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Os 100 maiores romances de todos os tempos [lista]

De Dom Quixote à Pastoral Americana, confira os 100 maiores romances de todos os tempos (pode ser que alguns não estejam disponíveis em língua portuguesa).

quarta-feira, junho 27, 2018

/ by Vitor Lima
Arte: J. Vitor Lima / Divulgação

1. Dom Quixote, de Miguel De Cervantes
Dom Quixote de La Mancha não tem outros inimigos além dos que povoam sua mente enlouquecida. Seu cavalo não é um alazão imponente, seu escudeiro é um simples camponês da vizinhança e ele próprio foi ordenado cavaleiro por um estalajadeiro. O narrador da história afirma se tratar de um relato de segunda mão, escrito pelo historiador árabe Cide Hamete Benengeli, e que seu trabalho se resume a compilar informações.

2. O peregrino, de John Bunyan
O Peregrino - A Viagem do Cristão da Cidade da Destruição para a Jerusalém Celestial é um livro escrito por John Bunyan e publicado na Inglaterra em 1687. O livro é uma alegoria da vida cristã.

3. Robinson Crusoé, de Daniel Defoe
Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, é considerado o precursor do estilo romance na literatura. Escrito no século XVIII, conta a história de um jovem náufrago que vai esbarrar em uma ilha deserta, sendo o único sobrevivente de um desastre que destruiu o navio onde viajava e matou toda a tripulação. Embora seja categorizado como livro de aventura, no melhor estilo capa e espada, é também uma obra que suscita grande reflexão sobre temas como a solidão, a fé, lucidez e perseverança.

4. Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
Este livro conta a história de Lemuel Gulliver, um médico aventureiro que abandonou sua família, na Inglaterra, para desbravar novas terras, que depois de naufrágios e tormentas, acaba aportando em terras muito estranhas. Ele vai a Lilipute, onde as pessoas não medem mais de 15 centímetros; depois chega a Brobdingnag, onde as pessoas têm a altura de torres de igreja; e vai ainda ao País dos Houyhnhnms, onde os habitantes mais importantes são cavalos, não homens.

5. Tom Jones, de Henry Fielding
Este romance conta a história de um enjeitado criado por uma família da nobreza rural que se torna um jovem de grande fascínio pessoal e que atrai a paixão de diversas mulheres. Mas torna-se vítima das mais variadas formas de preconceito e desperta, em muitos, a inveja e o ciúme. Sua verdadeira origem é revelada no final, após profunda análise do cotidiano inglês de meados do século XVIII.

6. Clarissa, de Samuel Richardson
Pressionada por sua família inescrupulosa para se casar com um homem rico que ela detesta, a jovem Clarissa Harlowe é levada a fugir com o espirituoso e elegante Robert Lovelace e se coloca sob sua proteção. Lovelace, no entanto, prova-se ser um libertino indigno de confiança, cujas vagas promessas de casamento são acompanhadas por avanços sexuais indesejados e cada vez mais brutais. E, no entanto, Clarissa acha seu charme sedutor, seu senso de virtude escrupuloso, tingido de desejo não confessado. "Clarissa" é um estudo ricamente ambíguo de um casal fatalmente atraído e um trabalho de poder e imediatismo assombrosos. Um enorme sucesso quando apareceu pela primeira vez em 1747, e traduzido para o francês e o alemão, continua sendo um dos maiores de todos os romances europeus.

7. A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy, de  Laurence Sterne
Escrito e publicado entre 1759 e 1767, é uma das obras mais bizarras da literatura universal, um dos portentos percursores da arte literária moderna. Teve êxito imediato no século XVIII inglês, caindo em seguida num relativo esquecimento, e foi redescoberto como obra de vanguarda ao irromper a estética moderna. A influência que Tristram Shandy tem exercido nas várias literaturas nacionais continua a ser surpreendente... Esta tradução tem o brilho do original, além de vir acompanhada de um estudo em que o talento ensaístico de José Paulo Pães se mostra um guia seguro e inteligente para a compreensão de Sterne, de sua obra, dos contextos histórico-literários que o tornaram célebre no século XVIII.

8. As Ligações Perigosas, de  Pierre Choderlos De Laclos
A obra retrata as relações de um grupo de aristocratas através das cartas trocadas entre si, na época imediatamente anterior à Revolução Francesa, — nobres ociosos e sem escrúpulos dedicam-se prazerosamente a destruir as reputações de seus pares. O enredo tem como foco o Visconde de Valmont e da Marquesa de Merteuil, que manipulam e humilham as restantes personagens através de intrigas e jogos de sedução.

9. Emma, de Jane Austen
Emma é um romance de Jane Austen, que foi publicado pela 1ª vez em dezembro de 1815. Assim como em seus outros romances, Austen relata as dificuldades das mulheres inglesas no início do século XIX, criando através de seus personagens uma comédia de costumes. Na introdução, Austen descreve: "Emma Woodhouse, bonita, inteligente, e rica". Emma, no entanto, é principalmente mimada; ela superestima seu poder de manipular as situações, assim como não percebe os perigos de interferir na vida das pessoas e engana-se facilmente sobre o sentido das intenções e atitudes alheias.

10. Frankenstein, de Mary Shelley
Frankenstein, é um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. É considerada a primeira obra de ficção científica da história. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi primeiramente publicada em 1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se considerar a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em 1831, como a definitiva.

11. Northanger Abbrey, de Jane Austen
Northanger Abbey é um romance da escritora inglesa Jane Austen, publicado postumamente em dezembro de 1817, e escrito entre 1798 e 1799, inicialmente intitulado Susan. A obra descreve a vida social em Bath, que Jane Austen conhecera em 1797, e parodia os romances góticos, muito apreciados na época: sua heroína, a jovem Catherine Morland, que imagina suas aventuras sombrias em antigos castelos ou mosteiros de arquitetura gótica, acredita que pode viver um desses sonhos quando é convidada a permanecer na Abadia de Northanger. Um romance se desenvolve entre ela e Henry Tilney, o filho do proprietário do lugar.

12. A mulher de trinta anos, de Honoré De Balzac
Romance do autor francês Honoré de Balzac em seis partes, escrito entre 1829 e 1842. O livro é classificado nas Cenas da vida privada em La comédie humaine ("A comédia humana"). A história de sua publicação é difícil de reconstituir, uma vez que Balzac não parou de retocar o texto, dividindo-o em fragmentos publicados de forma dispersa, acrescentando-lhes capítulos, antes de reunir o conjunto sob o seu título definitivo em 1842, para a edição Furne. Segundo Paulo Rónai, "esse conjunto de seis episódios disparatados, mal reunidos entre si e rematados por uma conclusão melodramática, é mais apropriado a enfastiar o leitor do que a fazê-lo procurar outras obras do romancista."

13. A Cartuxa de Parma, de Stendhal
O romance é considerado por muitos críticos literários como um romance análogo ao O Príncipe de Maquiavel, mas retratando a Itália do século XIX. A criação de A Cartuxa de Parma foi, em muito, inspirada em leituras de documentos sobre famílias antigas da Itália, como a família Farnese, que Stendhal teve acesso em suas inúmeras passagens pela Itália, como cônsul. O Romance tem como protagonista Fabrício Del Dongo, um jovem aventureiro, de família nobre e de poucas ambições. Assim como Julien Sorel, protagonista de O Vermelho e o Negro, Fabrício é admirador de Napoleão e essa admiração constitui um dos aspectos sócio-históricos apresentados na obra, pois mostra uma Itália que sofre as consequências sociais da restauração da monarquia em territórios que pertenceram anteriormente ao Império Napoleônico, como os territórios do Piemonte, onde se passa o Romance.

14. O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas
Inicialmente publicado como Folhetim de 1844 a 1846 (primeira parte: do 28 de Agosto ao 19 de Outubro de 1844, Segunda parte: do 31 de Outubro ao 26 de Novembro de 1844, Terceira parte: do 20 de Junho 1845 ao 15 de Janeiro de 1846), o livro conta a história de um marinheiro que foi preso injustamente. Lá, conhece um clérigo de quem fica amigo. Quando o clérigo morre, ele escapa da prisão e toma posse de uma misteriosa fortuna. O marinheiro, agora em condições financeiras, pode vingar-se daqueles que o levaram à vida de prisioneiro. A história é livremente inspirada por fatos da vida de Pierre Picaud. É considerado, juntamente com Os Três Mosqueteiros, uma das mais populares obras de Dumas, e é frequentemente incluída nas listas de livros mais vendidos de todos os tempos. O nome do romance surgiu quando Dumas a caminho da Ilha Monte-Cristo, com o sobrinho de Napoleão, disse que usaria a ilha como cenário de um romance.

15. Sybil, de Flora Reta Schreiber
O livro trata sobre uma mulher chamada Shirley Ardell Mason, nascida em 25 de janeiro de 1923 na cidade de Dodge Center, no estado de Minnesota. Sua história é o mais famoso caso de personalidade múltipla já registrado. Um filme foi feito em 1976, baseado no livro, estrelado por Sally Field como a personagem-título, e Joanne Woodward como a terapeuta, Dra. Cornelia B. Wilbur.

16. David Copperfield, de  Charles Dickens
A história narra o trajeto de David Copperfield da infância à maturidade. David nasceu na Inglaterra em 1820; seu pai havia morrido 6 meses antes de seu nascimento, e sete anos após, sua mãe se casa com Mr. Edward Murdstone. David não simpatiza com o padrasto, nem com a irmã dele, Jane, que passa a morar em sua casa. Mr. Murdstone espanca David pelas dificuldades nos estudos, e David, num desses espancamentos, morde-o, sendo mandado para um colégio interno, Salem House, sob os cuidados do cruel mestre Mr. Creakle. Ali, David faz amizade com James Steerforth e Tommy Traddles, os quais posteriormente voltará a encontrar.

17. O Morro dos Ventos Uivadores, de Emily Brontë
Lançado em 1847, foi o único romance da escritora britânica Emily Brontë. Hoje considerado um clássico da literatura inglesa, recebeu fortes críticas no século XIX. Teve várias adaptações para a televisão e para o cinema, uma delas sendo dirigida pelo cineasta britânico A. V. Bramble. Na música, originou um álbum do grupo musical Genesis: Wind and Wuthering: o título do album é uma alusão a Wuthering Heights e a faixa "Afterglow" a Heathcliff e Catherine. Também inspirou uma canção de sucesso, "Wuthering Heights", composta e interpretada por Kate Bush para o álbum The Kick Inside, de 1978, e posteriormente regravada pela banda Angra, em seu album Angels Cry, de 1993.

18. Jane Eyre, de Charlotte Brontë
ane Eyre é um romance da escritora britânica Charlotte Brontë publicado em 1847. O livro foi lançado originalmente em Londres, pela Editora Smith, Elder & Co., Cornhill, em 16 de outubro de 1847, em 3 volumes. Possui vários elementos da literatura gótica, tais como a ambientação em castelos, o clima de mistério sugerido pelo segredo do passado, a tragicidade dos personagens, no entanto, Jane Eyre é considerado uma obra primária do gênero Bildungsroman. A obra segue as emoções e experiências de sua heroína homônima, incluindo seu crescimento através da idade adulta e seu amor para o Sr. Rochester, o herói byroniano. Na parte interna da trama, é sobre o desdobramento gradual da sensibilidade moral e espiritual de Jane, e todos os eventos são coloridos por uma elevada intensidade que antes era do domínio da poesia. Desta maneira, Jane Eyre revolucionou a arte da ficção. Charlotte Brontë tem sido chamada de "a primeiro historiadora da consciência privada" e a ancestral literária de escritores como Joyce e Proust. O romance contém elementos de crítica social, com um forte senso de moralidade em seu núcleo, mas não deixa de ser considerado a frente do seu tempo, dado o carácter individualista da Jane e exploração do classismo, sexualidade e religião.

19. Vanity Fair, de William Makepeace  Thackeray
Vanity Fair está entre os mais ricos e divertidos romances, uma história brilhante e espirituosa da sociedade inglesa durante as Guerras Napoleônicas. Uma sátira piercing das classes médias vitorianas, foi imensamente popular desde o momento de sua primeira publicação em 1847. A narrativa segue duas jovens mulheres contrastantes, a voadora e empreendedora Becky Sharp e sua contraparte mais honesta, Amelia Sedley. Suas aventuras levam-nas da Academia de Miss Pinkerton em Chiswick ao glamour da alta sociedade em Londres e Paris. Ao longo do caminho, Thackeray trata o leitor de "uma grande quantidade de comer e beber, fazendo amor e rejeitando" junto com "trapaça, brigas, dança e brincadeiras". O resultado é um dos verdadeiros clássicos da literatura do século XIX.

20. A Carta Escarlate, de Nathaniel Hawthorne
Uma multidão observa Hester Prynne sendo escoltada da prisão até o pelourinho, carregando um bebê no colo e com a letra escarlate "A" bordada no peito. Do alto, ela vê um homem acompanhado de um índio. Ela segue o homem com o olhar por um longo tempo, chegando a esquecer-se do resto do mundo. Depois, ela é interrogada pelo clero da cidade, que a instiga a dizer o nome do homem com quem ela teve a filha. Hester se recusa a dizer e é levada de volta à prisão.

21. Moby-Dick, de Herman Melville
Na cidade de New Bedford, em Massachusetts, o marinheiro Ismael conhece o arpoador Queequeg e, juntos, partem para a ilha de Nantucket em busca de trabalho no mercado de caça às baleias. Lá, eles embarcaram no baleeiro Pequod para uma viagem de três anos aos mares do sul. Entre eles, tripulantes de diversas nacionalidades: os imediatos Starbuck, Stubb e Flask; os arpoadores Tashtego e Daggoo, além de Ahab, o sombrio capitão que ostenta uma enorme cicatriz do rosto ao pescoço e uma perna artificial, feita do osso de cachalote. Obcecado por encontrar a fera responsável por seus ferimentos e que nenhum arpoador jamais conseguiu abater - a temível "Moby Dick" -, o capitão Ahab conduz o baleeiro e toda a sua tripulação por uma rota de perigos e incertezas.

22. Madame Bovary, de Gustave Flaubert
A personalidade literária de Flaubert, dotada de agudo senso crítico que o distanciou do exaltado gosto romântico da época, levou-o a tornar-se um dos maiores prosadores da França no século XIX. O romance "Madame Bovary" é a sua obra-prima. Baseado em fatos da vida real, o livro, que Flaubert levou cinco anos para escrever, causou forte impacto, a ponto de gerar o processo no qual o autor escapou de ser condenado à prisão, graças à habilidade da defesa, que transformou a acusação de imoralidade na proclamação das intenções morais e religiosas do autor. Nem moral, nem imoral, a narrativa é uma devastadora crítica das convenções burguesas do seu tempo.

23. A mulher de branco, de Wilkie Collins
Após o seu inquietante encontro com uma mulher vestida de branco, o jovem professor Walter Hartright viaja para Cumberland para dar aulas de desenho às irmãs Laura e Marian. Mas os agradáveis dias em Limmeridge House terminam com a chegada do noivo de Laura e a reaparição da misteriosa mulher de branco com as suas perturbadoras advertências.

24. As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll
Obra-prima criada pelo escritor inglês Lewis Carroll, no século XIX, Alice no País das Maravilhas imortalizou-se na literatura mundial como uma fábula capaz de encantar adultos e crianças. Uma ficção sem igual que se tornou sucesso há mais de cem anos e ainda hoje é um clássico obrigatório para leitores de todas as idades. O livro conta a história de uma menina curiosa que decide seguir um coelho branco, quando de repente cai em sua toca e é levada a um reino onírico, onde convive com criaturas estranhas e se envolve nas mais inusitadas aventuras. Neste universo inesperado, não há limites entre sonho e realidade. Mais do que uma obra ficcional-juvenil, Alice no País das Maravilhas é uma alucinante viagem por um mundo nada óbvio em que imaginação, desafios de lógica, jogos de palavras e situações nonsense combinam-se de maneira única e inesquecível.

25. Pequenas Mulheres Vampiras, de Louisa M. Alcott
As doces e adoráveis irmãs March estão de volta e Marmee, matriarca da família, disse para elas serem boas meninas. Boas vampirinhas, na verdade. Isso mesmo: Meg, Jo, Beth e Amy cresceram desde a última vez que você leu sua história, e agora a vida delas é (muito) mais longa e seu apetite é (muito) mais voraz. Marmee ensinou-lhes bem, assim, elas vivem sob um código moral sem precedentes de abstinência de... sangue humano. As garotas devem cooperar, fazer da sociedade um lugar melhor e evitar os caça-vampiros que representam ameaça constante à suas vidas. E mais, Laurie está “morrendo” de vontade de entrar para a família March. Algumas coisas nunca mudam. Esta horripilante — e hilária — versão do eterno clássico americano deixará os leitores com uma sede insaciável por drama a cada página.

26. Razão e sensibilidade, de Jane Austen
Este foi o primeiro romance de Jane Austen. Publicado em 1811, logo recebeu reconhecimento do público. Razão e Sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos em busca por um final feliz.

27. Anna Karenina, de Liev Tolstoy
Romance do escritor russo Liev Tolstói. A história começou a ser publicada por meio da revista Ruskii Véstnik (O mensageiro russo), entre janeiro de 1875 e abril de 1877, mas seu final não chegou a ser publicado nela por motivos de desacordo entre Tolstói e e o seu editor, Mikhaíl Katkov, sobre o final do romance. Portanto, a primeira edição completa do texto apareceu em forma de livro ainda em 1877. É uma das obras mais destacadas do realismo literário. Para Tolstói, foi o seu primeiro verdadeiro romance, e considera sua obra Guerra e Paz como mais que um romance. O escritor Fiódor Dostoiévski considera o Anna Karenina como "impecável como obra de arte", opinião compartilhada também por Vladimir Nabokov que a considera como "a impecável mágica do estilo de Tolstói" e por William Faulkner que considera o romance como "o melhor já escrito".[1] O romance continua entre as mais populares da história, como demonstrado por uma enquete com 125 autores contemporâneos feita por J. Peder Zane, em 2007, e publicada na revista Time, que declarou que Anna Karenina é o maior romance já escrito." ED. PORT.: Anna Karenina ; postfacio de Vladimir Nabokov. LISBOA , Relogio d'Agua editora.

28. Daniel Deronda, de George Eliot
Daniel Deronda é um romance de George Eliot, primeiramente publicado em 1876. Foi o último romance que ela completou, e o único que se passa na sociedade vitoriana de seus dias. É uma mistura de sátira e pesquisa moral, juntamente com uma representação simpatizante dos judes proto-sionistas e ideias cabalísticas, e tornou-se uma declaração final polêmica de uma das maiores romancistas vitorianas. O romance foi adaptado várias vezes para teatro e filme.

29. Os Irmãos Karamazov, de  Fiódor Dostoiévski
Romance de Fiódor Dostoiévski, escrito em 1879, uma das mais importantes obras das literaturas russa e mundial, ou, conforme afirmou Freud[1]: "a maior obra da história". Freud considera esse romance, juntamente com Édipo Rei e Hamlet, três importantes livros a respeito do embate pai e filho, e retratam o complexo de Édipo. Obra aclamada pela crítica, trata-se de uma narração muito pormenorizada como que de uma testemunha dos aludidos factos numa cidade afastada russa. O narrador pede constantes desculpas ao leitor por não saber alguns factos, por considerar a própria narrativa longa (mesmo nos formatos grandes o livro passa de 700 páginas) e por considerar seu herói alguém pouco conhecido ou, até mesmo, insignificante. A narrativa não só conversa com o leitor, mas é omnipresente e também indica ou infere os pensamentos dos incontáveis personagens.

30. O Retrato de uma Senhora, de Henry James
personagem principal de Retrato de uma SenhoraIsabel Archer, quer mais é viver a vida. A jovem é trazida dos Estados Unidos para a Inglaterra, mais especificamente para uma grande propriedade no interior, por sua tia, Mrs. Touchett, depois da morte da irmã, mãe de Isabel. Na propriedade vivem o sr. Touchett, e seu filho Ralph, que por conta de uma saúde frágil, passa seus dias a receber amigos em visitas amenas. Um desses amigos é Lord Warburton, um vizinho tão abastado quanto ele, que gasta sua existência em bailes e recepções nos salões de Londres e outros grandes centros europeus.
Logo ao chegar Isabel com sua personalidade cativante encanta a todos e acaba provocando sentimentos amorosos em seu primo Ralph e também em seu amigo Lorde Warburton. Mas a despeito da corte que lhe fazem, a moçanão tem intenção de se envolver com ninguém. Seus planos dizem respeito a viagens pelo mundo, conhecendo pessoas e terras distantes. Sem laços que a prendam a uma vida doméstica e comum como tanto buscam a maioria das jovens da sua idade.Isabel recebe a visita de sua amiga Henrietta Stackpole, uma jovem e idealista aspirante a jornalista que desdenha e despreza as afetações e luxos da burguesia e vai contra tudo que inferiorize as mulheres ou as reduza a simples bibelôs dos senhores da corte. A última coisa que ela gostaria seria ver sua amiga casada com um desses “lordes” sem cultura que apenas prezavam o dinheiro e suas amplas propriedades.
Mas com a morte de Mr. Touchett, Isabel, através da intervenção de Ralph, acaba herdando uma boa fortuna de seu tio. Assim, passa a ser alvo da cobiça de aproveitadores como a Sra. Serena Merle que se faz passar por sua amiga apenas para influenciá-la a se casar com um seu ex-amante, Gilbert Osmond. Um homem rigoroso e sem muitos escrúpulos que vive de conquistas e mantém sua filha pequena num colégio de freiras. Isabel acaba cedendo às artimanhas e a lábia de Osmond, casando-se, assim, e aos poucos mudando toda a sua forma de encarar a vida.Renunciando a seus desejos e planos antigos para se tornar o exato oposto do que almejava.
O rejeitado Lord Warburton, retira-se de cena mas não consegue se livrar do amor que sente por Isabel. Muitos anos depois, ele tentará desposar a filha de sua antiga paixão. Mas, na verdade seu objetivo é ainda tentar convencer Isabel do erro cometido há muitos anos quando deposou Osmond sem saber que havia caído numa armadilha engendrada por sua falsa amiga Serena Merle.
Henry James não tinha o cinismo de um Balzac (1799-1850), nem denunciava a hipocrisia da sociedade como um Flaubert (1821-1880) mas foi influenciado pelas obras do primeiro que decidiu se tornar escritor. Mas se em Balzac é o dinheiro o que move as decisões de seus personagens e se em Flaubert eles são escravos de suas emoções e desejos, os de James – especificamente estes de “Portrait...” – são acima de tudo, conformistas.Todos muito confortáveis em suas posições e não esperando muito da vida, sem grandes aspirações.E se algum deles as têm – como é o caso da jovem Archer – o tempo e as circunstâncias se encarregarão de dissipá-las, até que se tornem meras e vagas lembranças de um passado distante.

31. As aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain
As Aventuras de Huckleberry Finn (Adventures of Huckleberry Finn no original em inglês) é um romance do escritor norte-americano Mark Twain, publicado em 1884. Nele, o protagonista, amigo de Tom Sawyer, vive inúmeras aventuras pelo rio Mississippi em uma balsa.

32. O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde, de Robert Louis Stevenson
Novela gótica com elementos de ficção científica e terror, escrita pelo autor escocês Robert Louis Stevenson e publicada originalmente em 1886. Na narrativa, um advogado londrino chamado Gabriel John Utterson investiga estranhas ocorrências entre seu velho amigo, Dr. Henry Jekyll, e o malvado Edward Hyde.
A obra é conhecida por sua representação vívida do fenômeno de múltiplas personalidades, quando em uma mesma pessoa existem tanto uma personalidade boa quanto má, ambas muito distintas uma da outra. O impacto do romance foi tal que se tornou parte do jargão inglês, com a expressão "Jekyll e Hyde" usada para indicar uma pessoa que age de forma moralmente diferente dependendo da situação.
Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde foi um sucesso imediato e uma das obras mais vendidas de Stevenson. Adaptações teatrais começaram a ser encenadas em Londres um ano após seu lançamento, e a partir de então o livro inspirou a realização de diversos filmes e peças O aclamado autor de literatura de terror Stephen King considerou a obra como um dos três grandes clássicos do gênero, sendo os outros dois Frankenstein e Drácula. A obra está em domínio público e está disponível gratuitamente na Internet em língua inglesa.


33. Auto da barca do Inferno, de Gil Vicente
Auto da Barca do Inferno (ou Auto da Moralidade) é uma complexa alegoria dramática de Gil Vicente, representada pela primeira vez em 1531. É a primeira parte da chamada trilogia das Barcas (sendo que a segunda e a terceira são respetivamente o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória).
Os especialistas classificam-na como moralidade, mesmo que muitas vezes se aproxime da farsa. Ela proporciona uma amostra do que era a sociedade lisboeta das décadas iniciais do século XVI, embora alguns dos assuntos que cobre sejam pertinentes na atualidade.
Diz-se "Barca do Inferno", porque quase todos os candidatos às duas barcas em cena – a do Inferno, com o seu Diabo, e a da Glória, com o Anjo – seguem na primeira. De facto, contudo, ela é muito mais o auto do julgamento das almas.


34. O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
Romance filosófico do escritor e dramaturgo Oscar Wilde. Publicado pela primeira vez como uma história periódica em julho de 1890 na revista mensal Lippincott's Monthly Magazine, os editores temiam que a história fosse indecente, e sem o conhecimento de Wilde, suprimiram cinco centenas de palavras antes da publicação. Apesar da censura, O Retrato de Dorian Grayofendeu a sensibilidade moral dos críticos literários britânicos, alguns dos quais disseram que Oscar Wilde merecia ser acusado de violar as leis que protegiam a moralidade pública. Em resposta, Wilde defendeu agressivamente seu romance e arte em correspondência com a imprensa britânica.
Wilde revisou e ampliou a edição de revista de O Retrato de Dorian Gray(1890) para uma publicação como um romance; a edição do livro (1891) que contou com um prefácio aforístico — uma apologia sobre a arte do romance e do leitor. O conteúdo, estilo e apresentação do prefácio tornaram-se famosos em seu próprio direito literário, como crítica social e cultural. Em abril de 1891, a casa editorial Ward, Lock and Company publicou a versão revisada de O Retrato de Dorian Gray.
O único romance escrito por Wilde, O Retrato de Dorian Gray existe em duas versões, a edição de revista de 1890 e a edição do livro de 1891, da história que ele havia submetido para a publicação periódica na revista mensal Lippincott's Monthly Magazine. Conforme a literatura do século XIX, O Retrato de Dorian Gray é um exemplo de literatura gótica com fortes temas interpretados a partir do lendário Fausto.


35. O Diário de um zé ninguém, de George Grossmith
O Sr. Pooter é um homem de ambições modestas, satisfeito com a sua vidinha normal. No entanto, é constantemente importunado por comerciantes desagradáveis, funcionários administrativos impertinentes e amigos caprichosos. Por muito que se esforce, Pooter não consegue evitar os embaraçosos mal-entendidos da vida. Este zé-ninguém criado por George e Weedon Grossmith tornou-se uma personagem cómica imortal, que satiriza a empáfia da classe média suburbana inglesa de finais do século XIX.

36. Judas, o obscuro, de Thomas Hardy
A história de Judas é uma tragédia, elaborada num tom de manso desespero, em que as palavras se mostram normais, sem rompantes de som ou de significado, revelando um sofrimento que é tão entranhado nos personagens que o leitor o aceita como necessário à história que o narrador conta. Uma das características da verdadeira tragédia é que ela não provoca a piedade. A tragicidade de "Judas, o obscuro" é ligada a um desespero que vem de dentro dos personagens, que o sentem como parte intrínseca, visceral, de si mesmos.

37. O Enigma das Areias, de Erskine Childers
Situado em 1901, o filme centra-se nos esforços de dois velejadores britânicos para destruirem um plano alemão de invasão da Grã-Bretanha. Foi filmado nas costas do Mar do Norte, da Alemanha e Holanda.

38. O Chamado do Selvagem, de Jack London
Jack London,(12 de janeiro de 1876 à 22 de novembro de 1916), foi um autor americano de grande notoriedade. Seu nome foi um pseudônimo; ele provavelmente nasceu como John Griffith Chaney. O autor teve uma vida curta, porém muito produtiva. Produziu centenas de contos, artigos e mais de 50 livros. Entre eles estão: O lobo do mar, Caninos brancos, A filha das neves. Tornou-se um dos mais bem pagos escritores no início do século XX. Seus livros se baseavam em muitas aventuras e fatos vividos pelo próprio London, como em O Chamado Selvagem, baseado em sua experiência na corrida do ouro de Klondike. O Chamado Selvagem lançado em 1903 é considerado a obra-prima de London e um de seus principais trabalhos, tendo emocionado milhões de pessoas em todo o mundo contando a jornada de Buck, um cão São Bernardo que é raptado de seu confortável lar e levado para o Yukon durante a corrida do ouro no século 19. Emocione-se e aventure-se com Buck nessa incrível jornada.

39. Nostromo, de Joseph Conrad
Os críticos são praticamente unânimes em considerar Nostromo o melhor romance de Joseph Conrad. Os historiadores da literatura, por sua vez, não discrepam em ver no mesmo Conrad um dos expoentes da prosa de ficção inglesa, o principal elo de transição entre o romance vitoriano de um Dickens ou de um Hardy e o romance moderno de um Lawrence ou de um Joyce. A ação de Nostromo se passa na imaginária república sul-americana de Costaguana. Ao narrar as peripécias de uma contra-revolução separatista levada a cabo pelo partido conservador de Sulaco, a mais rica província de Costaguana, em resposta a um golpe militar vitorioso na capital do país, Conrad pinta, com mão de mestre, os desconcertos da história política da América Latina.

40. O Vento nos Salgueiros, de Kenneth Grahame
O Vento nos Salgueiros (no original The Wind in the Willows) é um clássico da literatura infantil, escrita em 1908 por Kenneth Grahame. A história se foca em quatro personagens antropomorfos em uma Inglaterrabucólica, e estão presentes valores como misticismo, aventura, moral e camaradagem. O livro foi escrito em forma de cartas para seu filho e depois de reunidas fizeram a fortuna de Grahame, permitindo que ele se aposentasse do seu emprego de secretário do Banco da Inglaterra. O livro tornou-se conhecido através do famoso roteirista A.A. Milne, que amou o livro e o adaptou para o teatro na peça Toad of Toad Hall.


41. Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust
Em busca do tempo perdido (do francês À la recherche du temps perdu) é uma obra romanesca de Marcel Proust escrita entre 1908-1909 e 1922, publicada entre 1913 e 1927 em sete volumes, os três últimos postumamente.

42. O arco-íris, de D. H. Lawrence
O arco-íris (The Rainbow no original) é um romance do autor britânico D. H. Lawrence, escrito em 1915. Conta a história de 3 gerações da família Brangwen, fazendeiros do interior da Inglaterra, suas relações e paixões, além de desvendar a alma feminina e questões proibidas para a época. O Arco-íris é uma das primeiras obras do escritor inglês D. H. Lawrence. Publicado em 1915 em Inglaterra, foi confiscado e os seus exemplares queimados, por ser considerado obsceno e anti-patriótico. Só passados onze anos foi levantada essa proibição naquele país.

43. O bom soldado, de Ford Madox Ford
Em O bom soldado, John e Florence Dowell são americanos bem-sucedidos que, em viagem pela Europa, tornaram-se amigos íntimos de um casal inglês que à primeira vista parecem exemplares. Edward Ashbyrnham, ex-militar, é o perfeito cavalheiro britânico, e a elegante Leonora, uma esposa ideal. Mas por debaixo das aparências, ambos escondem um casamento repleto de infelicidade e traições. Em pouco tempo, os Dowell mergulham nessa rede de falsidades, em uma relação que só poderá levá-los à ruína. A história é contada por apenas um dos envolvidos - um narrador nem sempre confiável, que omite fatos, mostra dúvidas e altera a ordem dos eventos. Aos poucos, a trama se revela, mostrando que há muito mais por trás das aparências do que John e Florence poderiam imaginar. Nem mesmo o seu casamento é o que parece ser.

44. Os Trinta e Nove Degraus, de John Buchan
Primeira edição em português do romance policial que inspirou o filme homônimo de Alfred Hitchckok, a peça de Patrick Barlow e a peça radiofônica de Orson Welles, e que foi citado pela revista Entre Livros como um dos dez melhores livros de espionagem da história.O ano é 1914. Richard Hannay é um aventureiro recém-chegado a Londres. Inicialmente ele aproveita a vida de espetáculos e restaurantes da metrópole, mas logo conhece Scudder, que lhe conta planos de conspiração contra a diplomacia mundial. Hannay hospeda Scudder, misteriosamente assassinado semanas depois, o que leva o protagonista a se envolver em diversas aventuras pelos campos da Escócia. Fechar

45. Ulisses, de James Joyce
Ulisses (Ulysses no original) é um romance do escritor irlandês James Joyce. Foi composto entre 1914 e 1921 em Trieste, Itália, Zurique, Suíça e Paris, França, e publicado no ano seguinte nesta cidade. Por descrever, em diversos pontos, aspectos da fisiologia humana então considerados impublicáveis, o livro foi censurado em diversos países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Ulisses adapta a Odisseia de Homero condensando a viagem aventurosa de Odisseu pelo mundo helênico no regresso da Guerra de Troia à ilha de que era rei, Ítaca, e onde havia ficado a sua esposa, a rainha Penélope, em 18 horas da "viagem" por Dublin do agente de publicidade Leopold Bloom no dia 16 de junho de 1904 e início da madrugada do dia seguinte. É a obra prima de James Joyce. Através da descrição pormenorizada de um dia na vida de um grupo de pessoas, no limitado ambiente da Dublin de 1904 como enquadramento, Joyce pretende apresentar um microcosmo de toda a experiência humana. O "herói", Leopold Bloom, um judeu irlandês, é na visão de Joyce um Ulisses moderno ou Um Qualquer, fraco e forte, cauteloso e precipitado, herói e covarde, englobando os múltiplos aspectos de cada ser humano e de toda a humanidade.
46. ​​Mrs Dalloway, de Virginia Woolf
Mrs. Dalloway é um romance de Virginia Woolf publicado em 14 de maio de 1925 que narra um dia na vida de Clarissa Dalloway, uma socialite ficcional que vive na Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial. É um dos romances mais famosos de Woolf.
Criado a partir de dois contos, Mrs. Dalloway in Bond Streed e o inacabado The Prime Minister, o romance mostra as preparações de Clarissa para uma festa que ela hospedará nessa noite. Com uma perspectiva interior, a história passa pelo futuro e pelo passado no tempo e dentro e fora da mente dos personagens para construir uma imagem da vida de Clarissa e da sua estrutura social entreguerras. Foi incluído na lista dos 100 melhores livros de todos os tempos do The Guardian de maio de 2002[1] e na da Time de outubro de 2005 dos 100 melhores livros em inglês escritos desde 1923.

47. Uma passagem para a Índia, de EM Forster
O livro reconstitui, de maneira ficcional, aspectos da colonização inglesa na Índia, detendo-se sobretudo no conflito que se estabeleceu durante o contato de duas culturas tão diferentes. Uma passagem para a Índia mistura o relato de viagem à análise da sociedade que se criou com a chegada dos colonizadores. Forster, no entanto, não esbarra em um problema comum a esse tipo de texto – a parcialidade – , e abre espaço no livro para uma pluralidade de pontos de vista que compõem painel bastante diversificado da Índia ocupada pelos ingleses.

48. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
Clássico da literatura e obra-prima de F. Scott Fitzgerald, O grande Gatsby é o retrato definitivo da próspera sociedade americana posterior à Primeira Guerra Mundial. Jay Gatsby, um milionário adepto a festas grandiosas e extravagâncias, nutre um antigo amor por Dayse, casada com o rico e insensível Tom Buchanan. Quando Gatsby se muda para a mansão ao lado de sua amada, Nick Carraway, vizinho de Gatsby, passa a observar os acontecimentos desse mundo de caprichos, riqueza e tragédias, tornando-se assim um dos narradores mais expressivos da literatura mundial.Adaptado para o cinema em um clássico de 1970 e novamente em 2013, por Baz Luhrmann, com Leonardo DiCaprio como Jay Gatsby.Mais de 20 milhões de exemplares vendidos no mundo.Se algum dia você foi jovem e se apaixonou, Fitzgerald escreveu este romance só para você. O Globo

49. O Processo, de Franz Kafka
O Processo (no original em alemão, Der Prozess) é um romance do escritorcheco Franz Kafka, que conta a história de Josef K., que acorda certa manhã, e é processado e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não especificado. Segundo Max Brod, amigo pessoal de Kafka, o livro permaneceu inacabado como estava quando Kafka lhe entregou os escritos, em 1920. Após sua morte, Brod editou O Processo pelo que ele julgou um romance coerente e o publicou em 1925Adaptações para o cinema foram feitas como The Trial, do diretor Orson Welles, com Anthony Perkins no papel de Josef K. Em 1999, o artista italiano Guido Crepax fez a adaptação do romance para os quadrinhos.
50. Homens Sem Mulheres, de Haruki Murakami
Murakami é um autor capaz de criar universos próprios, que se desdobram em romances de fôlego e personagens cativantes. Mas ele é também um excelente contista, e sua produção mais recente está reunida neste volume: sete histórias que tratam de relações amorosas e trazem o estilo único do autor. São contos sobre o isolamento e a solidão que permeiam as relações amorosas: homens que perderam uma mulher depois de um relacionamento marcado por mal-entendidos. No entanto, as verdadeiras protagonistas destas histórias - cheias de referências à música, a Kafka, às Mil e uma noites e, no caso do título, a Hemingway - são as mulheres, que misteriosamente invadem a vida dos homens e desaparecem, deixando uma marca inesquecível na vida daqueles que amam.

51. Viagem ao fim da noite, de Louis-Ferdinand Celine
Obra-prima de Louis-Ferdinand Céline, romancista genial mas até hoje maldito, esse monumento da literatura do século XX denuncia com rara virulência o sofrimento de viver e a fragilidade da condição humana."O romance é pensado e realizado como um panorama do absurdo da vida, de suas crueldades, seus embates e suas mentiras, sem saída nem luz de esperança. Um suboficial atormentando os soldados antes de sucumbir junto com eles; uma ricaça americana que passeia sua futilidade pelos hotéis europeus; funcionários coloniais franceses animalizados pela cupidez; Nova York e sua indiferença automática pelos indivíduos sem dólares, sua arte de sugar os homens até o último centavo; de novo Paris: o mundinho mesquinho e invejoso dos eruditos, a morte lenta, humilde e resignada de um garotinho de sete anos; a tortura de uma menina; pequenos aposentados virtuosos que por economia matam a mãe; um padre de Paris e um padre dos confins da África dispostos, um e outro, a vender o próximo por algumas centenas de francos - um, aliado a aposentados civilizados, o outro, a canibais... De capítulo em capítulo, de página em página, fragmentos de vida se juntam num absurdo imundo, sangrento e digno de um pesadelo. Uma visão passiva do mundo com uma sensibilidade à flor da pele, sem desejo do futuro." Lev Trótski, 10 de maio de 1933

52. Como eu estou morrendo, de William Faulkner
Uma estranha comédia negra de um mestre americano.
Leia "Uma análise dos personagens de como estou morrendo, de William Faulkner".

53. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários. Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos.

54. A redoma de Vidro, de Sylvia Plath
Dos subúrbios de Boston para uma prestigiosa universidade para moças. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica. Lançado semanas antes da morte da poeta, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens. Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas A redoma de vidro segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental. Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, às vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, distanciando a moça do mundo à sua volta. 'Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia'. Ao lidar com sua depressão, Esther também realiza a transição de menina para uma jovem mulher. Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento.

55. U.S.A (Trilogia), de John Dos Passos
Uma extraordinária trilogia que usa uma variedade de dispositivos narrativos para expressar a história da América.

56. Sono Eterno, de Raymond Chandler
Lançado em 1939, O sono eterno é o primeiro romance do mestre da literatura policial noir Raymond Chandler. Também é nesta obra que surge a sua mais genial criação: Philip Marlowe, o ambíguo detetive particular que seria protagonista de todas as narrativas longas do autor. O cenário é a Califórnia no difícil período da depressão, nos anos 30. Marlowe aparece como um personagem tão fascinante quanto complexo: cínico, aparência de durão, mas com um lado generoso e sentimental. À margem dos tiras, dos clientes e dos criminosos, ele é um solitário convivendo com as mazelas de um tempo difícil, na cidade grande apinhada de perdedores. Em O sono eterno Marlowe é contratado por um velho general milionário e doente, que passa o dia envolto em um cobertor num orquidário úmido e escaldante. Pai de duas filhas lindas e complicadas, o velho general está sendo chantageado. Eletrizante, estilisticamente perfeito, este belo livro foi adaptado para o cinema sob o título À beira do abismo, com Humphrey Bogart e Lauren Bacall. Setenta anos após sua primeira publicação, segue sendo um divisor de águas na história da literatura e da estética noir.


57. A Procura De Amor, de Nancy Mitford
Uma deliciosa comédia de boas maneiras com inúmeros fãs.

58. A Peste, de Albert Camus
A Peste (La Peste) é considerada a Magnum opus de Albert Camus, publicado 1947, que conta a história de trabalhadores que descobrem a solidariedade em meio a uma peste que assola a cidade de Oran na Argelia. Questiona diversos assuntos relacionados a natureza do destino e da condição humana. Os personagens do livro ajudam a mostrar os efeitos que o flagelo causa na sociedade.

59. Mil novecentos e oitenta e quatro, de George Orwell
Romance distópico da autoria do escritor inglês George Orwell e publicado em 1949 .O romance é ambientado na "Pista de Pouso Número 1" (anteriormente conhecida como Grã-Bretanha), uma província do superestado da Oceania, em um mundo de guerra perpétua, vigilância governamental onipresente e manipulação pública e histórica. Os habitantes deste superestado são ditados por um regime político totalitário eufemisticamente chamado de "Socialismo Inglês", encurtado para "Ingsoc" na novilíngua, a linguagem inventada pelo governo. O superestado está sob o controle da elite privilegiada do Partido Interno, um partido e um governo que persegue o individualismo e a liberdade de expressão como "crime de pensamento", que é aplicado pela "Polícia do Pensamento".

60. Malone morre, de Samuel Beckett
Parte de uma trilogia de monólogos surpreendentes na voz cômica negra do autor.

61. Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger
Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois, revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?

62. Sangue Sábio, de Flannery O'Connor
Hazel Motes é um jovem ateu condenado a ser ministro da fé cristã como seu avô. Ao conhecer o pregador Asa Hawks e sua filha Sábata Lily, dois vigaristas que exploram religiosos, revolta-se, fundando sua própria religião para anunciar sua missão: levar adiante uma seita ´onde o cego não vê, o aleijado não anda e o que está morto assim permanecerá´. No entanto, Enoque Emery, o porteiro de um zoológico que possui o ´sangue sábio´, fará com que a descrença absoluta de Hazel Motes termine por encaminhar-se para a redenção da qual ele tanto desejava se distanciar.

63. Mansfield Park, de Jane Austen
Antes de sair do forno, a primeira tiragem de MANSFIELD PARK já causa alvoroço. Há anos fora de catálogo no Brasil, a obra publicada em 1814 pela escritora inglesa Jane Austen (16 de dezembro de 1775 - 18 de julho de 1817) retorna ao mercado traduzida por Adriana Zardini, mestre em educação, especialista em língua inglesa e presidente do Jane Austen Sociedade do Brasil.
Fruto da fase mais madura da autora, o romance traz a história de uma jovem órfã que é adotada por seus parentes ricos, apresentando conflitos que envolvem amor e contratos sociais, escravidão e civilidade, riqueza e autopercepção – sempre com o toque irônico de Austen, sua marca registrada. 
O lançamento de “MANSFIELD PARK” apresenta esta importante obra de Jane Austen em uma edição bilíngue, resgatando toda a magnificência e toda a preocupação social de uma das maiores escritoras inglesas. 
Ainda que o livro aborde vários temas, a principal questão é a busca da identidade e do verdadeiro amor. Por mais de dois séculos o livro divide os leitores: por um lado, “MANSFIELD PARK” é o trabalho mais autobiográfico de Jane Austen, refletindo o mundo de pretendentes religiosos e proprietários de terra, das caçadoras de maridos, dos esnobes e dos tolos do interior – no qual a escritora viveu e procurou o amor. Entretanto, o texto parece entrar em conflito com as tradicionais heroínas de Austen, uma vez que Fanny Price é surpreendentemente contida e passiva, fato que tem aturdido por décadas os críticos e os fãs da autora. 
As questões sociais também são discutidas na obra, sugere-se pela crítica especializada que o título se refere ao julgamento de Mansfield, a decisão inglesa legal e histórica tomada pelo chefe da Justiça Lorde Mansfield, segundo a qual foram estabelecidos os primeiros limites quando à escravidão na Inglaterra. No romance, Fanny surpreende sua família adotiva ao levantar a questão sobre o envolvimento deles com a escravidão. As cartas de Jane Austen escritas na época nos informam de uma paixão por Thomas Clarkson, um popular abolicionista, o que justificaria o envolvimento da autora com estas questões sociais.
Jane Austen, como os seus personagens, cresceu em uma zona rural na Inglaterra entre a classe abastada e religiosos, cujos hábitos e negócios ela observava com perfeição e, às vezes, com uma honestidade brutal e reveladora. A sua memorável linguagem, a sua sagacidade satírica, o seu delicado senso de humor e as complexas caracterizações de luta moral no coração das famílias, além das alianças românticas, contribuem para o estilo atemporal da autora. 
O tema prevalecente na obra continua relevante: a necessidade de homens e mulheres encontrarem a sua identidade e fazerem as suas próprias escolhas - ainda que a sociedade, por sua natureza, tente os fazer seres dependentes, sem força e preconceituosos. Este foi o romance mais lucrativo de Austen, garantindo à autora 350 libras, uma fortuna na época.
A história já foi adaptada algumas vezes para o cinema e televisão, as mais conhecidas são as versões de 1983 pela BBC e as homônimas norte-americanas de 1999 e 2007.


64. O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien
Cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seus detalhes. Nas palavras do romancista Richard Hughes, 'quanto à amplitude imaginativa, a obra praticamente não tem paralelos e é quase igualmente notável na sua vividez e na habilidade narrativa, que mantêm o leitor preso página após página'. Tolkien criou em Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo inventado que demonstrou possuir um poder de atração atemporal.

65. Sorte, de Jim Kingsley Amis
Uma estréia surpreendente: o romance Inglês dolorosamente engraçado dos anos cinquenta.

66. Senhor das Moscas, de William Golding
Publicado originalmente em 1954, “Senhor das Moscas” é um dos romances essenciais da literatura mundial. Adaptado duas vezes para o cinema, traduzido para 35 idiomas, o clássico de William Golding — que já foi visto como uma alegoria, uma parábola, um tratado político e mesmo uma visão do apocalipse — vendeu, só em língua inglesa, mais de 25 milhões de exemplares. Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos — e por seus próprios desígnios — esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo poder, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida. A nova tradução para o português mostra como Senhor das Moscas mantém o mesmo impacto desde o seu lançamento: um clássico moderno; um livro que retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano.

67. O americano tranquilo, de Graham Greene
Romance profético ambientado no Vietnã dos anos 50.> Poucos escritores conseguem a proeza de se tornar populares fazendo literatura de altíssima qualidade. Um caso raro é o inglês Graham Greene, autor de livros já clássicos na prosa do século XX, como O poder e a glória, O cerne da questão e este O americano tranqüilo. O motivo é simples: Greene lança mão de tramas detetivescas e intrigas de espionagem internacional, mas injeta nesse gênero associado à literatura de entretenimento – o romance policial – uma dimensão profunda, que expõe questões sobre inocência e culpa, pecado e expiação, desejo e renúncia.

A dimensão espiritual ou metafísica de sua literatura foi muitas vezes atribuída ao fato de o escritor ter se convertido ao catolicismo em 1926. Greene, entretanto, sempre rejeitou o epíteto de “romancista católico”, empregado pela crítica como se ele fosse um religioso buscando temas literários adequados a sua crença. Ao contrário, o autor de Os farsantes e O condenado (ambos publicados pela Editora Globo) foi um escritor no sentido forte do termo, que procurou estar em contato com as paixões humanas naquelas situações extremas nas quais o crime e a santidade se aproximam.

No caso de O americano tranqüilo, torna-se clara a confluência, característica de sua obra, entre enredo detetivesco, pano de fundo marcado pela conjuntura política e personagens que, envolvidas em dramas de consciência moral, são assombrados pelo fantasma do crime, essa forma radical de exorcizar os desejos.

A ação do livro é ambientada durante a Guerra da Indochina (1946-1954), na qual se enfrentaram a França (que tentava reconquistar um controle sobre o país asiático perdido durante a Segunda Guerra Mundial) e os guerrilheiros comunistas de Ho Chi Minh. O conflito é seguido de perto pelos correspondentes de guerra, dentre os quais Thomas Fowler, veterano jornalista inglês que divide o tempo ocioso entre as casas de ópio de Saigon e a amante vietnamita Phuong. Quando Fowler conhece o jovem norte-americano Alden Pyle, estabelece-se entre eles uma empatia que logo se transformará também em rivalidade sexual, precipitando os acontecimentos que dão andamento à trama: encantado, Pyle propõe casamento a Phuong, algo que Fowler só conseguirá evitar se obtiver o divórcio da mulher (que está em Londres); do contrário, será obrigado a respeitar os costumes locais e aceitar que a irmã mais velha de Phuong a entregue às promessas de segurança representadas pelo norte-americano.

Esse triângulo amoroso, porém, só será esclarecido aos poucos, a partir do evento que deflagra a narrativa: quando o romance tem início, Fowler é convocado pelo chefe de polícia francês Vigot para reconhecer o cadáver de Pyle – vítima de um assassinato que poderia ter motivações políticas (por conta dos envolvimentos ideológicos de Pyle), mas também poderia ser um crime passional.

A partir daí, Greene compõe diferentes planos narrativos em que contemplamos simultaneamente os horrores da guerra (com cenas que remetem ao filme Apocalypse now, de Coppola), o xadrez das forças em combate na Indochina (franceses, guerrilheiros do Viet Minh, exércitos de seitas religiosas como hoa-haos, caodaístas etc.) e o confronto não menos importante entre as visões de mundo de Fowler e Pyle (que viajam juntos pelas zonas conflagradas).

O triângulo amoroso do livro poder ser visto como metáfora da situação geopolítica: Fowler encarnaria os velhos colonizadores europeus que estariam dando lugar aos norte-americanos representados por Pyle, ao passo que Phuong seria a imagem dos países terceiro-mundistas, cujo destino estaria à mercê das potências imperialistas. Essa leitura é reforçada pelo fato de Pyle aderir às tropas do general Thé, um dissidente caodaísta que propunha uma “terceira via” para o conflito e que, depois da derrota da França (1954) e da divisão do Vietnã em dois, acabaria de fato tendo papel de aliado dos Estados Unidos, conduzindo Ngo Dinh Diem ao poder em Saigon (capital sulista) e precipitando a Guerra do Vietnã (1959-1973) entre as forças norte-americanas e os vietcongs apoiados por Hanói (capital do Vietnã do Norte).

Mas o livro não se reduz à ilustração de uma situação geopolítica ou a um episódio de disputa amorosa: o suspense sobre a culpa pelo assassinato serve para que, a cada um dos fascinantes diálogos entre e Pyle e Fowler, vá se desenhando um conflito entre o idealismo ingênuo do norte-americano (aliciado pelas doutrinas de exportação da democracia para o resto do mundo e pela tentação etnocentrista de “salvar” Phuong) e o ceticismo de Fowler (que aprende com sua fragilidade emocional a desconfiar do feitiço das ideologias, das utopias em nome das quais se cometem assassinatos ou simplesmente dos “conceitos mentais” pelos quais impomos aos outros nossos próprios valores). 

Em O americano tranqüilo, enfim, temos formas de conceber a realidade que derivam do modo como as relações afetivas e as posturas ideológicas se modificam reciprocamente, com uma complexidade que só os grandes romancistas podem representar – mesmo que essa complexidade esteja disfarçada, como em Greene, pelo enredo envolvente de uma intriga policial.

68 Na estrada, de Jack Kerouac
Responsável por uma das maiores revoluções culturais do século XX, “On the Road”, traduzido por Eduardo Bueno, mantém intacta sua aura de transgressão, lirismo e loucura.
Como o gemido lancinante e dolorido de “Uivo”, de Allen Ginsberg, o brado irreverente e drogado de “Almoço Nu”, de William Burroughs, ou a lírica emocionada e emocionante de Lawrence Ferlinghetti, “On the Road” escancarou ao mundo o lado sombrio do sonho americano. A partir da trip de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriarty –, de Paterson, New Jersey, até a costa oeste dos Estados Unidos, atravessando literalmente o país inteiro a partir da lendária Rota 66, Jack Kerouac inaugurou uma nova forma de narrar.
Em abril de 1951, entorpecido por benzedrina e café, inspirado pelo jazz, Kerouac escreveu em três semanas a primeira versão do que viria a ser “On the Road”. Uma prosa espontânea, como ele mesmo chamava: uma técnica parecida com a do fluxo de consciência. Mas o manuscrito foi rejeitado por diversos editores e o livro foi publicado somente em 1957, após alterações exigidas pelos editores.
A obra-prima de Kerouac foi escrita fundindo ação, emoção, sonho, reflexão e ambiente. Nesta nova literatura, o autor procurou captar a sonoridade das ruas, das planícies e das estradas americanas para criar um livro que transformaria milhares de cabeças, influenciando definitivamente todos os movimentos de vanguarda, do be bop ao rock, o pop, os hippies, o movimento punk e tudo o mais que sacudiu a arte e o comportamento da juventude na segunda metade do século XX


69. Lolita, de Vladimir Nabokov
Lolita é um romance de 1955 escrito pelo romancista russo-americano Vladimir Nabokov. O romance é notável por seu assunto controverso: o protagonista e narrador não confiável, um professor universitário de Literatura de meia-idade sob o pseudônimo Humbert Humbert, está obcecado por Dolores Haze, de 12 anos, com quem ele se torna sexualmente envolvido após ele se tornar padrasto dela. "Lolita" é seu apelido privado para Dolores. O romance foi originalmente escrito em inglês e publicado primeiro em Paris em 15 de setembro de 1955 pela Olympia Press. Mais tarde foi traduzido para russo pelo próprio Nabokov e publicado em Nova Iorque em 1967 pela Phaedra Publishers.
Lolita rapidamente alcançou um status de clássico. Hoje é considerado como uma das principais realizações na literatura do século XX, embora também entre as mais controversas. O romance foi adaptado para um filme por Stanley Kubrick em 1962, e novamente em 1997 por Adrian Lyne. Tem também sido adaptado várias vezes para o palco e tem sido o assunto de duas óperas, de dois balés, e de um aclamado mas comercialmente malsucedido musical da Broadway. Sua assimilação na cultura popular é tal que o nome "Lolita" tem sido usado para sugerir que uma menina é sexualmente precoce.
70. A grama de estanho, de Günter Grass
Um romance rabelaisiano extremamente influente da Alemanha de Hitler.
71. As coisas caem além, de Chinua Achebe
Nigéria no início do colonialismo. Um clássico da literatura africana.

72. O Prime da Miss Jean Brodie, de Muriel Spark
Uma escritora que fez sua estréia no The Observer - e sua prosa é como um vidro lapidado.

73. Para matar um passarinho, de Harper Lee
Scout, uma menina de seis anos, narra uma fascinante história de preconceito racial no sul profundo.

74. Captura 22, de Joseph Heller
'Ele seria louco para voar mais missões e são, se não o fizesse, mas se fosse sensato ele teria que pilotá-las. Se ele voou, ele era louco e não precisava; se ele não quisesse, ele era são e tinha que fazê-lo.

75. Herzog, de Saul Bellow
Adultério e colapso nervoso em Chicago.

76. Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez
Uma obra-prima pós-moderna.

77. Sra. Palfrey no Claremont, de  Elizabeth Taylor
Um estudo assustador e discreto da velhice.

78. Tinker Tailor Soldado Espião, de John Le Carré
Uma elegia emocionante para a Grã-Bretanha pós-imperial.

79. Cântico de Salomão, de Toni Morrison
O romancista definitivo da experiência afro-americana.

80. Passeio na fábrica de garrafas, de Beryl Bainbridge
Comédia macabra da vida provincial.

81. A Canção do Carrasco, de Norman Mailer
Este relato quase documental da vida e da morte de Gary Gilmore é possivelmente sua obra-prima.

82. Um viajante em uma noite de inverno, de Italo Calvino
Uma história estranha e convincente sobre os prazeres da leitura.

83. Uma curva no rio, de VS Naipaul
O melhor escritor vivo de prosa inglesa. Esta é sua obra-prima: reminiscência do Heart of Darkness.

84. Esperando pelos Bárbaros, de JM Coetzee
Alegoria sombria mas assombrosa do apartheid pelo premiado do Nobel.

85. Serviço de limpeza, de Marilynne Robinson
Assombrando, história poética, se afogou em água e luz, cerca de três gerações de mulheres.

86. Lanark, de Alasdair Gray
Visão fervilhante de Glasgow. Um clássico escocês.

87. A trilogia de Nova York, de Paul Auster
Thriller metafísico deslumbrante ambientado na Manhattan dos anos 1970.

88. O BFG, de Roald Dahl
Um best-seller do escritor pós-guerra mais popular para crianças de todas as idades.

89. A Tabela Periódica, de Primo Levi
Um poema em prosa sobre as delícias da química.

90. Dinheiro, de Martin Amis
O romance que coloca o lugar de Amis em qualquer lista.
Compre dinheiro na livraria The Guardian

91. Um Artista do Mundo Flutuante, de Kazuo Ishiguro
Um colaborador do Japão antes da guerra relutantemente revela sua traição de amigos e familiares.
Compre um artista do mundo flutuante na livraria The Guardian

92. Oscar e Lucinda, de Peter Carey
Uma grande história de amor contemporânea ambientada na Austrália do século XIX por um premiado casal de Booker.

93. O Livro do Riso e do Esquecimento, de Milan Kundera
Inspirado pela invasão soviética da Tchecoslováquia em 1968, esta é uma fusão mágica de história, autobiografia e idéias.
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94. Haroun e o Mar das Histórias, de Salman Rushdie
Nesta fascinante história, Rushdie joga com a ideia de narrativa em si.
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95. LA Confidencial, de James Ellroy
Três detetives da polícia de Los Angeles são confrontados com os segredos de suas carreiras corruptas e violentas.

96. Crianças Sábias, de Angela Carter
Uma extravagância teatral de um brilhante expoente do realismo mágico.

97. Expiação, de Ian McEwan
Aclamado escritor de contos consegue um clássico contemporâneo de convicção narrativa hipnotizante.

98. Aurora Boreal, de Philip Pullman
A busca de Lyra tece a fantasia, o horror e o jogo de ideias em um livro infantil verdadeiramente grande e contemporâneo.

99. Pastoral Americana, de Philip Roth
Durante anos, Roth ficou famoso pela queixa de Portnoy. Recentemente, ele desfrutou de um reavivamento extraordinário.

100. Austerlitz, de W. G. Sebald
Publicado postumamente o volume em uma sequência de ficções oníricas de memória, fotografias e o passado alemão.
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Textos sobre as obras: Wikipédia / Skoob / Fnac / Travessa

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