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+10 livros biográficos para se apaixonar

sexta-feira, abril 27, 2018

/ by Vitor Lima


Quem foi que disse que uma pessoa só não faz história? Sempre existiu e sempre existirá o dilema entre iniciar uma ação revolucionária ou simplesmente participar de uma. Diversas pessoas contribuíram para que no mundo tivesse as ações, pensamentos, leis e conceitos que existem hoje. O mundo foi transformado pela decisão de outras pessoas em querer o melhor para si e para o outro. Você se lembra das conquistas, mas será que se lembra quem está por trás de cada feito histórico? Confira agora quatorze livros biográficos inesquecíveis para se apaixonar e levar para vida.

EU SOU MALALA
YOUSAFZAI, Malala. Eu sou Malala. Companhia das Letras, 2013.
Foto: Explosive Box | Google Images | Divulgação

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.

Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. 

O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. 

Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

O DIÁRIO DE ANNE FRANK
FRANK, Anne. Diário de Anne Frank. Record, 2008

Foto: Nilt.Pt | Google Images

O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.
Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tronou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.

FRIDA
HERRERA, Hayden. Frida. Biblioteca Azul, 2011

Foto: Culturize-se | Google Images | Divulgação

Todo mundo conhece Frida Kahlo, cuja imagem, de olhar complexo sob sobrancelhas espessas, cabelos negros e roupas coloridas, é quase tão difundida quanto a de Che Guevara. Todo mundo sabe que sofreu um gravíssimo acidente na juventude, que foi casada com o grande muralista Diego Rivera, e que foi amante de Leon Trotsky. Todo mundo sabe que tinha ideias radicais em política e hábitos modernos na vida, que pintava de modo radicalmente pessoal, e que teve uma existência tão tumultuada quanto o século XX em que viveu. O que poucos sabem é que tudo o que quase todo mundo sabe sobre Frida Kahlo está longe de resumir sua vida, ou de revelar a mulher por trás do ícone da arte latino-americana moderna.

Finalmente traduzida para o português, Frida – a biografia foi um dos grandes impulsionadores do revival da artista nos Estados Unidos e em todo o mundo a partir de 1983. Como sintetizou a crítica, “Por meio de sua arte, Kahlo fez de si mesma uma artista e um ícone; por meio desta biografia, ganhou também dimensão humana”. Escrito por Hayden Herrera, reconhecida historiadora da arte, o livro traz, além da intimidade da história de Frida, detalhadas descrições e interpretações dos quadros de Kahlo, escritas com o rigor e a acuidade de uma especialista, mas também com a clareza, a fluidez e a sedução de uma amante dessa arte.


Frida Kahlo foi uma pessoa extraordinária que viveu em tempos agitados. Cresceu em plena Revolução Mexicana e morreu no início da Guerra Fria, foi contemporânea de todas as vanguardas da primeira metade do século XX e conviveu com grandes nomes da política, da arte e da literatura. Frida destacou-se entre os artistas deste período ao abraçar as constantes transformações do atribulado século XX e inseri-las mais do que em sua obra, em sua vida.

A personagem que ela criou para si mesma, e encarnou à perfeição, gerou dois grandes efeitos: tornou sua pessoa mais famosa que sua obra, e fez com que sua história, na intimidade dos detalhes, dos fatos e dos afetos, fosse pouco conhecida. Se sua pintura é hoje admirada e respeitada em todo o mundo, a própria Frida Kahlo é descoberta por inteiro nesta biografia.

LIMA BARRETO, TRISTE VISIONÁRIO.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Lima Barreto, triste visionário. Companhia das Letras, 2017.

Foto: UFSC | Google Images | Divulgação

Em monumental biografia de Lima Barreto, Lilia Moritz Schwarcz investiga as origens, a trajetória e o destino do escritor carioca sob a ótica racial no Rio de Janeiro da Primeira República.

Durante mais de dez anos, Lilia Moritz Schwarcz mergulhou na obra de Afonso Henriques de Lima Barreto, com seu afiado olhar de antropóloga e historiadora, para realizar um perfil biográfico que abrangesse o corpo, a alma e os livros do escritor de Todos os Santos. Esta, que é a mais completa biografia de Lima Barreto desde o trabalho pioneiro de Francisco de Assis Barbosa, lançado em 1952, resulta da apaixonada intimidade de Schwarcz com o criador de Policarpo Quaresma — e de um olhar aguçado que busca compreender a trajetória do biografado a partir da questão racial, ainda pouco discutida nos trabalhos sobre sua vida. Abarcando a íntegra dos livros e publicações na imprensa, além dos diários e de outros papéis pessoais de Lima Barreto, muitos deles inéditos, a autora equilibra o rigor interpretativo demonstrado em Brasil: Uma biografia e As barbas do imperador com uma rara sensibilidade para as sutilezas que temperam as relações entre contexto biográfico e criação literária. Escritor militante, como ele mesmo se definia, Lima Barreto professou ideias políticas e sociais à frente de seu tempo, com críticas contundentes ao racismo (que sentiu na própria pele) e outras mazelas crônicas da sociedade brasileira.

Generosamente ilustrado com fotografias, manuscritos e outros documentos originais, Lima Barreto: Triste visionáriopresta um tributo essencial a um dos maiores prosadores da língua portuguesa de todos os tempos, ainda moderno quase um século depois de seu triste fim na pobreza, na doença e no esquecimento.


A AUTOBIOGRAFIA DE MARTIN LUTHER KING
CARSON, clayborne. A autobiografia de Martin Luther King. Zahar. 2014.
Foto: Controvérsia | Google Images | Divulgação

A voz única e incomparável de Martin Luther King em suas próprias palavras.

Um dos maiores símbolos da luta por igualdade, justiça e paz da humanidade, Martin Luther King liderou uma revolução que mudou os Estados Unidos e influenciou o mundo inteiro. Por sua política de resistência e transformação social através da não violência tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Com base em arquivo inédito de textos autobiográficos do próprio King, incluindo cartas e diários não publicados, assim como filmes e gravações, Clayborne Carson - historiador da Universidade Stanford e diretor do Martin Luther King Jr. Research and Education Institute - cria um inesquecível retrato em primeira pessoa do grande líder.

"Valioso e inestimável. King era eloquente e refinado de forma consistente, um mestre da palavra e do efeito, dono de uma voz inconfundível e verdadeira." The New York Times Book Review

"Um feito excepcional. Ilumina os fundamentos intelectuais da coragem de King." The New Yorker

"Temos uma dívida com Carson por nos entregar King por inteiro." The Times

UMA VIDA SEM LIMITES
VUJICIC, Nicholas James. Uma vida sem Limites. Novo Conceito, 2011.

Foto: DreamCatcher | Google Images | Divulgação

“Por muito tempo me perguntei se haveria no mundo alguém como eu, e se haveria outro propósito para a minha vida além de dor e humilhação.” Nascido sem os braços e sem as pernas, Nick Vujicic superou sua deficiência para viver uma vida plena e cheia de realizações, tornando-se um exemplo para todas as pessoas que buscam a verdadeira felicidade. Hoje, um palestrante motivacional internacionalmente conhecido, Nick divulga sua mensagem central: o objetivo mais importante para qualquer pessoa é encontrar seu propósito na vida, a despeito de quaisquer dificuldades que apareçam pelo caminho. Nick conta a história de sua deficiência física e da batalha emocional que travou para conviver com isso na infância, adolescência e vida adulta. Compartilha com o leitor a força de sua fé e explica que, depois que encontrou seu senso de propósito – inspirar as pessoas a melhorar sua vida e o mundo –, achou confiança para construir uma vida produtiva e sem limites. Nick encoraja o leitor mostrando como aprendeu a aceitar o imponderável e se concentrar em suas habilidades possíveis.

SILVIO SANTOS A BIOGRAFIA
BATISTA, Marcia. Silvio Santos a biografia. Universo dos Livros. 2017.

Foto: Tumbhor | Google Images | Divulgação

Como o homem de uma família judia, levada diversas vezes ao exílio, poderia construir um império no Brasil? Como um camelô venceu tantas adversidades para tornar-se um dos empresários mais ricos do país?Não à toa, esse homem desenvolveria negócios voltados às classes mais populares no Brasil e se tornaria sinônimo da história da televisão brasileira.

Seu nome é Senor Abravanel, mais conhecido como Silvio Santos. Sua característica mais marcante é a generosidade, eternizada no famoso bordão “quem quer dinheiro?”. A boa índole de Silvio Santos, inclusive, é uma faceta de sua personalidade, a qual dez em cada dez de seus funcionários faz questão de ressaltar. 

Compreendendo os 86 anos da figura icônica que impactou a história e a rotina de milhões de brasileiros, este livro revela, inclusive por meio de relatos e documentos exclusivos, as conquistas e dificuldades que Silvio enfrentou para ser a unanimidade que é hoje: o lado família, o apresentador, o gestor de negócios, o descobridor de talentos, como se deram seus insights de empreendedor, além de inúmeras passagens impressionantes de uma trajetória riquíssima e encorajadora. 

Entre erros e acertos, recordes de audiência e insucessos, Senhor Abravanel construiria um império que, somente com o SBT, já chegou a faturar mais de um bilhão de reais. Assertivo em suas decisões, ele não teme falar o que pensa ou acreditar no que ninguém mais acredita – e tudo isso porque sua visão vai além do óbvio. Silvio Santos vem aí!

SAMARGO
LOPES, João Marques. Saramargo, 2010.

Foto: Colunas Tortas | Google Images | Divulgação

Esta é a primeira biografia de um dos escritores mais importantes da história da língua portuguesa. Através dela acompanhamos a vida de Jose Saramago, desde o seu nascimento na Aldeia da Azinhaga, Golegã, até à sua mudança para Lanzarote. E descobrimos toda a sua obra, desde as crônicas d´A Capital e do Jornal do Fundão, ate o mais recente livro, "Caim". “Jose Saramago decide dedicar-se à escrita ficcional aos 53 anos e, em 1980, lança Levantado do Chão, onde surge o que viria a ser conhecido como o estilo saramaguiano. O narrador” oraliza” a escrita como se estivesse de viva voz numa roda de comparsas e desrespeita ostensivamente as regras sintáticas e a pontuação.


CLARICE
MOSER, Benjamin. CLARICE, Cosac Naify. 2009.
Foto: Transamérica | Google Images | Divulgação

Este livro, lançado originalmente em 2009, deu aos brasileiros uma nova imagem de Clarice Lispector e consagrou sua obra no exterior. Se hoje Clarice é uma figura mítica das letras brasileiras - bela, misteriosa e brilhante -, sua vida foi recheada de percalços que a tornam mais complexa do que mostra a imagem oficial. Ao empreender uma síntese inédita entre vida e obra de uma autora clássica, Benjamin Moser deu uma contribuição de extrema importância para a cultura brasileira.

THE BEATLES, A BIOGRAFIA.
SPITZ, Bob. The Beatles. Larousse, 2007.
Foto: blog "Entre todas as coisas" | Google Images | Divulgação

Resultado de quase uma década de pesquisa e centenas de entrevistas inéditas, somadas à descoberta de inúmeros documentos nunca antes revelados, The Beatles, de Bob Spitz, é a biografia mais completa já escrita sobre a vida e a obra do quarteto fantástico de Liverpool. É o livro que todos os fãs esperavam: um relato abrangente, completo, tão brilhante, divertido e revelador como um disco dos próprios Beatles.

BOWIE
SPITZ, Marc. BOWIE. Benvirá, 2010.

Foto: NewYorker Post | Google Images | Divulgação

Uma biografia do astro de rock/pop inglês David Bowie, desde sua infância até a recente (e aparente) aposentadoria. O livro acompanha toda sua trajetória, com sua participação no cinema e pinceladas da carreira de outros artistas que tiveram importância na história de Bowie ou foram por ele influenciados (como Lou Reed e Rolling Stones). Além da música e do contexto de cada uma das fases do artista, o livro traz detalhes da vida pessoal de Bowie, marcada pela bissexualidade, o vício em cocaína e problemas cardíacos.

AMY WINEHOUSE
BURDEN, Chas Newkey. Amy Winehouse. Editora Globo, 2008.

Foto: Jornal Fatos e Pontos | Google Images

A cantora e compositora inglesa é uma das poucas unanimidades de público e crítica na história da música. Dia 14 de setembro de 2008, ela completará apenas 25 anos. Apesar da pouca idade, já produziu dois álbuns extremamente sofisticados – Frank e Back to Black. No primeiro, lançado em 2003, a predominância da sonoridade jazzística faz jus ao título em homenagem a Frank Sinatra. Já no segundo, de 2007, o jazz mistura-se ao soul e recebe vários prêmios, entre eles cinco categorias do Grammy. Além de ter fascinado os intelectuais da mídia especializada com seu estilo clássico, Amy vendeu milhões de discos no mundo inteiro e conquistou uma legião de fãs.

Apesar da voz impressionante e da musicalidade de altíssimo nível, a qualidade artística da cantora inglesa vem sendo ofuscada por problemas pessoais. Em 2007, escândalos, drogas, depressão e bulimia começaram a prejudicar sua performance nos palcos e despertaram o interesse dos tablóides. Depois de Britney Spears, Paris Hilton e Kate Moss, Amy Winehouse é a nova obsessão da imprensa. Um escândalo por dia, magreza, overdose. E quase esquecem da música de Amy Winehouse, uma arte que nunca foi menos do que fantástica. A biografia escrita pelo jornalista britânico Chas Newkey-Burden nos conta não só dos “pé na jaca” da cantora, mas também da época de anonimato, das influências e das escolas artísticas que a formaram.

CARMEN, uma biografia.
CASTRO, Ruy. CARMEN. Companhia das Letras, 2005.
Foto: MdeMulher | Google Images

Carmen, o novo livro de Ruy Castro, é a maior biografia de um artista já publicada no Brasil. Ano a ano, o autor acompanha a vida da brasileira mais famosa do século XX - do nascimento da menina Maria do Carmo, numa aldeia em Portugal (e a vinda ao Rio de Janeiro, em 1909, com dez meses de idade), à consagração brasileira e internacional de Carmen Miranda e sua morte em Beverly Hills, aos 46 anos, vítima da carreira meteórica e dos muitos soníferos e estimulantes que massacraram seu organismo em pouco tempo.

Mas Carmen não é apenas uma biografia. Enquanto entrelaça a intimidade e a vida pública da maior estrela do Brasil, Ruy Castro nos leva a um passeio pelo Rio dos anos 20 e 30, e por Nova York e Hollywood dos anos 40 e 50 - cenários em que é especialista. E ainda resgata a história da música popular brasileira, da praia, do Carnaval, da juventude do passado, da Rádio Mayrink Veiga, do Cassino da Urca, da Broadway, dos gângsters que dominavam os nightclubs americanos e dos bastidores dos estúdios de cinema - numa época em que para estrelas como Carmen, as noites não tinham fim.

TOLSTÓI
BARTLETT, Rosamund. TOLSTÓI. Biblioteca Azul, 2009.

Foto: Estante Virtual | Google Images | Divulgação

“Se o mundo pudesse escrever sua própria história, ele escreveria como Tolstói”, disse o jornalista e escritor russo Isaac Babel sobre um dos mais importantes nomes da literatura universal, Liev Tolstói, cuja vida é retratada por Rosamund Bartlett em Tolstói, a biografia, lançamento da Biblioteca Azul. Nascido em uma família aristocrática em 1828 e órfão de ambos os pais aos 8 anos de idade, Liev passou de um jovem impulsivo a grande escritor e até mesmo profeta. À época de sua morte, em novembro de 1910, era o homem mais famoso de toda Rússia.

Para além de debruçar-se sobre a concepção de seus grandes romances, como Guerra e paz (1869) e Anna Kariênina (1877), em Tolstói, a biografia, Bartlett destrincha os diferentes períodos da vida do escritor, mostrando sua vinculação com a sociedade russa e trazendo informações pouco conhecidas ou lembradas. Entre elas, histórias de antepassados pitorescos que seriam modelos de personagens de sua ficção, uma juventude marcada por amores e grandes prejuízos nos cassinos, sua preocupação com a educação dos russos (fundou escolas, estudou as teorias pedagógicas e organizou uma cartilha com a pretensão de que se tornasse a base da educação nacional) e até mesma uma campanha humanitária que organizou para combater a miséria causada pela seca na região de Samara, na estepe russa.

Liev Tolstói não foi um gigante só no campo literário – lembrando que foi contemporâneo de escritores como Dostoiévski, Turguéniev, Tchékhov, Dickens e Balzac –, foi um dos homens mais importantes da Rússia de seu tempo, em muitos momentos considerado um resumo e um modelo arquetípico do país. A presença de Tolstói na vida russa foi tão ostensiva que ele inspirou uma seita com milhares de seguidores, o tolstoísmo, uma espécie de cristianismo radical.

Tolstói, a biografia traz ainda, entre seus materiais complementares, uma cronologia, árvore genealógica das famílias de Tolstói e de Sônia Berhs (a esposa com quem teve um atribulado relacionamento), indicações de leituras complementares, iconografia e índice remissivo.

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