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[RESENHA#293] Joe Speedboat, de Tommy Wieringa

Joe Speedboot é essencialmente um livro sobre movimento, mas também o que une as pessoas e as separa novamente

segunda-feira, fevereiro 18, 2019

/ by Vitor Lima
Foto: DIVULGAÇÃO

Fransje, o narrador de Joe Speedboat, tem 15 anos e acaba de sair de um coma no qual entrou depois de um terrível acidente, seis meses antes. Não pode andar nem falar. Seu único meio de locomoção é uma cadeira de rodas; e ele só é capaz de se expressar através da escrita, que pratica usando o braço e a mão direitos, os quais continuam intactos. É dessa forma que ele registra cada detalhe da vida cotidiana em Lomark, o povoado onde mora. Seus diários, seu senso de humor e os ensinamentos do grande samurai Miyamoto Musashi são os três eixos da vida de Fransje, que muda radicalmente quando ele conhece Joe Speedboat – um rapaz extraordinário, que caiu sobre a letárgica Lomark com a força de um meteorito enquanto Fransje estava em coma. Joe é um menino excepcionalmente vital e rebelde, que apresenta uma intrepidez típica de outros tempos e uma engenhosidade fora do comum. Além disso, é a única pessoa capaz de vislumbrar algum potencial na deficiência do parceiro. Eles virão a se tornar amigos inseparáveis e, quase sem perceber, trilharão juntos o caminho da inocência à idade adulta. Joe Speedboat é um romance originalíssimo sobre a amizade, o amor, a força da imaginação e as contradições da vida, escrito num estilo poderoso e maravilhosamente irônico.

Falar sobre esta obra é algo tão incrível quanto lê-la. No Brasil a literatura estrangeira domina a preferência dos jovens, porém, não se é comum ver literatura holandesa, francesa ou remanescente de outros países por aqui, mas isso vem mudando com o catálogo da Radio Londres, uma das editoras com maior ascensão de mercado no quesito publicação estrangeira. Joe Speedboat escrito pelo autor holandês Tommy Wieringa recebeu o prêmio Ferdinand Bordewijk em 2016 por sua imensa contribuição social.

Uma novela cintilante de amadurecimento que vendeu mais de 300.000 cópias na Holanda, na qual os habitantes de uma pacata cidade rural são despertados pela chegada de um jovem visionário cinético, Joe Speedboat.
Depois de um acidente de carreira, Frankie Hermans acorda e descobre que está paralítico e mudo. Ligado a uma cadeira de rodas, Frankie se esforça para completar a vida, onde ele tem que fazer tudo para completar até mesmo as tarefas mais simples. O único controle do corpo é o braço direito, que ele usa obsessivamente para registrar os detalhes da vida diária em sua cidade.

Mas quando ele conhece Joe, um garoto que entrou na cidade como um meteoro enquanto Frankie está arrastando todas as mudanças. Joe é uma força centrífuga, tanto magista quanto temerária, e só ele vê força potencial nas deficiências de Frankie. Com a ajuda de Joe, o braço de Frankie vai ser usado para mais do que apenas escrever: como um campeão braço-wrestler, Frankie vai ser poderoso o suficiente para ganhar de volta seus amigos, e talvez até mesmo woo PJ, a menina que todos eles tem em uma pirueta. Vivo com as profundezas da adolescência, Joe Speedboat é a história supersônica de uma aliança improvável e uma corrida rápida ao relâmpago




A história será bem conhecida agora, suponho. Adolescente que se chama Joe Speedboot vem de uma maneira espetacular com sua família morando em uma aldeia nas várzeas. Nos anos em que ele vive lá, ele causa a agitação necessária. Há uma frente abalada, uma explosão, um avião auto-construído e uma viagem no deserto em um trator em seu barril com aventuras. 

Quando Frankie Hermans acorda de um coma de 220 dias, uma das primeiras coisas que ele ouve é a nova chegada de outro menino, Joe Speedboat. Joe chegou ruidosamente: seu pai colidiu com o quarto da família mais eminente da pequena cidade, enquanto a mãe e a irmãzinha de Joe estavam no banco de trás; e ele continua a causar impacto. Explosões de bombas feitas em casa foram colocadas aos pés de Joe, e as pessoas da cidade ficaram presas com o estranho nome da criança de 12 anos. Ninguém na Holanda tem um nome como Joe Speedboat !

Todo o livro é escrito a partir da perspectiva de um colega, francês, um menino espástico que está em uma cadeira de rodas. Joe e Frans constroem uma espécie de amizade, mas ao mesmo tempo rivalizam com os favores de uma garota da aldeia. Rivales estranhos: um surto que pode escrever fantasticamente contra um temerário com as idéias mais insanamente originais.

Se nós a dividirmos em sua estrutura mais simplista, a ficção vem em duas crianças: histórias baseadas em enredos e histórias baseadas em personagensJoe Speedboate o último filho, e isso significa certas expectativas: você espera uma criança ou história preguiçosa, mas com personagens maiores do que a vida. Você conhece uma criança ou uma experiência reveladora, em que os personagens aprendem e crescem e se tornam autoconscientes (ou não), onde suas personalidades e características sutis são engenhosamente organizadas, ou ocultas, aguardando nosso estudo. Onde suas lutas e realizações diárias, seus erros e amizades e mesquinhez são a coisa mais fascinante. Pense Lolita , por exemplo. (Não que tais livros não possam, e não têm, também enredo; quero dizer que o ponto principal do romance são os personagens e não a ação).

Agora vamos à algumas considerações importantíssimas acerca da construção do enredo: 1. O protagonista é deficiente, isso passa uma ideia de diversidade e inclusão e isso é algo intenso e maravilhoso na narrativa, principalmente após as conquistas de nossa personagem. 2.O livro é extremamente sexista. 3.É lindo e repleto de aprendizados.

Eu pensei que este era um romance maravilhoso. É engraçado, triste, profundo - se contorcendo e girando em lugares inesperados. Ler isso me levou a um país diferente, outra mente, outro corpo. Não é um livro bem traçado e rápido, por isso pode não servir aos leitores que querem uma tensão narrativa ininterrupta. Enfim, ainda que contenha alguns pontos sobre os pais poderíamos nos debruçar em reflexões, este livro é, acima de tudo, incrível por diversos motivos pelos quais os leitores terão que descobrir.

Tommy Wieringa é um escritor holandês. Ele recebeu o Prêmio Ferdinand Bordewijk em 2006 por seu romance Joe Speedboot, e o Prêmio Libris em 2013 pelo romance Dit zijn de namen

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