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[RESENHA #341] Rastros de dor, de Roque Jacintho

domingo, maio 12, 2019

/ by Vitor Lima
JACINTHO, Roque. Rastros de dor. Araras, SP: Ide Editora. 2016, 284pp ISBN 978-85-7341-687-9

Rastros de dor é um romance espírita escrito por Roque Jacintho. O romance foi Originalmente publicado pela LUZ NO LAR (Núcleo de Estudos Espíritas), e em 1996 pela editora EME, ganhando uma nova edição na IDE editora (Instituto de Difusão Espírita) em 2016 em parceria com a editora original. A obra é dividida em três partes, cada qual, claro, traz a baila os ensinamentos da vida com relação aos planos divinos e ao aperfeiçoamento moral. O enredo se passa em dois tempos distintos, sendo o século XVI, na Espanha, o século XVIII (do plano espiritual), e o século XX, no Brasil, separados apenas pelo plano espiritual, onde seus envolvidos sofrem as tristezas e desgraças em decorrência da Inquisição, agora precisam lidar com o sofrimento de “pontas soltas” do passado e suas reflexões no presente. O drama desta narrativa volta-se para o poder do amor, da compreensão e da busca pelo aperfeiçoamento através de um médium consciente nas tarefas do bem, que acaba sofrendo perseguições e claro, a desencarnação.

Este livro, como toda obra espírita, possui uma essência única, própria, palpável, tangível. A história é um misto de reflexões acerca do que se pode ocasionar em situações pendentes de vidas passadas e seus reflexos no tempo presente. O universo que se destrincha nas páginas desta obra nos apresenta uma visão bem ampla acerca da necessidade humana em buscar o aperfeiçoamento moral e ético. Os trechos colocam em pauta à necessidade de se expandir o raciocínio humano acerca de suas ações. A obra é agradabilíssima em todos os pontos possíveis. A leitura, ainda que um romance, é extremamente densa, tensa e deixa qualquer leitor apreensivo. A compreensão do mundo espiritual torna-se necessária para que se consiga extrair o melhor desta narrativa.

Ler um romance espírita é esperar que o enredo seja recheado de ensinamentos acerca do aprimoramento da moral, e isso é incrível, pois um dos pilares do espiritismo é o aperfeiçoamento moral do individuo por meio do reconhecimento de sua falibilidade. Quando me propus a ler esta obra, não esperava que ela se tornasse tão complexa e tão simples ao mesmo tempo. O autor trabalha seus ensinamentos em um roteiro que transita entre três tempos e épocas distintas. Primeiro, o século XVI, na Espanha, que marca a morte de Dom Fernando, depois o século XVIII, já no plano espiritual. a luta pela busca do refazimento e suas complicações, e por último, o século XX, no Brasil, o estabelecimento do equilíbrio, e finalmente, um misto de pressentimentos e acontecimentos que marcam o final desta narrativa. É complexo, mas o livro é tão bem estruturado e escrito, que em momento algum o leitor se perde pelas folhas, muito pelo contrário, ele se encontra de uma maneira tal, que a leitura é finalizada em poucas horas.

Uma leitura indispensável para todo bom leitor em busca de um aprendizado.

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