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CRÍTICA: Entre irmãos (2009)

sexta-feira, abril 12, 2019

/ by Vitor Lima
Imagem: Reprodução
FICHA

DATA DE LANÇAMENTO: 5 de março de 2010 
DIREÇÃO: Jim Sheridan
ROTEIRO: David Benioff
INDICAÇÕES: Prêmio Globo de Ouro: Melhor Ator em Filme Dramático
DISTRIBUIDORES: Relativity Media, Lions Gate Entertainment, Columbia Pictures 

Sam Cahill é um fuzileiro naval casado com Grace e com ela tem duas filhas: Isabelle e Maggie. Tommy é seu irmão caçula, um andarilho que deixou recentemente a prisão. Logo em seguida, Sam é enviado para o Afeganistão. Quando ele é abatido e dado como morto, Tommy promete cuidar da esposa de Sam, Grace, e de suas sobrinhas. Tommy e Grace se aproximam, e quando Sam retorna para casa inesperadamente, as consequências das ações de todos ameaçam a base de toda a família.

SOBRE O ENREDO
Imagem: Reprodução
Um filme pra se refletir acerca da vida e das pessoas que delas fazem parte. Quando Sam é recrutado pelo Exército dos Estados Unidos para uma missão no Afeganistão, ele escreve uma carta para sua mulher, Grace, encarregando um amigo próximo de entrega-la, caso houvesse imprevistos que tornassem sua volta para casa utópica. Tommy, é irmão de Sam, porém, por viver sempre se aventurando, não possui os mesmos atributos aos quais seu pai considera primordial em um homem: coragem, serviço ao país e trabalho. Durante a execução da missão, o helicóptero onde Sam encontrava-se é abatido por rebeldes do Afeganistão, que decidem capturar os sobreviventes e matar um por um, exceto Tommy e um amigo próximo a ele, a esta altura sua mulher e família já foram notificadas do acidente aéreo, fazendo com que todos pensem que Sam esteja morto. Uma cerimônia é organizada pelo exército para que cada família possa se despedir de seus familiares através de uma  homenagem póstuma. A história começa a desenrolar-se quando Grace e Tommy começam a ficar próximos devido ao luto, as crianças apaixonam-se pelo tio que as cativa diariamente, e claro, cativa, de certa forma, Grace, que se vê enlutada, mas com o conforto da presença de um  familiar tão próximo.

TRAILER


Imagem: Reprodução
CRÍTICA: O exército decide enviar uma equipe de busca para localizar os corpos de seus soldados, porém, Sam é encontrado com vida e sua família notificada. Sam está em choque e traumatizado, para que pudesse viver e voltar pra sua família, Sam teve de fazer algo horrível e isso o corrói por dentro. O desespero de passar por uma situação de quase morte nas linhas inimigas, o choque ao retornar pra casa e perceber a proximidade de seu irmão e sua mulher o abalam constantemente, fazendo-o enlouquecer de fúria e pensar em tomar medidas desesperadoras.

Se formos analisar o Diretor desta obra nós não iremos sequer ficar surpresos: Jim Sheridan. Aparentemente Sheridan adora dirigir filmes dramáticos, como “em nome do pai” (1993); “Meu pé esquerdo” (1989); “A escritura secreta” (2016), e agora, entre irmãos (2009). O enredo é um drama psicológico muito bem elaborado, há diversas óticas pelas quais podemos trabalhar a história tirar dela um proveito, ou seja, pelo sim ou pelo não, diga-se que por todo e qualquer caminho este enredo é – e há de ser – proveitoso. A família é a base da confiança e do apoio, porém, a confiança se quebra quando algo se coloca a frente de nossos interesses. Sam vê-se em um caminho sem saída pra rever seus familiares, e decide toma-lo por certo. Esta decisão o abala de forma significativa, afinal, ele carrega um peso em sua consciência e está retornando para casa, onde ele espera que seus esforços (ainda que você tenha uma opinião negativa sobre eles) valeram a pena. Perceber de alguma maneira que sua mulher está agindo de forma diferente, que suas filhas não o tratam como antes e que seu irmão pode – e como pode – ter dormido com sua mulher, não é nada animador, muito pelo contrário, entende-se todo constrangimento e tristeza onde Sam se encontra naquele momento de desamparo. Porém, Sam estava de luto, entristecido, depressivo e com traumas que deveriam ser tratados, isso o faz pensar que tudo ao seu redor está diferente, quando tudo o que realmente mudou foi sua perspectiva de vida devido à culpa que carrega em si.  O filme é fantástico e acredito que todos devam vê-lo pra tirar suas próprias conclusões acerca da vida desta família e das decisões que tomam em momentos de crise.

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