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[RESENHA #279] A Jornada de Tony Farkas, de R G Werther

A Jorna de Tony Farkas é uma das distopias mais incríveis para se conhecer no ano de 2019

segunda-feira, janeiro 28, 2019

/ by Vitor Lima


WERTHER, RG. A Jornada de Tony Farkas. São Paulo: Autografia, 2017.
O ano é 2070, num Brasil distópico e desesperançoso, após ter sido vítima de uma terrível invasão. Depois de ouvir uma curiosa e estranha mensagem no antigo rádio de seu falecido pai, a qual dizia que Brasília era o último lugar seguro em todo o país, Tony Farkas reúne coragem para fazer suas malas e seguir viagem até o Aeroporto Internacional de Guarulhos com o seu estimado cão Max. No meio do caminho, ele descobre que não é o único carioca vivo no Rio de Janeiro. Ele encontra outros jovens que vivem nas mesmas precárias e perigosas condições que ele – com escassez de comida, água potável e segurança. Pois com o país sitiado as ruas não são mais seguras. No entanto, Tony consegue convencer seus novos amigos a seguirem-no até Guarulhos. Até que a verdade, durante a viagem, o deixa tão perplexo assim como atordoado, e tudo o que ele pensava saber sobre a guerra e a invasão, de repente, muda. Numa história cheia de aventura, romance intrigas e traições, Tony Farkas terá uma difícil missão pela frente, e seu futuro é tão incerto quanto improvável.


A Jornada de Tony Farkas é um livro distópico escrito por RG Werther e publicado pela editora Autografia. O livro possui 272 páginas e narra as aventuras do protagonista, Tony, em Guarulhos durante a terceira grande guerra mundial. A narrativa do livro é envolvente, intrigante e instigante. O livro foi escrito por um dos membros da academia brasileira de letras, RG WERTHER. 

Tudo começou em 2045 quando a grande terceira guerra mundial explodiu. Tudo estava um caos, a vida das pessoas já não era mais a mesma e o único lugar seguro era Brasília. O mundo encontra-se na mão de grandes potências que tem todas as cartas nas mangas para colocarem a população mundial no caos, no terror e na desordem. Os ataques nucleares provocaram estragos inimagináveis, não somente no clima e na vegetação, mas nas pessoas e nos lugares afetados. Metade do oriente médio foi bombardeado e destruído graças a aliança entre as grandes potências Japão, França e Inglaterra. O desiquilíbrio ecológico começa a tomar conta do mundo, já não há mais esperanças. Ou será que há? As pessoas já não tinham mais para onde ir, mas parecia que uma luz brilhava no fim do túnel: existe um local para se abrigar. Estar vivo agora é apenas questão de sorte.

Este livro é uma distopia um tanto quanto interessante, o autor trabalhou bem a ideia de uma possível terceira grande guerra entre potências mundiais e seus conflitos de interesse. Aqui, pode-se observar a forma com a qual o autor desenha seus delineares, principalmente sobre a ótica de uma guerra carregada não somente de interesses, armamentos e genocídio, mas repleta de medo e caos espalhado não somente pelas grandes alianças que se formavam para matar e adquirir território, mas também para saciar sua vontade de provar do poder ao qual tinham em mãos.

O personagem principal desta obra tem uma história trágica: ele é órfão. Tony Farkas é peculiar em diversos aspectos e intrigante em outros. Sua vida foi baseada no medo, uma vez que estivera sozinho em um cenário quase que apocalíptico. Agora, tudo o que restara foi apenas sua força e determinação em se manter vivo. Sozinho, no meio de uma guerra e escondido, Tony busca sempre se manter abrigado e seguro. Neste cenário trágico, Tony conhece um cãozinho ao qual o chama de Max. Bom, o livro narra a viagem de Tony até Guarulhos em busca de abrigo seguro ao lado de pessoas que supostamente estariam bem em Brasília, um grupo de sobreviventes estaria encarregado de receber a todos e levá-los em segurança para Brasília. O clímax é toda a rota criada pelo autor em meio ao caos e a busca pela segurança do protagonista. 

COMENTÁRIOS

O livro é impressionante do início ao fim. Quando o resenhei a primeira vez (sim, tivemos outros rascunhos e impressões descartadas), encontrei uma nota que dizia que o autor havia sido imortalizado na Academia Brasileira de Letras do Brasil, honestamente? Foi merecido. Alguém com tamanha criatividade deve realmente ser imortalizado, a escrita é precisa, concisa, direta, objetiva, instigante, direta e eletrizante. 

Quando se lê este livro pela primeira vez é natural que você tenha diversas referências de leitura na cabeça, pois o mesmo retrata um assunto que é trabalhado incessantemente por escritores de distopias e fãs do cenário distópico, só que este livro possui uma escrita diferente, há nele sinais de uma escrita muito bem pensada, a linha de raciocínio do autor não é previsível, não há como desvendar o próximo acontecimento, o próximo passo, muito menos prever a próxima catástrofe. Não há espaço para dúvida neste livro, apenas para apreciação. Me senti lendo um clássico, era como se eu não soubesse nada além do título, e realmente, eu não soube nada. Em outras palavras: Só me surpreendi. 

Poderíamos dizer que o cenário criado pelo autor é incrivelmente realista por dois motivos: O primeiro e mais abrangente e destacável na obra é sua prolificidade em criar com facilidade situações e descrições que favoreçam a criação de um universo na cabeça do leitor, ou seja, a facilidade com a qual o autor conduz não somente os acontecimentos, mas o cenário. Podemos destacar também o timelapse da escrita, ou seja, a velocidade dos acontecimentos descritos pelo autor. O texto é uma mistura muito gostosa de suspense, medo e insegurança. Não sei dizer, o livro é realmente de tirar o fôlego.


Avaliação: 

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