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[RESENHA #333] Alzheimer - A família, a doença, de Érico J. Santos

quarta-feira, maio 01, 2019

/ by Vitor Lima
Foto: Entre páginas e café

O livro Alzheimer - a família, a doença lhe convida a fazer uma reflexão sobre a vida e a descobrir de fato quem somos, de onde viemos e para onde devemos ir. Acredite, você não vai ler apenas um livro que fala da doença. Vamos falar das nossas emoções, das ações do tempo, dos nossos desejos, das inquietações da família. O livro se propõe a refletir sobre qual caminho devemos seguir e nos convida a buscar o amor, o perdão, a compreensão. Venha, você está convidado a descobrir a si mesmo. O momento mais importante da vida é o agora; sinta-se vivo, ame agora.



SANTOS, Érico J. Alzheimer. a família, a doença. Barueri, SP: Novo Século: 2017,158p

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica e a forma mais comum de demência. A doença manifesta-se lentamente e vai-se agravando ao longo do tempo. O sintoma inicial mais comum é a perda de memória a curto prazo, com dificuldades em recordar eventos recentes. Os primeiros sintomas são geralmente confundidos com o processo normal de envelhecimento ou manifestações de estresse. À medida que a doença evolui, o quadro de sintomas inclui dificuldades na linguagem, desorientação, perder-se com facilidade, alterações de humor, perda de motivação, desinteresse por cuidar de si próprio, desinteresse por tarefas quotidianas e comportamento agressivo. Em grande parte dos casos, a pessoa com Alzheimer afasta-se progressivamente da família e da sociedade. Gradualmente, o corpo vai perdendo o controlo das funções corporais, o que acaba por levar à morte. Embora a velocidade de progressão possa variar, geralmente a esperança de vida após o diagnóstico é de três a nove anos.

Neste livro, o autor e palestrante Érico J. Santos mostra-nos todo um percurso metodológico de estudo com relação ao Alzheimer para uma compreensão mais acentuada acerca dos sintomas e da realidade daqueles que são afetados por ela. Com uma sensibilidade sem precedentes, o autor consegue não somente introduzir a doença de forma clara e objetiva, mas explicar os primeiros sinais, os cuidados, o carinho e o amor que a família devem nutrir por aqueles que são diagnosticados. A progressão da doença é variável, e isso dá-se por diversos fatores, muitos deles ainda não explicados. Neste livro, iremos entender um pouco mais sobre como a família deve importar-se e tratar de seus entes durante o tratamento. Este é um livro que nos ensina o exercício diário do amar.

A doença de Alzheimer não escolhe classe social, não escolhe cor, não tem uma bandeira. O Alzheimer tem uma reação. Uma vez acontecendo no corpo humano, gera grandes mudanças de ordem financeira, emocional e intelectual.

Acredito que livros como este, são em sua maioria, destinados ao conforto daqueles que o leem. É claro que há informações valiosíssimas em suas páginas, mas as frases motivacionais dão um novo sentido a todo contexto adotado pelo autor.
“O tempo passa com a mesma intensidade para todos, mas infelizmente deixamos para amanhã soluções que exigem respostas agora. Não podemos esquecer que o dia mais importante da nossa vida sempre será o dia de hoje. De que vale o dia de amanhã se eu tiver a doença hoje? De que me serve o dia de amanhã se eu tiver lembranças da tristeza do hoje? De que me adianta o dia de amanhã se eu não tiver vivido hoje o melhor e o maior dia da minha vida?”

Sempre que leio este livro eu me recordo do discurso de Alice Holand, no filme “Para sempre Alice”, onde a protagonista é diagnosticada com Alzheimer Precoce aos cinquenta anos de idade, após construir uma carreira sólida de sucesso como professora de linguística. A doença fragiliza Alice em todos os sentidos: ela não reconhece amigos, familiares, nem mesmo sua própria casa. Ela torna-se dependente do aparelho celular para executar toda e qualquer tarefa, inclusive as mais simples que se possa imaginar, só que com o tempo ela também acaba perdendo o celular, e isso traz muitos transtornos para a casa e uma irritação em Alice a todo instante. Em seu discurso, Alice diz que “domina a arte de perder”, pois vive perdendo suas coisas, seus compromissos, sobretudo, perdendo memórias. Algo muito tocante é sua frase final “não pensem que eu estou sofrendo, eu não estou sofrendo, sou apenas uma pessoa sofrendo de mal de Alzheimer, e há dias em que eu tenho puros e verdadeiros momentos de alegria”. Acredito – e confesso — que esta leitura torna-se ainda mais emocionante quando o lemos após assistir a este filme, justamente pelo fato de nos ajudar a criar empatia pelas famílias que sofrem com seus familiares diagnosticados.

“Alzheimer, a doença terrível que nos maltrata, humilha e nos torna frágeis, dependentes e incapazes, não nos permite sentir emoções e vibrações que só o amor é capaz de oferecer.”

Livro indicado para todo e qualquer leitor que deseja obter maiores informações acerca da doença do Alzheimer. E claro, não deixem de conferir as outras resenhas do autor em nosso blog:


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