritos estes, que jamais poderiam ser entregues. Pelos mais diversos motivos, cada carta que compõe este livro é um pedacinho de cada um de nós, afinal, todos nós já sentimos como se o mundo estivesse perto de acabar, tomado pelo medo, insegurança, ou simplesmente agradecidos.

É claro que é muito mais fácil ignorar uma situação e coloca-la no passado, do que enfrenta-la. A forma como a autora trabalhou este livro o deixou ainda mais interessante de se ler, existe uma repartição que separa as cartas por tópicos: cartas de agradecimento, adeus, cartas para si próprio, cartas para amigos e claro, cartas de despedidas/Adeus.

Foto: Acervo Pessoal | Livro cedido em parceria com o Grupo Companhia das Letras. 

E talvez uma das cartas mais lindas, profundas e arrebatadoras para mim estão bem na abertura do livro, uma das primeiras, uma carta onde a locutora escreve para o mundo de uma forma generalizada, tentando a explicar sua real essencial com a qual age e pensa:

QUERIDO MUNDO,

“Não sou uma pessoa quieta porque tenho vergonha. Sou uma pessoa quieta porque milhares de pensamentos ficam girando na minha cabeça o tempo todo. E estou sempre examinando cada um deles, lembrando dos bons e lutando contra os ruins. Penso demais. Sou assim. Por favor, tenha paciência comigo. Juro que quero falar com você. Só preciso de um tempinho para colocar meus pensamentos em ordem.”  

Com amor,

EU

A narrativa deste livro é densa e tensa ao mesmo tempo. Os interlocutores — que são os vários leitores do blog “Dear my blank” — possuem escritas agridoces, onde nós como leitores e receptores das mensagens e dos sentimentos, sentimos sem muita saída, sem reação, sem como refletir ou digerir, talvez a única coisa que nos reste ao final de cada carta/arrependimento é sentir um soco no estômago.

Um livro que com toda e absoluta certeza carrega uma identidade muito grande e gritante dentro de cada página. Muitas histórias, diversos sentimentos e muita confusão a ser resolvida dentro de cada um de nós, sobretudo, de nós quando nos colocamos no lugar dos autores destas cartas.

O livro foi publicado originalmente no ano de 2017, ganhando uma republicação por parte da Editora Seguinte, selo pertencente ao Grupo Companhia das Letras.

FICHA TÉCNICA


Título original: DEAR MY BLANK
Tradução: Fabricio Waltrick
Capa: Ale Kalko
Páginas: 200
Formato: 16.00 X 21.60 cm
Peso: 0.457 kg
Acabamento: Capa dura
Lançamento: 28/02/2018
ISBN: 9788555340642
Selo: Seguinte

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