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[DROPS #4780] Os meninos que enganavam os nazistas, 2017

Os meninos que engavam os nazistas é uma das poucas obras que atenta-se para os protagonistas, de forma tal que, sua história seja contada com tanta empolgação, que o cenário de desgraça acaba se perdendo em meio ao segundo plano desta obra cinematográfica.

segunda-feira, maio 14, 2018

/ by Vitor Lima
Imagem: Divulgação


GOIÁS, 14 DE MAIO DE 2018 — Os meninos que engavam os nazistas é uma produção cinematográfica dirigida por Christian Duguay. A obra retrata a vida de dois irmãos judeus, Maurice (Batyste Fleurial) e Joseph (Dorian Le Clech) durante uma perseguição nazista em um período ocupacional na Itália. A obra é um drama que coloca em primeira instância a vida de dois irmãos que começam a sentir o intenso reflexo da segunda grande guerra sobre suas famílias.

Christian Duguay possuí uma sensibilidade que ultrapassa os limites esperados pelo espectador. Ao narrar à vida de uma família de classe média, o olhar recaí sobre uma sensibilidade que toca o emocional do autor, realmente, crescer judeu em meio ao caos não é algo que se espera para concretização de uma vida, ainda mais quando se não fez absolutamente nada para merecer tal perseguição. Durante a obra pode-se observar as diversas descrições que caracterizam o ocorrido: a expropriação, a noite de cristais, a separatividade causada pela lei alemã sobre todo um povo e todo amontoado de questões que se formam perante as circunstâncias que envolvem os irmãos Maurice e Joseph.  

Joseph Joffo, sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, publicou em 1973 o livro Un Sac de Billes, narrando sua história de fuga tendo como cúmplice o irmão. Adaptado para o cinema pela primeira vez em 1975 por Jacques Doillon, o drama ganhou nova versão neste asseado Os Meninos que Enganavam Nazistas, comandado por Christian Duguay. Sem tentar esconder o que acontece no final, o diretor abre o longa de forma nada sutil, com a entrada triunfal em cena do pequeno Joseph (Dorian Le Clech), vindo do alto de uma ladeira em Paris, vitorioso na cidade acinzentada. O sol, as cores, aparecem quando ele relembra sua saga para escapar dos nazistas. É incomum e um pouco estranho ver os tempos sombrios e sofridos tão iluminados em oposição ao pós-guerra apagado e visualmente infeliz, porém a compreensão de que a experiência dos meninos durante o conflito é mais uma jornada libertadora e de amadurecimento do que uma fuga da morte pode aliviar o incômodo.

O mais incrível nesta história é o fato de que mesmo com tudo caminhando para a desgraça completa, os envolvidos possuíam histórias para contar e vidas para tocar. O intuito principal desta obra é narrar o reencontro de uma família judia que se encontrava em fuga, uma vez que a união estabelecesse o perigo completo para todos os envolvidos. Encontravam inúmeras formas de se manterem sãs e salvos, mas algo (ou alguém, nunca se sabe) zelava por eles, cuidava e os ajudava a sempre se manter a salvos. Seu credo era seu martírio, e tudo o que lhe restava de vida estava na mão de pessoas que nem os conhecia — o nacionalismo alemão.

Esta é uma das primeiras narrativas que não trazem a experiência do sofrimento do holocausto para o expectador — não se forma direta —, o roteirista trabalhou em cima de uma ótica mais rasa, porém, com o foco muito bem elaborado e determinado: A história de vida dos irmãos. O filme recebeu uma crítica mediana por parte dos grandes tabloides e blogs especializados em cinema e curtas, porém, nosso olhar e critérios avaliativos vão além do superficial, a história realmente conta mais que a fotografia, e este filme, esta história e estas vidas definitivamente possuem algo para contar, e nós decidimos parar para ouvir. Um filme emocionante e emocionante.

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