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[ENTREVISTA #105] Um papo sobre horror e abandono, com Donnefar Skedar

Donnefar Skedar conta-nos acerca de seu novo lançamento e as polêmicas que envolvem o enredo e história de sua mais nova obra, IV

segunda-feira, julho 23, 2018

/ by Vitor Lima
Foto: Donnefar Skedar
Donnefar Skedar, fale-nos um pouco sobre você. De onde você é, o que faz e quais suas paixões além da escrita?


 Bem, escrevo para mim mesmo desde meus 14 anos, porém, desde 2009 venho divulgando meus trabalhos via “web”. Sou da região do Grande ABC em São Paulo. Atualmente me dedico ao selo Elemental Editoração onde além de publicar meus trabalhos, forneço serviços editoriais como capa, diagramação entre outros. Também possuo alguns projetos musicais que vêm gerando retorno financeiro. Além da escrita, posso garantir que música é minha maior paixão, 24 horas de música se for possível. Tirando ambos, gosto de filmes, séries e videogame.

Sua obra mais recente, IV, está prestes à ser lançada. Como estão suas expectativas com relação ao lançamento e a recepção do público?

 Neste lançamento creio que estou bem mais confortável, mas, sempre gera aquela ansiedade e preocupação com tudo que gira em torno do livro. Minha maior expectativa é justamente a de que entendam o motivo desta obra ter sido lançada. A recepção é sempre duvidosa, é como sempre digo, se ao menos uma pessoa ler minha obra, já valerá todo o esforço. Porém, recentemente tenho notado meu público aumentando, o que automaticamente me gera mais conforto quanto a recepção desta obra.

Donnefar Skedar, em sua obra “IV”, mais precisamente na carta ao leitor, você argumenta que está deixando o gênero devido à questões voltadas para os malefícios que o gênero tem causado em seu psicológico, e os possíveis efeitos de sua imaginação e reflexos em sua saúde e estado mental. Como alguém que dedicou-se tanto a escrita dentro deste gênero optou somente agora em abandona-lo, por que não antes?

Acredito que nem todos os leitores irão compreender esta carta ou a tentativa de explicar, mas, é o que achei por bem-fazer e isso aliviou a mente que estava pensativa quanto a decisão a ser tomada. Embora pareça confusa essa justificativa, prefiro usar o termo “religioso” para isso. Não levanto bandeira para nenhuma religião, porém, sou adepto de uma que me fez pensar no motivo de estar me questionando psicologicamente. Acredito que temos que nos encontrar em tudo nesta vida, principalmente nos detalhes. Então nos últimos anos, as questões descritas na carta ao leitor, estavam piorando e foi justamente quando me aproximei mais ainda desta religião que acabei tendo essa clareza quanto ao meu trabalho artístico. Abandono a escrita neste gênero somente agora, pois, somente agora algumas questões me fizeram sentido.



Você possui diversos contos publicados em inúmeras antologias. De onde surgiu a ideia de encerrar sua carreira dentro do gênero horror com uma antologia, e claro, de onde veio a inspiração para o título?

 Bom, tenho 3 antologias de minha autoria além do meu projeto “A Arte do Terror” do qual publicamos contos de diversos autores. Esta será minha quarta antologia, o motivo de criá-las e de encerrar no gênero com mais uma, é justamente para não ter que ficar lembrando onde e como meu trabalho está espalhado. O título surgiu quando estava ouvindo o disco Vol. 4 da banda “Black Sabbath” e pensei em criar uma nova antologia, logo olhei para a capa do álbum e decidi não usar o “Vol.” deixando apenas 4 para indicar o total de antologias.

Quais foram suas principais inspirações no universo da escrita? Se você pudesse citar cinco obras que marcaram sua vida de escritos, quais seriam?

Nunca sei o que dizer quando me perguntam qual minha inspiração, quando escrevi meus primeiros textos, não pensei em nenhum autor/a, apenas pensei que deveria colocar meus pensamentos no papel. Depois fui admirando alguns nomes que logo foram substituídos por outros e outros e ainda são, mas, se fosse culpar um deles teria que deixar em branco, por isso prefiro citar alguns nomes que ajudaram quando me questionei sobre isso. Tinha grande admiração por Paulo Coelho, hoje em dia não gosto tanto dos lançamentos dele. Iran Levin e Sidney Sheldon também são ótimos para isso. Quanto às obras diria que estas marcaram bem:
As Possuídas - Iran Levin
O Diário de um Mago - Paulo Coelho
Beleza Negra: A autobiografia de um cavalo - Anna Sewell
A Outra Face - Sidney Sheldon
O Diário Secreto de Laura Palmer - Jennifer Lynch

Autores de romance, geralmente, nem sempre, escrevem em suas fases de vida apaixonadas ou ao som de músicas que tragam o amor para o cenário, provocando assim, inspiração para desenvolver um bom cenário e relação com os personagens. Como funciona o “rito” de criação de uma obra voltada para o horror?

Meu rito em sua maioria está ligado as músicas que gosto, sonhos que tenho e até filmes. Porém, a maior parte é questão de desabafo transformado em ficção.

Sua nova obra, IV, pode contar com traduções para o inglês, italiano ou outras línguas e uma publicação física, ou este, em específico, terá uma versão exclusiva no formato digital?

Ainda não sei se IV terá alguma tradução, espero que sim já que todas as outras foram traduzidas anos após o lançamento. A pré-venda do livro está apenas no formato digital, mas haverá a versão impressa que; dependendo do site, será diferente dos demais, exemplo a versão do site Amazon que possui 128 páginas.

Você escreve (ou já escreveu) algum conto/história baseado em fatos verídicos?

 Sim, embora não seja baseado em algo específico, alguns tiveram eventos reais como base para suas criações. Claro que quando é baseado em fatos, sempre fazemos questão de deixar destacado, afinal, os leitores adoram isso. Mas, não nego que na maioria dos meus contos, têm alguns detalhes reais, sempre digo ser uma obra fictícia por que os jovens de hoje levam tudo ao pé da letra.

Já conheceu alguém que conhecia sua escrita? Como foi a experiência?

 Sim, mas tive que provar que era eu mesmo e não alguém que também conhecia a obra (risos). Passado a desconfiança a experiência é algo que não dá para explicar, é gratificante alguém falar do seu trabalho.

Quais são seus planos para o ano que vem? Tem alguma novidade pintando na área?

Ano que vêm um dos meus projetos musicais completará 10 anos, assim como meu primeiro título liberado na web “Kristendant City — O Orbetite”, então, ano que vem será bem comemorativo, mas prefiro não antecipar nada.

E para finalizar, que conselho você ofereceria para alguém que está iniciando na escrita?

1. Controle a ansiedade. 
2. Não fique apenas com um título. 
3. Ofereça algo grátis, um ebook gratuito na Google Play vale mais do que 10 vendas via Amazon. 
4.Junte bastante dinheiro para revisão, as pessoas hoje em dia julgam o livro por palavras erradas, e fazer uma revisão simples não está ajudando muito, por isso pague por uma boa revisão.

Então, um pseudônimo é utilizado (geralmente) para proteger a imagem do autor que não quer ser identificado, porém, sua obra conta com uma foto sua. Qual o seu real intuito em utilizar um pseudônimo utilizando sua imagem já na página 08?

 Na verdade, essa imagem estará apenas em uma das versões do livro. O motivo para isso é justamente o de deixar claro a finalização das atividades no gênero. Gosto do fato de pegar um livro do Poe ou Lovecraft e ter essas informações no início, talvez seja um postmorden para isso. Quando comecei a usar um pseudônimo, foi apenas por vergonha e não medo ou receio de saberem quem eu era. Mas, quando tentei tirar o pseudônimo para assinar com meu nome, já era tarde, os sites não aceitavam tal troca, por isso o mantive até agora. Outro detalhe é que sites para autores exigem a imagem de rosto, logo um pseudônimo não muda nada no quesito proteção de imagem.



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