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[RESENHA #262] A garota de treze, por Lilian Reis

quinta-feira, julho 26, 2018

/ by Vitor Lima
Foto: DIVULGAÇÃO

A garota de treze. REIS, Lilian. São Paulo: Mundo Uno Editora, 2016, 220p. // R$27,90

APRESENTAÇÃO


Oi, meu nome é Luce. Odeio ter treze anos, ser chamada de pirralha e não ser popular, mas, acima de tudo, odeio nunca ter sido beijada! Só tenho uma amiga de verdade, a Rafa, e um amigo apaixonado que tenta de todas as formas chamar minha atenção, o Bruno. Ele é pra lá de fofo, mas não gosto de garotos tão novos, entende? Minha vida sem graça começou a mudar quando botei os olhos no vocalista de uma nova banda. Nossa. Que gato! Eu já queria fazer aulas de violão, mas, depois que ouvi o carinha, decidi-me matricular. Quase caí dura quando descobri que ele era o professor! Além de atencioso, paciente e lindo, tocava muito! Fiquei maluca por ele, tão maluca que decidi trapacear. Eu só não imaginava que as consequências seriam tão desastrosas!


RESENHA

A garota de treze é um “romance” escrito pela autora Lilian Reis e publicado pela Mundo Uno Editora. O livro narra à vida de Lucy, uma garotinha que acabara de completar treze anos de idade, e adivinha? Não está nada satisfeita com a novidade. O livro narra a transição dos acontecimentos na vida de Lucinda (ou Lucy) aos treze anos de idade e a forma como a qual irá encara-los.

Honestamente eu não sei como falar deste livro, não sei se existem palavras para descrever a leveza e a sutileza dos acontecimentos aqui descritos. Lilian Reis, a autora, teve uma ideia genial, narrar a vida de uma garota de doze anos em transição para os treze anos de idade. O livro fala-nos abertamente acerca dos acontecimentos no cotidiano na vida de nossa protagonista, Lucinda, ou melhor dizendo, Lucy. Luce está com raiva, e tem motivos para isso, aos treze anos de idade ninguém nos leva a sério, como gostaríamos de ter dezesseis, como gostaríamos que nossa realidade fosse outra. A grande verdade é que ninguém se contenta na fase em que está, sempre gostaríamos de estar na fase seguinte, encarando acontecimentos mais “pesados”, dos quais, claro, conseguiríamos passar facilmente, pois sempre acreditamos aos treze anos que a vida pode ser mais emocionante. Lucy reside com sua mãe divorciada, seus pais se separaram cedo. O ruim de tudo não é nem a idade em que Lucy se encontra, é a forma como a mãe enxerga a idade da filha: Nova demais para usar maquiagem, extremamente imatura para relacionamentos, e sair? De jeito nenhum. E como tudo o que é proibido nos seduz, com nossa protagonista não foi diferente. A vontade de Lucy em se ter dezesseis anos é fruto dos sermões recorrentes recebidos por sua mãe, podemos ver isso claramente na página 25 da obra, onde diz:


 “— Mas lembre-se, minha querida, você não tem dezesseis. - Ela me estendeu outro pote. - Este aqui é para voltar a ter treze.”

Existe um paradoxo que muito me atrai nesta obra, há algo por trás desta narrativa que me prende, e muito. A mãe de Lucy não é só protetora, creio eu, que ela tem medo da filha crescer e acabar a abandonando, acabar perdendo “a garotinha” que ela criou, já que ela é divorciada e vive unicamente com sua filha. Lucy possui alguns amigos bem peculiares que me fazem refletir acerca da idade, dos anos e das experiências que vivemos, uma destas amigas se chama Rafa. Meiga, “surtada”, meio louca, viva. Rafa também possui treze anos, mas ao contrário de Lucy, está feliz com sua idade. O que isso nos revela? Talvez, só talvez, que a mãe de Lucy definitivamente escolheu um método de criação construtivista, baseado na ideia fixa de valores morais e éticos de 1980 ou 60, não sabemos ao certo. Ao mesmo tempo que Lucy deseja possuir tudo o que sua mãe proíbe, inclusive namoro, Lucy também possui um grande amigo, quase irmão, Bruno. Atencioso, carinhoso, gentil, e claro, apaixonado. Porém, Lucy o vê apenas como amigo e deixou isso claro diversas vezes, até mesmo na página 24, onde diz:

 “— Quantos anos a mocinha tem, se não se importa em me dizer? — Fiz uma cara sem graça e respondi que tinha treze. Ela emendou que saber minha idade fazia toda a diferença para o resultado final. Aí riu e apanhou um pote. Acredito que isso aqui é magia... Você acredita?”

SÓ que há um porém, há um clímax que mudará todo o rumo da história. De um lado temos Lucy, uma garota de treze anos louca para poder usar maquiagem, sair com as amigas e namorar, do outro, temos o charmoso CLIMAX desta história, o ápice da paixão: NOAH. É claro que há algo por trás de Noah e das intenções de Lucy. E o que acontecerá com Bruno, Rafa e a vida de Lucy daqui em diante? Para saber disso, basta adquirir o livro e #PartiuHistória.

Um livro realmente apaixonante, bem humorado e incrível em todos os detalhes. Existe diversos sentimentos dentro desta obra, e todos eles vem de uma vez só. Adorei a forma como a autora trabalhou o amadurecimento de uma garota de treze anos em uma obra. A capa casa perfeitamente com a proposta do livro. Apaixonante.

Um adendo: O livro é excelente para crianças de doze, treze ou quatorze anos, mas ele também agradará pais e mães que possuem filhas nesta fase de transição e amadurecimento.

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