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[RESENHA #230] O gato preto, de Edgar Allan Poe

Confira um resumo/síntese do conto "gato preto" de Allan Poe. Alerta de spoilers!

segunda-feira, abril 23, 2018

/ by Vitor Lima

Allan Poe, Edgar. O gato preto. São Paulo: Melhoramentos. 2010

Allan Poe figura-se até nos dias atuais como um dos percussores do gênero literário ficção policial, embora seja mais conhecido por ser um dos autores que introduziram o gênero conto no mercado literário.  Após uma série de contos escritos, Poe lança uma escrita intrigante que abala o mercado editorial brasileiro e os fãs de conto: o gato preto. Você já ouviu falar que gato preto dá azar? Não se sabe ao certo como sucedeu tal fama, apenas que este animal tão inofensivo tornou-se estrela protagonista de um dos contos mais lidos de todos os tempos.

O gato preto narra à vida de um personagem que não se identifica, porém, fala-nos de forma onisciente de sua rotina e de sua história e relacionamento com animais de estimação. Tudo começou ainda na infância com uma mera apreciação por animais, mas foi na vida adulta após o casamento que figurou-se o chamado para um acontecimento jamais relatado. Ele cresceu, casou-se com uma belíssima mulher que mostrava-se muito carinhosa e apaixonada por animais, ela possuía tudo o que lhe faltava: amor, carinho, ternura e compreensão. Observando o amor do marido por animais, esta, decidiu encher a casa de toda espécie de bichos: macaco, cachorro, papagaio e o que mais a imaginação deixasse, só que algo faltou: parecia-lhe incompleto. Pensou, pensou, até que enfim decidiu adotar um gato, mas não um gato qualquer: um gato inteiramente preto, sem nenhuma pintinha branca, amarela, mancha, nem nada do tipo: era um belíssimo gato preto. Tudo fluía perfeitamente bem, o gato era imenso, extremamente carinhoso e o perseguia para todos os lados, e seu dono mostrava-se contente com tamanho retorno de afeto, uma vez que o gato era tratado muitíssimo bem.  

Em um dia qualquer, uma fúria sem precedentes sucumbia este homem. Ficou tão enraivecido que não sabia de onde procedia tanta raiva dentro de si. Enfureceu-se completamente com o gato e decidiu arrancar um de seus olhos. Não satisfeito com o ocorrido, optou em enforca-lo com muita força, de forma tal que seus olhos saltavam para fora, e o soltou com remorso em seguida. Não sabendo o que fazer observou o gato, este, parecia calmo, e mesmo sem um dos olhos conseguia se locomover sem dificuldades e não aparentava sentir dor. Na noite do ocorrido, o homem foi acordado aos gritos pela mulher: FOGO. Sua casa fora tomada por chamas que queimavam toda sua mobília, porém, com muita luta e dificuldade, ele e a mulher conseguiram escapar das chamas para fora do prédio. QUASE TUDO foi consumido pelas chamas, com exceção de uma parede de tabique — parede de madeira feita para separar cômodos de uma casa. Após o acontecimento o narrador decide voltar aos restos de sua antiga moradia e se averiguar aquela única parede que havia sobrado. Ali, havia uma parede intacta completamente negra consumida pelas chamas e com um relevo esbranquecido. Só que havia algo mais: um gato desenhado com uma precisão incrível. Um gato preto com uma corda em volta do pescoço.



Mal vi a aparição, pois nem podia pensar que doutra coisa se tratasse, o meu assombro e o meu terror foram imensos. Por fim, a reflexão veio em meu auxílio. Lembrei-me que o gato fora enforcado num jardim junto à casa. Após o alarme de incêndio, O dito jardim fora imediatamente invadido pela multidão e por alguém que deve ter cortado a corda do gato e o deve ter lançado para dentro do meu quarto, por uma janela aberta. Isto deve ter sido feito, provavelmente, com a intenção de me acordar. A queda das outras paredes tinha comprimido a vítima da minha crueldade na substância do reboco recentemente aplicado e cuja cal, combinada com as chamas e o amoníaco do cadáver, tinha produzido a imagem tal como eu a via.



Durante meses o homem fora assombrado pela recordação do gato, não conseguindo dormir e até se remoendo de remorso.  Após uma série de lamentações um outro gato aproximou-se, mas com ele tinha algo diferente do outro gato: uma mancha branca em seu corpo, e algo mais: ele também não tinha um dos olhos. O homem encheu-se de ternura e compaixão e adotou o gato. Após um período de tempo o gato começou a aborrecê-lo, de forma tal que, fizesse o homem em um ato de loucura pegar um machado para mata-lo. A mulher que tinha todos os atributos que o homem não possuía chegou a intervir, porém, este estava enfurecido e cravou o machado em seu crânio levando a própria mulher para a cova. E agora? O gato havia fugido e ele necessitava esconder aquele corpo. Arrastou sua mulher pela casa e a enterrou em um buraco na parede, com o mesmo revestimento da parede de sua outra casa que havia ficado intacto pelo incêndio. O tempo passou e policiais começaram a procurar pela mulher, porém, o homem não temia. Estava sereno de corpo e alma e não temia nada e nem ninguém, chegando a ajudar os policiais a procurar pelo corpo. Durante uma inspeção ao porão de sua casa — onde se encontrava uma das paredes onde a mulher estava enterrada — após analisar o local,  os policiais decidem subir as escadas e abandonar a casa, porém, algo acontece: o homem bate com a bengala na parede, e esta desaba de uma só vez com uma grito que ecoou por toda a casa, o que fez com os policiais descessem até o local novamente. E lá estava ele sobre o cadáver da falecida: o gato. A desgraça que havia sucumbido a vida daquele homem, havia o corrompido  e o entregue as autoridades.
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O AUTOR

Edgar Allan Poe foi um autor, poeta, editor e crítico literário americano, integrante do movimento romântico americano.Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.

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