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[RESENHA #329] Alzheimer - O amor, o cuidado, de Érico J. Santos

sábado, abril 20, 2019

/ by Vitor Lima

SANTOS, Érico J. Alzheimer: O amor, o cuidado. Novo Século: 2018, 140p

O livro Alzheimer: o cuidado, o amor traz uma reflexão sobre o tempo, o amor, o perdão e a paz. Ele nos convida a amar, perdoar e encontrar a paz, mesmo diante do desafio diário que é o convívio com a doença de Alzheimer. Opinião de leitores:

“Essa leitura nos chama para cuidar dos nossos pais, e dessa forma devolver a eles a gentileza de terem nos ofertado a vida. Convida também a buscar o entendimento de quem somos e buscar nossa paz interior doando nosso amor com generosidade e compaixão.” - Do prefácio de Maria do Amparo P. Santos, psicóloga.

“Este livro é agradável, eloquente e necessário. Impregnado de humanidade desde os primeiros capítulos, aborda desde aspectos da evolução da doença até os diversos tipos de enfrentamento.” - Fernando Tenório Gameleira, neurofisiologista clínico.

“Mais uma vez, o autor escreve de maneira simples e direta a mensagem de que o amor e a compaixão pelo outro são os pilares fundamentais para uma convivência menos sofrida e mais harmoniosa com os portadores da doença de Alzheimer.” - Hélvio Chagas Ferro, clínico geral e intensivista.


Alzheimer, o cuidado, o amor. Relatar a minha experiência com essa obra não será tarefa fácil, afinal, já convivi um bom tempo com alguém diagnosticado de forma precoce com Alzheimer (40 anos). Em 2014, a mãe de uma amiga muito próxima foi diagnosticada com Alzheimer, desde então, a entrega da filha em cuidar da mãe teve de ser total em um processo de descoberta por parte da filha. Tudo o que posso relatar são minhas experiências com a obra e suas inúmeras contribuições em meu olhar, forma de pensar, agir e ver o mundo. “O cuidado, o amor”, é o subtítulo desta obra, nada poderia cair melhor como subtítulo de uma obra que tem como foco ensinar à amar a diferença na adversidade. Esta obra se completaria facilmente com outro título do autor: As ações do tempo (Talentos da literatura brasileira, 2018), onde autor trabalha a noção de como aproveitar melhor o tempo, e talvez, o problema das pessoas que recebem a notícia de que o pai, a mãe ou avô estão com Alzheimer é a não compreensão da magnitude do que está por vir. É necessário, tato, amor e tempo, sobretudo, tempo para se compreender e dar-se um tempo para que se seja compreendido. Érico J. Santos trabalha de uma forma que o leitor venha a ver-se naquela posição de posicionamento: ou você reage ou a vida reagirá por você. Um livro que nos faz pensar sobre como devemos proceder com os impedimentos causados pelo Alzheimer, e ao mesmo tempo, ensina-nos a amá-los como se não houvesse amanhã, sempre de forma crescente.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que manifesta-se lentamente e vai-se agravando ao longo do tempo. O sintoma inicial e mais comum é a perda de memória a curto prazo, com dificuldades em recordar eventos recentes. Os primeiros sintomas são geralmente confundidos com o processo normal de envelhecimento ou manifestação de estresse. A medida em que a doença evolui, o quadro de sintomas passa a englobar: dificuldades na linguagem, desorientação, perder-se com facilidade, alteração constante de humor, perdão da motivação, desinteresse em cuidar de si próprio, dentre outros. Aqui, nesta belíssima obra, Érico nos convida a conhecer não somente a doença, mas o processo ao qual as pessoas são submetidas quando ela se submete. Este é um livro para família e para entes queridos que não sabem como reagir, lidar ou prosseguir com o aparecimento do Alzheimer na rotina. Do amor aos cuidados, tudo é descrito com uma sensibilidade sem precedentes.

Este livro me lembrou bastante o filme “Para sempre Alice”, onde a Dr.ª Alice Holand é diagnosticada com Alzheimer aos 50 anos de idade, tendo que lidar diariamente com a pressão que se forma em seu emocional. Neste livro, não é diferente. Aqui, o autor propõe uma nova rotina de vida, na qual teremos que aprender a lidar não somente com o emocional do paciente, mas também com o nosso emocional perante os desafios que serão frentes: mudança de humor repentina, esquecimento das coisas e dos acontecimentos, irritabilidade, dentre outras.

Algo extremamente marcante nesta obra é a frase “ame e tudo mudará”, ela está inclusa em todas as frases que abrem um novo capítulo ou discussão desta obra. Talvez, acredito eu, que o motivo seja claro: a transformação de vida do paciente e da família através do amor incondicional. Amar acima de qualquer coisa, compreender as limitações, empenhar-se em todos os momentos e dar o seu melhor.

Claro que o autor também entra no mérito dos cuidadores e dos profissionais responsáveis pelos cuidados dos pacientes diagnosticados com Alzheimer, aqui, ele discute não apenas uma ótica de como isso pode ajudar, mas também cita exemplos. Um livro realmente rico em detalhes e dicas.

Um exemplar maravilhoso para quem deseja conhecer e aprofundar-se um pouco mais sobre o Alzheimer.

Algumas citações desta obra:

“A doença exige ações imediatas. Se não temos tempo para perceber as mudanças de comportamento físico e emocional na vida dos pais, esse mal nos obriga a conviver com sua fase mais dura, mais agressiva: a que trará grandes conflitos de ordem emocional, financeira e de comportamento.”

“O Alzheimer não espera, o tempo também não. Aprenda a recomeçar. A vida está o chamando, então aprenda a doar o seu perdão.”

“O amor nos convida ao tudo. O medo nos paralisa. Ame, e tudo mudará.”

“O tempo passa com a mesma intensidade para todos. Fique atento! Os pais sempre irão precisar de nós.”

“A medicina cura as dores do corpo. O amor cura as dores da alma.”

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